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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

INTERNACIONAL

A ajuda energética da Rússia á Ucrânia



O Ministério da Energia Ucraniano propôs aos seus colegas russos estabelecer um contrato de fornecimento de energia a preços domésticos da Rússia. Antes Moscovo tinha aceite fornecer á Ucrânia carvão e electricidade sem pagamento antecipado.

Para o bem da Crimeia e para o bem da Ucrânia, as autoridades ucranianas aceitaram no passado domingo importar electricidade russa a preços domésticos. “Já se sabe por fontes políticas que o preço da electricidade hoje em dia é de uns  2100 rublos (IVA incluído) por megavolt, que segundo o cambio oficial supõe unas 688 UAH por megavolt. O Ministério de Energia e Industria do Carvão ucraniano contactou o ministro de Energia russo Alexander Novak com una proposta para firmar de forma urgente um acordo nessas condições”, afirma o comunicado ucraniano. Entretanto o presidente ucraniano Petro Poroshenko classificou de “inaceitáveis” os cortes eléctricos, “especialmente nestas festas, o provavemente será a razão da pressa das autoridades ucranianas.
O ex-presidente ucraniano Viktor Yushchenko mostrou-se menos patriota que sus sucessores e recentemente declarou que a Crimeia e o Donbass são “terras estrangeiras”. Na sua opinião, esses territórios não têm muito a verf com a Ucrânia. “Apenas há restos do nosso idioma, de nossas tradições, das nossas igrejas, da nossa cultura”, disse numa recente entrevista a Ukrainskaya Pravda.
Voltando á energia no passado sábado, Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente russo, confirmou o início da entrega de carvão e electricidade sem pagamento antecipado á Ucrânia.  Vladimir Putin tinha tomado a decisão no dia anterior como gesto de boa vontade. De facto, não se trata unicamente de apoiar a população irmã do país vizinho durante o rude inverno, mas de salvar a Ucrânia do iminente colapso energético.
“Como ele próprio disse em numerosas ocasiões, o presidente Putin não pode retirar o seu apoio ao povo ucraniano nos momentos mais duros. De facto, o presidente Putin tomou a decisão de retomar esse fornecimento, independentemente de pré- pagamento, que era o pré - requisito”, informou Peskov. O vice-ministro de energia russo Dmitry Kozak afirmou que a Rússia estava disposta a entregar 500.000 metros cúbicos de carvão por mês, com a possibilidade de duplicar essa quantidade no futuro.
É essencial recordar que a falta de electricidade levou a Ucrânia a una situação crítica. Devido á escassa produção de energia, os cortes de electricidade chegaram á Crimeia russa. A península, dependente em 70% da electricidade ucraniana, consume 1,000 МW por manhã, 900 MW de tarde y 1,100 MW por noite. A república só é capaz de gerar 350 MW.
A semana passada, Ucrânia cortou completamente o fornecimento eléctrico á Crimeia. Antes a 26 de Dezembro, manteve a península sem electricidade durante umas quatro horas. No domingo, o ministro de Energia da península, Sergey Yegorov, afirmou que Ucrânia assegura um fornecimento limitado de 400MW em lugar dos 650MW contratualizados. Entretanto, por causa do frio, , espera-se  que aumente o consumo de electricidade na Crimeia.
Um pouco de teoria da conspiração

Porque aceitaria a Rússia tal acordo e decidira salvar a Ucrânia? Há diferentes interpretações. Alguns blogueiros e analistas crêem que o Kremlin trata de evitar el colapso do sistema energético ucraniano, já que as consequências piorariam a situação actual também na  Rússia. O custo do colapso seria maior que o fornecimento gratuito.
A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: recentemente produziram-se numerosos incidentes nas centrais nucleares ucranianas. Todos recordam Chernobil. Porquê buscar mais complicações? É melhor deixá-los queimar carvão. “Não creio que haja um plano de sabotagem de Putin no fornecimento de carvão. Não é pela luta da Crimeia nem pela situação humanitária. Em meio ano, Ucrânia conduziu a sua indústria nuclear a uma capacidade escassamente operacional. E não necessitamos que explore reactor nuclear.” Escreveu no Facebook a analista política Irina Alksnis. “Bom trabalho o de fazer de um país europeu uma marioneta com uma granada na mão em tão só um ano”, acrescentou. Crimeia não é auto-suficiente e a sua dependência das infra-estruturas ucranianas não pode ser desprezada, Todos os problemas da Ucrânia se repercutem na Crimeia.
Internet oferece também a teoria que não é russo o carvão que se envia á Ucrânia, mas se trata de carvão de Dombass. Mas desde que os separatistas dominam Donetsk e  Lugansk, é desadequado comprar qualquer coisa deles, segundo as autoridades de Kiev, mas é mais aceitável comprar o mais neutral carvão russo. É uma possibilidade. O deputado por el Bloque Opositor Nestor Shufrich já afirmou que se entrega carvão de Donbass á Ucrânia. a Ucrania. Há que acrescentar que muitos residentes já mostraram a sua indignação por Rússia ainda não ter encontrado forma de prover a península dos recursos energéticos necessários para deixar de depender de Ucrânia. Os especialistas advertem da dificuldade, mas a população exige uma solução.

Por otro lado, alguns envergonham-se do facto de Moscovo está ajudando Kiev sem recebir garantias algumas. Como se pode fornecer milhões de quilovátios se se pode repetir o exemplo do gás: que enviem para a Europa os gases que poderiam cortar na Crimeia, por exemplo? Para além do mais, como afirma Alexey Pushkov, presidente del Comité de Assuntos Exteriores da Duma russa, é possível que o fornecimento de energia sem pagamento antecipado não mude a atitude hostil da Ucrânia face á Rússia. “Não importa como lidamos com Ucrânia, se há pagamento antecipado ou não, a sua atitude para connosco não vai mudar: as autoridades de Kiev mergulharam no rancor”, escreveu no Twitter.

Entretanto o líder do batalhão de voluntários Donbass, um dos grupos armados que lutam com o exército ucraniano, o deputado Semen Semenchenko (ou Konstantin Grishin, seu verdadeiro nome ) escreveu no Facebook que não estava de acordo em vender a pátria em troca de carvão. “Está a pátria á venda? Em que estou pensando? No carvão e na electricidade que os assassinos e terroristas russos vão fornecer sem pagamento antecipado, metam na cabeça. Ucrânia não é a Rússia e se alguém crê que todos vamos esquecer os jovens mortos em troca de fornecimento sem pagamento antecipado, julgo quem assim pensa de ve ir a caminho de Rostov. Pátria ou morte! Isto é o que diz os nossos corações”, escreveu.


El post de Semenchenko causou a reacção do conhecido blogueiro da Crimeia Boris Rozhin (Colonel Cassad). “Pode  Konstantin vender-se a troco das notas verdes com caras de presidentes de Estados Unidos e a sua oferta é já de há muito tempo , tanto antes como depois da dita revolução da dignidade. Os citados jovens mortos também são mercadoria,” escreveu, escreveu Rozhin num dos seus recentes artigos. “­­Em relação á electricidade estivemos ás escuras um par de horas ontem, e sem cortes hoje, de  momento. A população fala mais do bloqueio ferroviário á Crimeia. Este jogo sujo realmente prejudica que tem família na Ucrânia” disse.
Ainda que alguns ucranianos sob os efeitos da propaganda de Kiev creiam que o seu país trava uma guerra contra Rússia, ambos os países seguem dependendo um do outro. Este detalhe é algo que nunca se deve esquecer.


em Slavyangrad .es

tradução CR

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