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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A RAPOSA NO INTERIOR DO GALINHEIRO



João Moreira Rato, o homem escolhido por Vítor Gaspar para dirigir os destinos da emissão da dívida pública portuguesa e o chamado regresso de Portugal aos mercados internacionais, era até agora editor executivo do Morgan Stanley. Doutorado pela Universidade de Chicago, o novo presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), de 40 anos, passou pelo falido Lehman Brothers e pelo Goldman Sachs. João Moreira Rato saiu de Portugal em 1995 e vive em Londres desde 2000. Pertenceu ao grupo de coordenadores do gabinete de estudos do PSD. E alguns exultaram com a escolha de Gaspar.

As perdas de 2.000 milhões de dólares com operações em bolsa do JPMorgan Chase no 1º trimestre afundaram hoje toda a banca norte-americana. Os títulos do maior banco norte-americano em activos afundaram 9,28% para 36,96 dólares, arrastando consigo outros títulos do sector financeiro: o Goldman Sachs e o Citigroup perderam 3,94% e 4,24%, respectivamente, ao mesmo tempo que o Bank of America caiu 1,95%.
O JP Morgan Chase anunciou na quinta-feira que vai provavelmente registar pesadas perdas jurídicas e de mercado no segundo trimestre, durante uma conferência de analistas.
Jamie Dimon, presidente do JP Morgan Chase, referiu perdas ligadas "a contenciosos de cerca de 200 milhões de dólares" e "perdas em bolsa antes de impostos de mais de 2.000 milhões de dólares", compensadas por "ganhos 1.000 milhões de dólares nas vendas de produtos de cobertura de risco da dívida".
A carteira de ativos em causa "apresenta ainda muita volatilidade" e representa um risco de perdas suplementares de 1.000 milhões de dólares.
O grupo realizou um estudo para apurar a causa destas perdas, mas «há muitos erros, falta de rigor e más considerações», comentou Jamie Dimon. Correm rumores que a filial britânica do Banco Norte Americano teria desbaratado inúmeros activos em operações ruinosas de compra de acções na Europa, apostas erradas em produtos financeiros derivados.

Temos assim um peão da banca de investimentos que gerou a maior turbulência financeira desde sempre,a servir-se de Portugal. Para mais tarde relembrar esta fábula da raposa no interior do galinheiro...

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