Foram perto de cem,
de Paredes e arredores. Desempregados, domésticas, estudantes, homens e
mulheres, em direcção ao Norte da França. A apanhar uvas nas quintas na região
de Champagne – Ardenne. São longos 3.000 kms de estrada, percorrida como se
fosse o caminho duro da salvação. São 12 dias de trabalho sazonal, cada um deles
certamente sem horário fixo. Por 750 euros, quantia que parece muito, para
ajudar á sobrevivência. O sonho momentâneo de uma vida melhor nas terras da
Revolução Francesa.
Há muitos escravos disponíveis,
a chamada mão de obra barata. Les
Portugais gais ao serviço des bons patrons, uma revisitação da
história passada, uma ironia.
E o Ministro em
Lisboa fala da recuperação económica e o Presidente da Câmara fala da 7 .ª maior diminuição
do desemprego no Concelho, em relação aos 86 concelhos da Região Norte. Contentes.
O vinho francês
incorpora o desencanto de um povo sedento de justiça.
CR

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