Crise em Chipre: impedir as privatizações impostas
pela União Europeia e queda do governo… por iniciativa dos comunistas!
A pequena ilha cipriota é um grão de areia para a
« troika »: sexta feira dia 28 de Fevereiro um plano de privatização
de três grandes empresas publicas (Cyprus Telecom, Empresa Nacional Elétrica e
Empresa de Portos do País) foi impedido no Parlamento, depois de mobilizações
populares, e o governo demitiu-se.
«Nós não aceitaremos a
delapidação do património nacional » disse um dirigente do AKEL)
O Plano foi rejeitado pelo Parlamento com 25 votos
contra (19 do AKEL) 25 a favor e cinco abstenções. Com esse plano a direita
pretendia reembolsar os credores europeus em 1,4 milhões de euros.
Lembramos que o AKEL decidiu no último Verão adoptar
oficialmente a defesa da « saída do euro », depois de apelar a uma
politica de ruptura com a União Europeia e o FMI, fazendo auto-critica em
relação a expectativas quanto a adaptações do quadro europeu.
Um Partido que recusa as privatizações, exige a saída
do Euro, mobiliza contra as politicas anti-sociais na rua e no
Parlamento : é o que neste momento é necessário em Chipre e em toda a
Europa.
