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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ataque do partido fascista Svoboda*, da Ucrânia, à Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Complutense de Madrid (UCM)

Red Roja Madrid



Em 8 de outubro, realizou-se uma conferência na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Complutense de Madrid, no âmbito das jornadas "A tragédia humanitária no Sueste da Ucrânia", organizadas pela referida Universidade e apoiadas pelo Comité de Apoio à Ucrânia Antifascista de Madrid, Essência do Tempo e a Plataforma Global Contra as Guerras. Esta conferência contava com a participação de Serguei Markhel, testemunha do massacre que ocorreu na Casa dos Sindicatos de Odessa, em Maio passado.

Quando se ia iniciar a sessão e os participantes ainda entravam na sala observaram que seis militantes do partido nazi ucraniano Svoboda estavam aí presentes para provocar distúrbios. Começaram por insultar os participantes e, posteriormente, agrediram vários deles, incluindo alguns professores e o Decano e Vice-Decano da Faculdade, que acorreram ao local quando se deu o alarme.
Finalmente, os participantes enfrentaram os fascistas e responderam às suas agressões, tendo estes fugido do campus numa carrinha com matrícula oficial da Embaixada da Ucrânia em Madrid.
No dia seguinte, 9 de outubro, realizava-se outra sessão com o mesmo tema e no mesmo lugar, e também se puderam ver carros oficiais da Embaixada da Ucrânia no campus, embora desta vez não tenha havido agressões.
Perante factos de tanta gravidade a Rede Roja:
. Afirma que este é um ataque contra a autonomia das Universidades Públicas e contra os direitos políticos, perpetrado pelo governo fascista ucraniano, que não pode ficar sem resposta.
. Exige que o Reitor da Complutense e o Decano da Faculdade de Políticas informem urgentemente o Ministério dos Negócios Estrangeiros deste ataque, que, graças à resposta corajosa de estudantes e professores não se repetiu no dia seguinte.
. Saúda todos os que lutam contra o fascismo, todos os que enfrentaram os agressores e os fizeram recuar. Perante o fascismo, resistência popular.
. Além disso, tanto as autoridades académicas como o resto da comunidade educativa devem exigir a ruptura das relações com o governo fascista da Ucrânia e o encerramento da sua embaixada em Madrid, tendo em conta que os atacantes nazis agiram sempre, como pode ver-se nas fotos, com a cobertura oficial da Representação diplomática de Kiev em Madrid.
Como já foi mostrado, o fascismo atua agressivamente, com toda a impunidade, tornando-se mais evidente nos tempos de profunda crise como a que vivemos, quando se agudizam radicalmente as contradições de classe e os surtos fascistas e autoritários se multiplicam. À classe operária, aos estudantes e aos trabalhadores compete organizar a resistência e, entendendo as razões comuns da luta antifascista das Milícias Populares do Donbass, concretizar toda a nossa Solidariedade Internacionalista.

NÃO PASSARÃO!
CONTRA O FASCISMO, PODER POPULAR!


* Nota: O partido nazi Svoboda participou no golpe orquestrado e armado pelo imperialismo ianque-europeu. Posteriormente, tornou-se parte do novo governo ucraniano, ocupando a vice-presidência e alguns ministérios-chave, como a defesa, a educação e a integração na União Europeia. Após o massacre de Odessa, onde 42 pessoas foram assassinadas no decurso do incêndio da Casa dos Sindicatos, provocado por vários partidos fascistas da Ucrânia, uma deputada do Svoboda no Parlamento, Irina Farion disse: “Bravo, Odessa. (...) Que os demónios assem no inferno”

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