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domingo, 4 de dezembro de 2016

RESISTÊNCIA POLITICA E CULTURAL



A russofobia fracassa na Ucrânia e os ucranianos começaram em massa a cantar canções russas.

A política de erradicação forçada da cultura russa na Ucrânia, ao que parece, falhou. Enquanto a liderança do país impõe novas restrições aos russos, os moradores nas ruasa decidiram expressar a sua opinião sobre este assunto. Ou melhor, cantar publicamente, alto e melodiosamente, atraindo a atenção do público em geral e protestando assim contra a propaganda estatal russofóbica.
Mais recentemente, nos lugares mais frequentados, especialmente em estações ferroviárias, são os flash mobs com canto de canções em russo. As melodias e letras soviéticas e canções russas são familiares a quase todos, e, portanto, os criadores da ação, como regra, estão ligados a comuns transeuntes.
Vozes soam tão convincentes que se "ouve" mesmo na Europa. A edição alemã de Der Freitag observa que os participantes nos flash-mobs, assim, "defendem a paz entre russos e ucranianos, bem como são contra a guerra e a forçada ucrainização”.
Em apenas alguns dias as ações já estão em várias cidades ucranianas e russas. Por exemplo, os moradores de Dnipropetrovsk cantam a "Katyusha", em Odessa cantam "Darkie" em Kharkov - "Old Bordo", em Kiev - "Primavera em Zarechnaya Street", e em Lugansk - "Montes sono de dark". Não poupam lugares e compartilham Nezalezhnosti na capital, Kiev. Os participantes lembram por unanimidade, o familiar a todos desde a infância, "Sunshine".
Os russos não ficaram de fora e decidiram apoiar a iniciativa, também, que executa nos lugares públicos bem conhecidos da Ucrânia e "hits" cossacos: moscovitas cantam "Rozpryagayte hloptsі konі" e residentes de Lipetsk - "Chervona Ruta" e Krasnodar.
Der Freitag recorda que hoje na Ucrânia, canais de TV russos estão bloqueados, bem como performances de numerosos artistas da cultura de língua russa, a venda de literatura russa foi banida. No entanto, as "canções anti-populares e nacionalistas ucranianas e a polícia são impotentes", diz a publicação.


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

FOGO "DEMOCRÀTICO" NO CANAL INTER

Uma mulher partiu a perna e várias pessoas ficaram intoxicadas por inalação de fumo no canal ucraniano “Inter” em Kiev, visto por muitos como pró-russo e que é detido pelo controverso milionário, Dmitras Firtash.
Em frente à estação de televisão, 20 ativistas protestavam contra o canal por alegadamente ser pró russo.
As autoridades anunciaram que na origem do fumo estiveram pneus queimados no exterior e um engenho lançado para interior do edifício.
Há também o registo de que antigos militares ucranianos entrara na sede do canal e provocaram um incêndio.
Foram feitas várias detenções.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O RETRATO DE UM GOVERNO FASCISTA

"Poroshenko asssasssino"
 No sitio http://ucrania-mozambique.blogspot.pt/, onde se glorifica certamente com mão portuguesa as glórias da junta fascista de Kiev, descrevem-se as “vitórias ucranianas de 2015”. São “incomensuráveis” as realizações sociais e económicas….

12.02.2015: lançado o sistema online de compras estatais “Prozoro” (Transparente)
05.03.2015: aprovada a lei de descomunização da Ucrânia
25.03.2015: os primeiros “Humvees” americanos chegam à Ucrânia
10.04.2015: o pugilista ucraniano Oleksandr Usyk vence o seu oponente russo
08.04.2015: em Yavoriv decorreram os exercícios militares Ucrânia-NATO
16.04.2015: a fábrica “Antonov” apresentou o seu novo An-178
27.05.2015: FC “Dnipro” pela 1ª vez na final da Liga Europa
04.07.2015: o juramento solene em Kyiv da nova polícia ucraniana
17.09.2015: Ucrânia começa a fabricação de espingarda / fuzil de assalto “Malyuk”
07.10.2015: o filme documental “Maydan” é distinguido num festival internacional
15.10.2015: Ucrânia é eleita como membro não permanente do CS da ONU
29.10.2015: no edifício do Parlamento da Ucrânia a estrela soviética finalmente substituída pelo tryzub (tridente) ucraniano
08.11.2015: o pugilista ucraniano Vasyl Lomachenko defende o seu título do campeão na versão WBO
17.11.2015: Ucrânia está no Euro-2016!
02.12.2015: o filme documental ucraniano “Winter on Fire” entra na short-list do prémio Óscar
03.12.2015: o míssil francês, usando os motores ucranianos, é lançado com sucesso

18.12.2015: a EU aprova o relatório ucraniano de liberalização dos vistos   

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A CUSPIDELA DA SERPENTE

Nuno Rogeiro tem evoluido de intelectual orgânico de direita, ao serviço de organizações e potências imperialistas, para panegirico da extrema direita ocidental, fascista.

A sua militância no revisionismo histórico mais abjecto consubstancia-se em frases muito esclarecedoras

Eis algumas:

"A Rússia comemora a Segunda Guerra. Pudera: foi o único aliado de Hitler que se safou.
---Por outro lado, os dois regimes então amigos - com doutrina semelhante, o que só a conveniência esquece - passaram a ajudar-se mutuamente.
A URSS fornecendo matérias primas aos alemães, os alemães armas e equipamento aos soviéticos.

Muitos dos milhões de mortos soviéticos (russos, ucranianos, moldavos, kazaques, de todas as repúblicas) da guerra, chorados hipocritamente por várias gerações de déspotas em Moscovo, foram vítimas da cumplicidade criminosa do Kremlin para com o Reich."

A direita certamente vai-se mobilizar em torno destas ideias. Já se ouvem os tambores da guerra e da aventura. Os Rogeiros e os que o adulam espreitam a oportunidade da desforra da sua derrota há 70 anos. Mas NÃO PASSARÃO!

CR

Nota Anexa - O Expresso deste fim de semana informava das movimentações da extrema direita portuguesa para apoiar financeiramente e no recrutamento de mercenários a favor da Junta de Kiev. Não se identificou Nuno Rogeiro, certamente por desconhecimento. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O filme A PRAÇA, uma farsa


O filme de Sergei Losintza, que está presente no Canal Cine por Cabo, pretende documentar os acontecimentos da Praça Maidan , em Kiev. Contudo o produto final é uma farsa, cujo objectivo principal é dar legitimidade e consistência a uma ficção politica: uma genuína revolta popular.

Não faltam os instrumentos necessários para a adesão: uma dinâmica popular, o nacionalismo bacoco, o sentimentalismo pró- religioso, o inimigo demonizado na Rússia. Há quem do estrangeiro veja o "belo e o aterrador" no filme, em movimentos estáticos da câmara, em que não se ouve uma opinião consistente, uma ideia. Mas hordas de militantes de capacete e instrumentos de violência vagueiam pela Praça.

O autor do filme esconde (mal) algo  essencial do Maidan: a origem externa do fenómeno, os seus apoios internacionais,  as expressões visiveis do fascismo latente, a contensão da policia e do exército, o radicalismo, o revisionismo da História, a encenação.

Visto agora, A PRAÇA esclarece muito das consequências do Maidan. A guerra civil da Ucrãnia, o desastre económico, o advento da III Guerra Mundial.

CR



sábado, 28 de março de 2015

UMA NOVA MODALIDADE: O SUICÍDIO ASSISTIDO?


Uma misteriosa e crescente onda de suicídios de representantes de altos cargos do antigo partido governante do deposto Presidente Victor Ianukovitch está agitando a sociedade ucraniana. As autoridades descrevem-nas como simples suicídios mas as investigações não excluem (antes provam) outras possibilidades. Eis a lista dos suicídios duvidosos, 9 em mês e meio:

Alexandre Peklushenko, ex-governador da província ucraniana de Zaporozohie
Sérguei Bordiug,chefe adjunto da Policia de Melitopol
Sérguei Valter, ex-presidente da Cãmara de Melitopol
Alexei Kolésnik, ex-presidente do conselho regional da cidade de Karkov
Mikhail Chechetov, ex-chefe do Fundo da Propriedade Estatal da Ucrânia
Valentina Semeniouk- Sauvinenko, directora do Fundo de Bens do Estado
Vadim Vichinievski
Stenislav Mélnik, ex-deputado, Juiz em Odessa
Nikolai Sergienko, director geral adjunto da Administração Estatal de Caminhos de Ferro

A lista é longa e significativa. Algumas das vitimas não são pessoas de bem, antes pertencem a grupos criminosos que através de esquemas de corrupção utilizaram bens estatais em seu benefício no período pós-soviético. Mas o banco dos tribunais ou o juízo popular  não satisfaria certamente quem teme o seu testemunho. Não devemos estar longe da versão espectável no contexo de luta entre oligarquias rivais: uma repressão cínica de Kiev contra opositores políticos. E uma mensagem: quem se opõe, pode ter a mesma sorte, caindo como moscas. A Junta fascista, apoiada pela União Europeia e pelos Estados Unidos, tem as mãos livres.

Apesar dos apelos, os “democratas ocidentais” acreditam na “naturalidade” das mortes. Ou fingem acreditar.


CR

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


A MESMA ESTRAGÉGIA RIDÍCULA DAS SANÇÕES

A União Europeia é um monstro louco e irracional, dirigida por pigmeus estúpidos.  A nova ronda das chamadas sanções ocidentais, publicada a 9 de Fevereiro, a pretexto do conflito do leste da Ucrânia, reflecte uma ética política deplorável, onde alinha grande parte da classe política occidental. Nesse desvario, conservadores e socialdemocratas, liberais, e populistas, numa amálgama de carneiros, assinam a sua verdadeira face, sempre ao serviço dos Estados Unidos da América.

Perante um conflito grave em que se contradizem identidades culturais e linguisticas e interesses económicos e geo-estratégicos importantes, a União Europeia coloca-se como padrinho de uma das partes, no caso, da parte das marionetas de Kiev, um aglomerado heterogéneo de políticos neo-nazis e de assalariados de Washington. São verdadeiramente desprezíveis as consequências destas pseudo-sanções. Elas significativamente não identificam os crimes de guerra perpetrados pelos chamados batalhões “punitivos” de voluntarios fascistas, as “fossas comuns”, os bombardeamentos de civis em Donetzk, Gorlovka, e Pervomaisk, os cortes de electricidade, a destruição de hospitais. E mostram uma incapacidade de uma postura construtiva para uma solução real á crise.  

A presença na lista negra “proíbe” a entrada na União Europeia e permite “imobilizar” as contas bancárias e recursos econónicos no mesmo espaço, de quem o pudessem ter. É a Europa capitalista a mostrar uns dentinhos de leite ao urso siberiano.

Eis a lista de políticos e militares “acossados” pelos servidores do Império globalizado, cidadãos patriotas em defesa das suas comunidades

Federação Russa:

1.    Iosif Kobzon – Deputado e cantor

2.    Valery Rashkin – Deputado do Partido Comunista da Federação Russa.

3.    Arkady Bakhin – Primeiro Vice-Ministro de Defesa da Federação Russa

4.    Anatoly Antonov – Vice-Ministro de Defesa

5.    Andrey Kartapolov – Sub-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Russas

Nota: A União Europeia acusa a Federação Russa de “enviar tropas para a região, minando assim a integridade territorial de Ucrania e criando instabilidade no país”.

Novarrussia:

1.    Eduard Basurin – Segundo Comandante del Ministerio de Defesa de la República Popular de Donetsk e encarregado das conferências de imprensa diárias em que se informa do desenvolvimento do cenário de guerra

2.    Pavel Dremov – Comandante do Primeiro  Regimento Cossaco

3.    Alexey Milchakov – Comandante da Unidade “Rusich”

4.    Arseny Pavlov, Motorola – Comandante do Batalhão “Sparta”

5.    Mikhail Tolstykh, Givi – Comandante do Batalhão “Somali”

6.    Alexandr Shubin – Ministro de Justicia da República Popular de Lugansk

7.    Sergey Litvin – Vice-Presidente do Conselho de Ministros da República Popular de Lugansk

8.    Sergey Ignatov – Comandante da Milicia da República Popular de Lugansk.

9.    Ekaterina Filippova – Ministra de Justicia de la República Popular de Donetsk.

10. Alexandr Timofeev – Ministro de Política Fiscal de la República Popular de Donetsk

11. Evgeny Manuilov – Ministro de Política Fiscal da República Popular de Lugansk

12. Victor Yatsenko – Ministro das Comunicações da República Popular de Donetsk

13. Olga Besedina – Ministra de Desenvolvimento Económico e do Comércio da República Popular de Lugansk

14. Zaur Ismailov – Procurador Geral da República Popular de Lugansk.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

GUERRA E PAZ


Na Ucrânia, a chamada Ordem Mundial foi fortemente abalada por um problema geopolítico estrutural. As potências ditas “ocidentais”, europeias e os Estados Unidos, criaram um perigoso desequilíbrio na relação de forças regionais, ao promoverem um golpe de estado inconstitucional na Ucrânia e ao estenderem a sua área de influência política, económica e militar para Leste. Tal orientação, substanciada em medidas políticas de hostilização e humilhação da Rússia, da sua história e de comunidades culturalmente afins, não podia deixar de ter consequências agudas. A tentativa de rapina de recursos e de potencialidades estendeu-se às áreas energéticas e agrícolas e não descurou uma mão-de-obra qualificada, de baixo custo.

Há uma intensa guerra aberta em curso no interior da Europa. E três líderes de outras tantas potências europeias reuniram-se a 6 de Fevereiro em Moscovo para tentar responder a esse desafio á paz na Europa. Hollande, o Presidente Francês, e Merkel, a Chanceler Alemã, teriam advogado, ao que consta, perante Putin, uma maior autonomia para as regiões leste da Ucrânia e uma zona desmilitarizada de 50 a 70 km de cada lado da linha divisória actual. A liderança russa aposta em conversações directas e na suspensão das hostilidades, propondo manter a integridade territorial da Ucrânia com um projecto federal. Outros interessados, como o actual governo ucraniano, vivem sob o ardor nacionalista de uma desejada vitória militar, sobre os por si designados “terroristas” (em vez da solução diplomática), pretendendo uma intervenção militar da NATO e apoio no fornecimento de armas tecnologicamente avançadas.

A linguagem da guerra dos países ocidentais e das forças punitivas de Kiev colide com a realidade no terreno. Após um elaborado acordo em Minsk, entre o actual governo de Kiev e os chamados rebeldes das Repúblicas de Donetsk e Lugansk, as autoridades ucranianas avaliaram mal a disponibilidade para a defesa do seu território e autodeterminação por parte dos habitantes de Dombass, bem como o apoio político e logístico da Rússia. A guerra não lhes corria de feição. O aventureirismo de Poroshenko, e da sua entourage neonazi, certamente encorajada do exterior, desencadeou uma resposta rápida e superior por parte dos rebeldes aproveitando a desmoralização do exército e dos grupos armados de voluntários. Os rebeldes pró-russos passaram á ofensiva, deixando ao poder de Kiev a única cobarde iniciativa de, fugindo ao terreno do combate, flagelar á distância com artilharia pesada populações civis indefesas e destruindo infra-estruturas numa política de terra queimada. O avanço das tropas da Nova Rússia parece consistente. Milhares de soldados fiéis de Kiev estão encurralados no enclave de Debaltsevo. A mobilização de novos efectivos por incorporação falha em grande escala. Os soldados desertam e os jovens fogem á incorporação. A moeda nacional ucraniana, a hryvnia, desvaloriza 25% de uma só vez, num só dia.

São crescentes os cidadãos do mundo que se interrogam se o direito á autodeterminação, que redefiniu fronteiras na década de 90 na Jugoslávia e na Sérvia, não se pode aplicar agora á Ucrânia. A Rússia de Putin não se sente limitada pelas ameaças, sanções económicas e políticas do Ocidente. Esta semana estabeleceu acordos de associação com a Abecásia e a Ossétia do Sul, para irritação da Geórgia. A Transnístria, uma comunidade independente, existe há muito sob protecção russa em território anteriormente da ex-república soviética da Moldávia.   

Poroshenko faz o papel de palhaço pobre. E os palhaços pobres vivem na sombra dos palhaços ricos.

CR

o palhaço pobre ao serviço dos palhaços ricos


Poroshenko, e a teatrealização estilo LAUREL e HARDY dos "passaportes russos" por si encontrados. Ou como a assessoria de imprensa de Kiev não utiliza as tecnologias de satélite e de radar. Ou como um multimilionário idiota pode chegar a Presidente, quando sustentado por neo-nazis e por interesses estrangeiros.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

INTERNACIONAL

A ajuda energética da Rússia á Ucrânia



O Ministério da Energia Ucraniano propôs aos seus colegas russos estabelecer um contrato de fornecimento de energia a preços domésticos da Rússia. Antes Moscovo tinha aceite fornecer á Ucrânia carvão e electricidade sem pagamento antecipado.

Para o bem da Crimeia e para o bem da Ucrânia, as autoridades ucranianas aceitaram no passado domingo importar electricidade russa a preços domésticos. “Já se sabe por fontes políticas que o preço da electricidade hoje em dia é de uns  2100 rublos (IVA incluído) por megavolt, que segundo o cambio oficial supõe unas 688 UAH por megavolt. O Ministério de Energia e Industria do Carvão ucraniano contactou o ministro de Energia russo Alexander Novak com una proposta para firmar de forma urgente um acordo nessas condições”, afirma o comunicado ucraniano. Entretanto o presidente ucraniano Petro Poroshenko classificou de “inaceitáveis” os cortes eléctricos, “especialmente nestas festas, o provavemente será a razão da pressa das autoridades ucranianas.
O ex-presidente ucraniano Viktor Yushchenko mostrou-se menos patriota que sus sucessores e recentemente declarou que a Crimeia e o Donbass são “terras estrangeiras”. Na sua opinião, esses territórios não têm muito a verf com a Ucrânia. “Apenas há restos do nosso idioma, de nossas tradições, das nossas igrejas, da nossa cultura”, disse numa recente entrevista a Ukrainskaya Pravda.
Voltando á energia no passado sábado, Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente russo, confirmou o início da entrega de carvão e electricidade sem pagamento antecipado á Ucrânia.  Vladimir Putin tinha tomado a decisão no dia anterior como gesto de boa vontade. De facto, não se trata unicamente de apoiar a população irmã do país vizinho durante o rude inverno, mas de salvar a Ucrânia do iminente colapso energético.
“Como ele próprio disse em numerosas ocasiões, o presidente Putin não pode retirar o seu apoio ao povo ucraniano nos momentos mais duros. De facto, o presidente Putin tomou a decisão de retomar esse fornecimento, independentemente de pré- pagamento, que era o pré - requisito”, informou Peskov. O vice-ministro de energia russo Dmitry Kozak afirmou que a Rússia estava disposta a entregar 500.000 metros cúbicos de carvão por mês, com a possibilidade de duplicar essa quantidade no futuro.
É essencial recordar que a falta de electricidade levou a Ucrânia a una situação crítica. Devido á escassa produção de energia, os cortes de electricidade chegaram á Crimeia russa. A península, dependente em 70% da electricidade ucraniana, consume 1,000 МW por manhã, 900 MW de tarde y 1,100 MW por noite. A república só é capaz de gerar 350 MW.
A semana passada, Ucrânia cortou completamente o fornecimento eléctrico á Crimeia. Antes a 26 de Dezembro, manteve a península sem electricidade durante umas quatro horas. No domingo, o ministro de Energia da península, Sergey Yegorov, afirmou que Ucrânia assegura um fornecimento limitado de 400MW em lugar dos 650MW contratualizados. Entretanto, por causa do frio, , espera-se  que aumente o consumo de electricidade na Crimeia.
Um pouco de teoria da conspiração

Porque aceitaria a Rússia tal acordo e decidira salvar a Ucrânia? Há diferentes interpretações. Alguns blogueiros e analistas crêem que o Kremlin trata de evitar el colapso do sistema energético ucraniano, já que as consequências piorariam a situação actual também na  Rússia. O custo do colapso seria maior que o fornecimento gratuito.
A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: recentemente produziram-se numerosos incidentes nas centrais nucleares ucranianas. Todos recordam Chernobil. Porquê buscar mais complicações? É melhor deixá-los queimar carvão. “Não creio que haja um plano de sabotagem de Putin no fornecimento de carvão. Não é pela luta da Crimeia nem pela situação humanitária. Em meio ano, Ucrânia conduziu a sua indústria nuclear a uma capacidade escassamente operacional. E não necessitamos que explore reactor nuclear.” Escreveu no Facebook a analista política Irina Alksnis. “Bom trabalho o de fazer de um país europeu uma marioneta com uma granada na mão em tão só um ano”, acrescentou. Crimeia não é auto-suficiente e a sua dependência das infra-estruturas ucranianas não pode ser desprezada, Todos os problemas da Ucrânia se repercutem na Crimeia.
Internet oferece também a teoria que não é russo o carvão que se envia á Ucrânia, mas se trata de carvão de Dombass. Mas desde que os separatistas dominam Donetsk e  Lugansk, é desadequado comprar qualquer coisa deles, segundo as autoridades de Kiev, mas é mais aceitável comprar o mais neutral carvão russo. É uma possibilidade. O deputado por el Bloque Opositor Nestor Shufrich já afirmou que se entrega carvão de Donbass á Ucrânia. a Ucrania. Há que acrescentar que muitos residentes já mostraram a sua indignação por Rússia ainda não ter encontrado forma de prover a península dos recursos energéticos necessários para deixar de depender de Ucrânia. Os especialistas advertem da dificuldade, mas a população exige uma solução.

Por otro lado, alguns envergonham-se do facto de Moscovo está ajudando Kiev sem recebir garantias algumas. Como se pode fornecer milhões de quilovátios se se pode repetir o exemplo do gás: que enviem para a Europa os gases que poderiam cortar na Crimeia, por exemplo? Para além do mais, como afirma Alexey Pushkov, presidente del Comité de Assuntos Exteriores da Duma russa, é possível que o fornecimento de energia sem pagamento antecipado não mude a atitude hostil da Ucrânia face á Rússia. “Não importa como lidamos com Ucrânia, se há pagamento antecipado ou não, a sua atitude para connosco não vai mudar: as autoridades de Kiev mergulharam no rancor”, escreveu no Twitter.

Entretanto o líder do batalhão de voluntários Donbass, um dos grupos armados que lutam com o exército ucraniano, o deputado Semen Semenchenko (ou Konstantin Grishin, seu verdadeiro nome ) escreveu no Facebook que não estava de acordo em vender a pátria em troca de carvão. “Está a pátria á venda? Em que estou pensando? No carvão e na electricidade que os assassinos e terroristas russos vão fornecer sem pagamento antecipado, metam na cabeça. Ucrânia não é a Rússia e se alguém crê que todos vamos esquecer os jovens mortos em troca de fornecimento sem pagamento antecipado, julgo quem assim pensa de ve ir a caminho de Rostov. Pátria ou morte! Isto é o que diz os nossos corações”, escreveu.


El post de Semenchenko causou a reacção do conhecido blogueiro da Crimeia Boris Rozhin (Colonel Cassad). “Pode  Konstantin vender-se a troco das notas verdes com caras de presidentes de Estados Unidos e a sua oferta é já de há muito tempo , tanto antes como depois da dita revolução da dignidade. Os citados jovens mortos também são mercadoria,” escreveu, escreveu Rozhin num dos seus recentes artigos. “­­Em relação á electricidade estivemos ás escuras um par de horas ontem, e sem cortes hoje, de  momento. A população fala mais do bloqueio ferroviário á Crimeia. Este jogo sujo realmente prejudica que tem família na Ucrânia” disse.
Ainda que alguns ucranianos sob os efeitos da propaganda de Kiev creiam que o seu país trava uma guerra contra Rússia, ambos os países seguem dependendo um do outro. Este detalhe é algo que nunca se deve esquecer.


em Slavyangrad .es

tradução CR

sábado, 13 de dezembro de 2014

FdP, NAZIS UCRANIANOS



Na noite de 10 de Dezembro, um grupo de 20 jovens neonazis de cara tapada e armados de barras de ferro, martelos e bastões atacaram as instalações do Comité do Partido Comunista de Ucrania no distrito de Shevchenko em  Kiev. Como resultado do ataque, um membro do partido resultou ferido e teve que receber tratamento médico e a sede ficou destruída.

O ataque teve lugar no mesmo dia em que as Juventudes Comunistas e organizações de veteranos participaram num acto de protesto frente á Câmara de Kiev contra a abolição dos benefícios sociais para os veteranos, estudantes e outros grupos sociais vulneráveis. O protesto reuniu mais de 150 pessoas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ataque do partido fascista Svoboda*, da Ucrânia, à Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Complutense de Madrid (UCM)

Red Roja Madrid



Em 8 de outubro, realizou-se uma conferência na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Complutense de Madrid, no âmbito das jornadas "A tragédia humanitária no Sueste da Ucrânia", organizadas pela referida Universidade e apoiadas pelo Comité de Apoio à Ucrânia Antifascista de Madrid, Essência do Tempo e a Plataforma Global Contra as Guerras. Esta conferência contava com a participação de Serguei Markhel, testemunha do massacre que ocorreu na Casa dos Sindicatos de Odessa, em Maio passado.

Quando se ia iniciar a sessão e os participantes ainda entravam na sala observaram que seis militantes do partido nazi ucraniano Svoboda estavam aí presentes para provocar distúrbios. Começaram por insultar os participantes e, posteriormente, agrediram vários deles, incluindo alguns professores e o Decano e Vice-Decano da Faculdade, que acorreram ao local quando se deu o alarme.
Finalmente, os participantes enfrentaram os fascistas e responderam às suas agressões, tendo estes fugido do campus numa carrinha com matrícula oficial da Embaixada da Ucrânia em Madrid.
No dia seguinte, 9 de outubro, realizava-se outra sessão com o mesmo tema e no mesmo lugar, e também se puderam ver carros oficiais da Embaixada da Ucrânia no campus, embora desta vez não tenha havido agressões.
Perante factos de tanta gravidade a Rede Roja:
. Afirma que este é um ataque contra a autonomia das Universidades Públicas e contra os direitos políticos, perpetrado pelo governo fascista ucraniano, que não pode ficar sem resposta.
. Exige que o Reitor da Complutense e o Decano da Faculdade de Políticas informem urgentemente o Ministério dos Negócios Estrangeiros deste ataque, que, graças à resposta corajosa de estudantes e professores não se repetiu no dia seguinte.
. Saúda todos os que lutam contra o fascismo, todos os que enfrentaram os agressores e os fizeram recuar. Perante o fascismo, resistência popular.
. Além disso, tanto as autoridades académicas como o resto da comunidade educativa devem exigir a ruptura das relações com o governo fascista da Ucrânia e o encerramento da sua embaixada em Madrid, tendo em conta que os atacantes nazis agiram sempre, como pode ver-se nas fotos, com a cobertura oficial da Representação diplomática de Kiev em Madrid.
Como já foi mostrado, o fascismo atua agressivamente, com toda a impunidade, tornando-se mais evidente nos tempos de profunda crise como a que vivemos, quando se agudizam radicalmente as contradições de classe e os surtos fascistas e autoritários se multiplicam. À classe operária, aos estudantes e aos trabalhadores compete organizar a resistência e, entendendo as razões comuns da luta antifascista das Milícias Populares do Donbass, concretizar toda a nossa Solidariedade Internacionalista.

NÃO PASSARÃO!
CONTRA O FASCISMO, PODER POPULAR!


* Nota: O partido nazi Svoboda participou no golpe orquestrado e armado pelo imperialismo ianque-europeu. Posteriormente, tornou-se parte do novo governo ucraniano, ocupando a vice-presidência e alguns ministérios-chave, como a defesa, a educação e a integração na União Europeia. Após o massacre de Odessa, onde 42 pessoas foram assassinadas no decurso do incêndio da Casa dos Sindicatos, provocado por vários partidos fascistas da Ucrânia, uma deputada do Svoboda no Parlamento, Irina Farion disse: “Bravo, Odessa. (...) Que os demónios assem no inferno”

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A guerra e morte dos pobres "paga" pelos ricos

A Ucrânia impôs nesta quinta-feira (31 Julho) um imposto de guerra de 1,5% sobre o salário mensal das pessoas físicas para custear o conflito com os rebeldes pró-russos, já que representa uma grande carga para os cofres do Estado.

 "Serão 15 grivnas (moeda ucraniana) por cada mil. Esse é o imposto de guerra, embora eu prefiro chamá-lo de imposto para o restabelecimento da paz no país", assegurou o deputado pró Junta fascista Sergei Sobolev, autor da iniciativa.

 O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, cifrou hoje em cerca de R$ 12 milhões (US$ 5,6 milhões) diários o custo da “operação antiterrorista” para a luta contra os rebeldes pró-russos nas regiões de Donetsk e Lugansk, que começou em Abril. O imposto de guerra faz parte das novas leis sobre orçamento e política fiscal aprovadas hoje pela Rada Suprema (parlamento) depois que o atual primeiro-ministro, Arseni Yatseniuk, ameaçou renunciar se essas medidas de ajuste não fossem ratificadas.

No entanto, nem todos apoiaram o imposto, já que Oleg Tiagnibok, líder do partido fascista ucraniano Sbovoda (Liberdade) e antigo membro da coligação majoritária, opinou que a guerra deveria ser financiada pelos empresários.  "Não são os ucranianos que devem pagar este imposto. Os ucranianos já custeiam os coletes anti-balas, os capacetes e os uniformes de seus filhos e amigos. O imposto deveriam ser pagos pelos oligarcas que nos levaram a esta situação", disse.

O jornalista Yuriy Butusov escreveu que um milionário ucraniano, o assessor do bilionário Ihor Kolomoysky, Nikolay Kolesnyk (na foto em cima), vendeu o seu relógio Breguet e está a vender a viatura Maserati para equipar o batalhão pró governamental Kryvbas com três viaturas UAZа e um KraZ blindado, que o batalhão usará nas missões de patrulhamento. Como deputado da Câmara Municipal de Kryviy Rih, “curador” do batalhão «Kryvbas», assessor do governador da província de Dnipropetrovsk, Kolesnyk responde pelo apetrechamento e funcionamento do 40º batalhão das forças governamentais. Possivelmente, ele também passará ser o curador do 39º batalhão, pois neste momento a unidade sente problemas com os equipamentos. Sabe-se que o deputado Kolesnyk não apenas faz as compras para os seus homens, ele também faz as entregas, conhece a situação militar no terreno sob responsabilidade do «Kryvbas»: a vila da Amvrosiivka e os seus arredores e o setor «D». E certamente cobrará a sua "comissão" pelo "acto patriotico".

Outro empresário e milionário ucraniano, Vyacheslav Konstantinovsky (1961), decidiu vender a sua viatura pessoal Rolls-Royce Phantom para apoiar as forças governamentais do batalhão Kyiv-1. Konstantinovsky, juntamente com o seu irmão Oleksander, controla o grupo empresarial Kyiv Donbas Development Group, nomeadamente o negócio da restauração. Entre os seus projetos mais conhecidos se encontra a rede da fast-food ucraniana Puzata Hata (literalmente a Casa Barriguda, criada em 2003 e atualmente com 40 restaurantes espalhados pela Ucrânia) e uma rede mais exclusiva, de apenas 14 casas, Carte Blanche. Além disso, faz parte do grupo o complexo hoteleiro e de escritórios Sky Towers, situado na cidade de Kyiv e avaliado em 512,2 milhões de dólares. Em 2013 a revista ucraniana Focus, avaliou a fortuna dos irmãos Konstantinovsky em 355 milhões de dólares, colocando os na 44ª posição entre os 200 ucranianos mais ricos.

A guerra dos oligarcas criminosos ucranianos é um investimento no seu futuro.

CR

segunda-feira, 19 de maio de 2014

VADIM PAPURA

Ele estudava política em seu primeiro ano na Universidade Nacional de Odessa.
Ele não bebia álcool, ele fazia atletismo.
Ele odiava o nazismo e queria fazer o mundo melhor.
Ele era comunista.
Em 2 de maio ele foi ao campo de Kulikovo em Odessa, ele queria proteger as mulheres
Ele só tinha 17 anos.

Lembrar-nos-emos dele.

domingo, 4 de maio de 2014

o massacre de ODESSA e seus preparativos


a hora é de muita dor e solidariedade



Ontem à noite, em Odessa, Ucrânia, foram massacradas 38 pessoas que se refugiavam da fúria nazi do Praviy Séktor e de outras hordas ao serviço do governo de Kiev. Estas pessoas, a maior parte delas de organizações de esquerda, como o Partido Comunista Ucraniano ou o Borotba, foram cercadas no interior da Casa Sindical de Odessa e pouco depois o edifício foi incendiado, ficando estas pessoas a arder lá dentro.
É muito difícil escrever sobre isto. É a barbárie total, costumeira e historicamente previsível quando o nazismo recrudesce.
Fica o desejo que o povo de Odessa, que todos os antifascistas ucranianos e de todo o mundo saibam que com eles partilhamos a dor por este momento. E que a nossa solidariedade é incondicional.
Que os apoiantes do Maidan e do governo ilegítimo e filonazi, que a UE/EUA/NATO saibam que são os culpados por massacres como este(entre outros têm acontecido na Ucrânia).
Contra o nazi-fascismo, nem um passo atrás.

Filipe Guerra  http://manifesto74.blogspot.pt/2014/05/a-hora-e-de-muita-dor-e-solidariedade.html#more


Saliente-se a presença no massacre dos hooligans do FC Metalist Karkiv e do FC Chonomoretz Odessa, grupos ao serviço da Junta Fascista de Kiev.

segunda-feira, 17 de março de 2014

A VERDADE NÃO ESCONDIDA

Refira-se, a propósito da intervenção do FMI que Olga Kovitidi, vice-primeira ministra do governo da Crimeia, qualificou as condições que Kiev aceita para celebrar acordos com o FMI como ‘o preço da espoliação’.

Declarou que o acordo preliminar com o FMI, celebrado pelas novas autoridades ucranianas, sobre a concessão de ajuda financeira, estipula que todo o sistema nacional de transporte de gás passará a ser propriedade da companhia estadunidense Chevron, e que as empresas siderúrgicas cederão 50% de suas acções à companhia alemã Ruhr.

A indústria de extracção de carvão da Bacia de Donets passará a pertencer à filial finlandesa da Ruhr. Segundo Kovitidi, Kiev prometeu também permitir a instalação na Ucrânia do sistema antimísseis e da Força Aérea dos Estados Unidos.