Red Roja Madrid
Em 8 de outubro,
realizou-se uma conferência na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade
Complutense de Madrid, no âmbito das jornadas "A tragédia humanitária no
Sueste da Ucrânia", organizadas pela referida Universidade e apoiadas pelo
Comité de Apoio à Ucrânia Antifascista de Madrid, Essência do Tempo e a
Plataforma Global Contra as Guerras. Esta conferência contava com a
participação de Serguei Markhel, testemunha do massacre que ocorreu na Casa dos
Sindicatos de Odessa, em Maio passado.
Quando se ia iniciar
a sessão e os participantes ainda entravam na sala observaram que seis
militantes do partido nazi ucraniano Svoboda estavam aí presentes para provocar
distúrbios. Começaram por insultar os participantes e, posteriormente, agrediram
vários deles, incluindo alguns professores e o Decano e Vice-Decano da Faculdade,
que acorreram ao local quando se deu o alarme.
Finalmente, os
participantes enfrentaram os fascistas e responderam às suas agressões, tendo
estes fugido do campus numa carrinha com matrícula oficial da Embaixada da
Ucrânia em Madrid.
No dia seguinte, 9 de
outubro, realizava-se outra sessão com o mesmo tema e no mesmo lugar, e também
se puderam ver carros oficiais da Embaixada da Ucrânia no campus, embora desta
vez não tenha havido agressões.
Perante factos de
tanta gravidade a Rede Roja:
. Afirma que este é
um ataque contra a autonomia das Universidades Públicas e contra os direitos
políticos, perpetrado pelo governo fascista ucraniano, que não pode ficar sem
resposta.
. Exige que o Reitor
da Complutense e o Decano da Faculdade de Políticas informem urgentemente o
Ministério dos Negócios Estrangeiros deste ataque, que, graças à resposta
corajosa de estudantes e professores não se repetiu no dia seguinte.
. Saúda todos os que
lutam contra o fascismo, todos os que enfrentaram os agressores e os fizeram
recuar. Perante o fascismo, resistência popular.
. Além disso, tanto
as autoridades académicas como o resto da comunidade educativa devem exigir a ruptura
das relações com o governo fascista da Ucrânia e o encerramento da sua
embaixada em Madrid, tendo em conta que os atacantes nazis agiram sempre, como
pode ver-se nas fotos, com a cobertura oficial da Representação diplomática de
Kiev em Madrid.
Como já foi mostrado,
o fascismo atua agressivamente, com toda a impunidade, tornando-se mais
evidente nos tempos de profunda crise como a que vivemos, quando se agudizam
radicalmente as contradições de classe e os surtos fascistas e autoritários se
multiplicam. À classe operária, aos estudantes e aos trabalhadores compete
organizar a resistência e, entendendo as razões comuns da luta antifascista das
Milícias Populares do Donbass, concretizar toda a nossa Solidariedade Internacionalista.
NÃO PASSARÃO!
CONTRA O FASCISMO,
PODER POPULAR!
* Nota: O partido
nazi Svoboda participou no golpe orquestrado e armado pelo imperialismo ianque-europeu.
Posteriormente, tornou-se parte do novo governo ucraniano, ocupando a vice-presidência
e alguns ministérios-chave, como a defesa, a educação e a integração na União
Europeia. Após o massacre de Odessa, onde 42 pessoas foram assassinadas no decurso
do incêndio da Casa dos Sindicatos, provocado por vários partidos fascistas da Ucrânia,
uma deputada do Svoboda no Parlamento, Irina Farion disse: “Bravo, Odessa.
(...) Que os demónios assem no inferno”
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