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quinta-feira, 14 de julho de 2016

PROPOSTA


A Norma 005/2011 da Direcção Geral da Saúde refere que:

“Todas as pessoas com diabetes são avaliadas anualmente com o objectivo de serem identificados factores de risco condicionantes de lesões dos pés.

O exame clínico dos pés das pessoas com diabetes determina a sua classificação e o seu correcto registo no processo clinico, numa das seguintes categorias de risco de ulceração:

a) baixo risco
b) médio risco
c) alto risco

São criados três níveis de cuidados de saúde:

a)      Nível I: a equipa do pé diabético é constituída por médico, enfermeiro e profissional treinado em podologia e cada ACES organiza, pelo menos, uma equipa do pé diabético deste nível de cuidados, no âmbito da sua área geográfica de intervenção

b)      Nível II : a equipa do pé diabético é constituída por médico endocrinologista ou internista, cirurgião geral ou cirurgião ortopédico, enfermeiro e profissional treinado em podologia e cada hospital ou centro hospitalar organiza, pelo menos, uma equipa do pé diabético deste nível de cuidados.

c)       Nível III: a equipa do pé diabético é constituída por médico endocrinologista ou internista, cirurgião geral, cirurgião ortopédico, cirurgião vascular, fisiatra, enfermeiro e profissional treinado em podologia e técnico de ortóteses e este nível de cuidados é organizado nos hospitais ou centros hospitalares que tenham a valência de cirurgia vascular. “

Sabemos todos que o envelhecimento da população e o aumento do número de diabéticos condiciona agora, e condicionará com mais gravidade no futuro, a necessidade de prestação de cuidados de saúde mais especializados. São equipas multidisciplinares quem estará mais capacitado para prestar cuidados perante o risco de ulceração ou perante uma úlcera activa no pé.  Só a implementação efectiva e global da referida Norma permitirá dar resposta tecnicamente correcta e em tempo oportuno.

As experiências positivas da Consulta de Pé Diabético, nomeadamente no Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, são motivo de reflexão e estudo.

Assim:

Propõe-se a constituição urgente nos ACES das referidas equipas de pé diabético, integrando no seus efectivos, pelo menos um profissional treinado em podologia (vulgo podologistas).


CR

domingo, 17 de maio de 2015

QUANDO ELES FALAM...

No 7.º Encontro Nacional das USF's decorrido em Aveiro, um dos temas debatidos consistia na "Municipalização da Saúde". Como debatentes, a presença da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros e dois autarcas, um do PS (Alfãndega da Fé) e outro do PSD (Aveiro).

Concluiu-se sem dificuldade qua a chamada "municipalização da saúde" promovida já este ano pelo Governo não foi negociada, nem tem transparencia. E avança com Projectos - Pilotos locais á espera da generalização

O exuberante Presidente da Cãmara de Aveiro Ribau Esteves alinhou algumas ideias a registar:

- "a III República está institucionalmente falida"

- "gerir doutores não é fácil"

- "há uma série de autarcas tótós- os que acreditaram que o governo pagaria sempre os transportes escolares"

- há um governo "centralista" no tempo de Miguel Relvas e um governo mais "descenntralizador" no tempo de Poiares Maduro

Berta Nunes, Presidente da Cãmara de Alfandega da Fé, opõe-se á municipalização. Será só por ser reforma do PSD?

Radical e definitivo é o Bastonário da Ordem dos Médicos. Ele diz Não. O representante da Ordem dos Enfermeiros deu ideia de que ainda estão a estudar...

CR

terça-feira, 10 de março de 2015

ESTES VÍRUS QUE NOS APOQUENTAM


A culpa foi do rinovírus. (Foi?) A mortalidade dos nossos compatriotas aumentou neste Inverno do nosso descontentamento, as urgências ficaram um caos, tudo porque o tempo esteve anormalmente frio e seco, dizem. (Sim?) E… não sei mesmo se a culpa não é do Putin, que o muito frio e comunismo anda tudo ligado...

Naquela unidade de saúde, foi o corrupio do pedido de consulta e a frustração de uma negativa diária. “Hoje não há médico”, ou “deixe o pedido de medicação que falta, que se vai ver”, disse-se com persistente frequência. O sistema informático é lento no seu funcionamento, tem hiatos prolongados, desespera um santo e ainda mais um prescritor afogueado de trabalho. Mas a culpa só pode ser do rinovírus.

Não fora a existência de empresas de prestação de serviços, que um dia colocam aqui um recém-licenciado ou um simpático reformado, ou um profissional estrangeiro, outro dia a cara muda, mas se assim não fora, tudo seria pior. (Seria?) Não se entende a fala, parecem pouco á vontade, mas quem não tem cão, caça com gato. É o chamado médico itinerante, prestador de serviços á hora. O preço dos medicamentos até baixou, as famílias sentem-no, e em cerca de 10% da população até baixou para zero,… quando “optaram” por não os comprar.

Poupar é o slogan. Poupa-se na despesa pública, nos vencimentos, nas horas extraordinárias, nas horas assistenciais, no número de profissionais e nos seus interesses e direitos, na oxigenoterapia, nas nebulizações, nos transportes de utentes, na esperança de vida, na qualidade de vida, nos efeitos secundários dos medicamentos, nos recobros, nas fisioterapias, nas ilusões, nas expectativas. Viver é um luxo, meus caros, uma prerrogativa que não se pode abusar ou promover. 

A culpa é do rinovírus. Ou de outro vírus qualquer. O austerovírus. O incompetentovírus. O parvovírus. Vivemos em meio de cultura altamente patogénica. Deus e a luta resistente nos acudam!


CR

segunda-feira, 24 de março de 2014

COMUNICADO DOS COMUNISTAS DE PENAFIEL

NÃO FECHARÃO A EXTENSÃO DE SAÚDE DE GALEGOS

1.º A presença de médico nesta unidade tem sido irregular, não por culpa dos médicos, mas com o claro objectivo de fazer com que as populações de Galegos e de Rans se inscrevam noutras unidades de saúde e assim, alegando a “pouca procura” e baseando-se em critérios meramente economicistas, justificarem o possível encerramento que este governo pretende executar.

2.º A qualidade das instalações e dos serviços prestados é de louvar e o que é necessário será garantir a colocação de mais recursos humanos para travar a transferência para outras unidades.

3.º A estratégia do governo PSD/CDS-PP é preparar o caminho para a privatização deste importante serviço público protegido pela nossa Constituição e sucessivamente atropelada pelo Presidente da república Cavaco Silva.

4.º Nem todas as famílias destas freguesias têm transporte próprio e o custo de uma ida á cidade e vir são de cerca de 4 euros. Para além disto é notório a falta de carreiras com a regularidade necessária para deslocações para Paço de Sousa ou Penafiel.

5.º A carência económica de muitas famílias que se encontram no limiar da pobreza devido á política de direita que nos tem governado é uma evidência e este povo tem de estar protegido do roubo do direito de acesso á saúde.

O Partido Comunista Português questionou o Ministério da Saúde sobre a intenção de fechar esta unidade de saúde. Faremos tudo o que nos for possível para defender as populações de Rans e Galegos e lutaremos para que se mantenha em funcionamento. Mas o papel do povo para a defesa dos serviços públicos de qualidade e proximidade é fundamental. O PCP apela á união das populações para travar este possível encerramento, que não aceitem mais transferências para outras unidades de Saúde e voltem a inscrever-se cá e que adiram ao abaixo-assinado promovido pelos utentes.

Março de 2014

A Comissão Concelhia de Penafiel do Partido Comunista Português

ABAIXO-ASSINADO EM DEFESA DA EXTENSÃO DE SAÚDE DE GALEGOS

A unidade de Saúde situada na freguesia de Galegos, concelho de Penafiel, serve os utentes das freguesias de Galegos e Rans. Sendo uma unidade com qualidade presta cuidados médicos às populações e necessita de melhorar a sua capacidade a nível de recursos humanos. Este serviço público de qualidade e de proximidade está defendido pela nossa Constituição da República. Sabendo das dificuldades económicas de muitas famílias seria uma catástrofe social o encerramento desta unidade de Saúde. Tendo em conta a falta de regularidade de transportes públicos e do seu elevado preço, os abaixo-assinados vêm sensibilizar o Sr. Presidente da República, o Sr. Primeiro Ministro, o Sr. Ministro da Saúde, o Sr. Presidente da Câmara e todas as forças politicas representadas na Assembleia Municipal de Penafiel para que não se encerre esta Unidade de Saúde.


(Já foram recolhidas mais de duas centenas de assinaturas)

terça-feira, 4 de junho de 2013

o CDS não deixa o Padre Américo sossegado

O Grupo Parlamentar do CDS através do seu deputado José Ribeiro e Castro enviou aos Presidentes da Câmara das regiões do Vale Sousa, Tâmega Sul e de Cinfães um requerimento / pedido de informação sobre o parqueamento no Hospital Padre Américo do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa. Um exercício de hipocrisia.

Transcreve-se:

Requerimento 1737-AL/XII/2
Data: 2013-05-15
Assunto: Parqueamento no Hospital Padre Amaro

1- Como teve a Câmara Municipal conhecimento desta situação, quando, e se houve conversações com a Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa?

2- Que medidas tomou, ou pretende tomar, para minimizar os prejuízos causados aos munícipes do seu concelho e utentes do Hospital Padre Américo com a introdução de cobrança de estacionamento nesta unidade de saúde, nomeadamente ao nível de transportes?

Para além do gozo induzido pelo óbvio erro da designação do Hospital (Padre Amaro em vez do correcto Padre Américo), que nos coloca ao nível do crime pecaminoso da literatura e do cinema, onde até um proclamado “bom cristão” resvalou, assinale-se a preocupação do CDS com a “minimização dos prejuízos” e com a existência ou não de “conversações” prévias.

Da missiva CDS conhecem-se duas respostas: uma da Câmara de Amarante e outra de Penafiel. O autarca amarantino, de filiação PS, identifica o assunto (Parqueamento no Hospital Padre Amaro) e responde secamente que “…a Câmara não teve conhecimento oficial desta medida e que não tenciona tomar qualquer outra que possa minimizá-la”. Sabendo-se da origem PS da nomeação do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, compreende-se o “desconhecimento” e “distanciamento” das consequências da medida por parte de Armindo Abreu.

O autarca penafidelense do PSD acrescenta em resposta que soube “por várias vias” da medida, reuniu-se posteriormente com o novo Conselho de Administração para “minimizar os prejuízos” e até aprovou uma moção condenatória na Assembleia Municipal. Uma das “vias” não citadas por Alberto Santos é a orientação superior por parte do Ministério do governo de Passos e Portas que condicionou e impulsionou a implementação da medida pelo Conselho de Administração, coisa que a Câmara de Penafiel, directa ou indirectamente, conhecia.

O Padre Américo pode repousar sossegado. No mínimo não lhe mudam o nome para Padre Amaro. Quanto ás populações, olhem, vão minimizando os prejuízos!

CR

sábado, 2 de março de 2013

SOBRE A DEPRESSÃO

Assiste-se a uma escalada de novos casos de doentes deprimidos, a necessitar de orientação médica. São públicos os casos estatísticos que revelam um crescente número de suicídios, tentados e mesmo concretizados. A comparação com o acontecido com a Grécia, nos anos recentes, identifica a mesma gravidade e a mesma causalidade.
A crise social e económica apanhou-nos completamente impreparados para lidar com o sofrimento e insatisfação humanas. Habituados e inebriados pelo discurso do “sucesso” e do “pelotão da frente”, permanecemos em grande medida inertes sem defesas. A crise deu razão apenas a vozes minoritárias, mais racionais, mais exigentes. Importa pois salientar neste capitulo a oportunidade de um discurso objectivo, que sublinha a importância da motivação e da acção. Como diz a canção popular do vianense Canário “já estamos cansados de levar tanta porrada”.
Os profissionais de saúde deveriam empenhar o seu tempo, a gestão do seu tempo, no diagnóstico atempado, na orientação oportuna, na formulação de terapêuticas adequadas. Mas infelizmente outros pensam diferente. Acumulam-se preocupações, algumas completamente idiotas, com indicadores numéricos, formalismos inconsequentes, catalogações e classificações, contratualizações imperativas. O profissional de saúde está enredado num conjunto de sofismas, onde a realidade aparece torcida, manipulada, subjectiva. Á custa de pretensas boas práticas, que muitas vezes não passam de capa para orientações austeritárias, o utente virou programa de computador (o software) e o profissional o simples hardware.
Se o utente não frequenta “adequadamente” os serviços do SNS, por exemplo pelo preço de transportes ou taxa moderadora, se não está disponível para uma dieta hipocalórica, se bebe exageradamente, se emigrou, se não está disponível para uma insulinoterapia, se toma hipnóticos para dormir, se …se… a culpa é do médico de família, da equipa de saúde, da USF em causa, que não providenciou o cumprimento dos indicadores do Plano de Ação, do Manual de Procedimentos, da Auditoria interna, das Normas de Orientação, dos Indicadores de Contratualização, do DIOR, do Manual de boas Práticas e de outros largos instrumentos de avaliação.
Não se fala da motivação dos profissionais, do salário decrescente, da precaridade de vínculo. Isso não é avaliado. E tudo isto com a agravante da ameaça de sanções, perda de estatuto, perda de incentivos, perda de remunerações. Comecei a falar de depressão de utentes, acabo a falar de “depressão” de profissionais.
A corda já está esticada.
 
  CR

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

um capitalismo fora de prazo

Supermercados gregos vão vender comida fora do prazo a preços mais baixos

Os supermercados gregos vão vender alguns produtos alimentares fora do prazo, com descontos de até um terço do preço normal. A medida, que deverá entrar em vigor na próxima semana, destina-se a alimentos considerados não perecíveis e exclui assim produtos como carne e lacticínios

A nova medida fixa um limite máximo de datas até ao qual os produtos podem ser comercializados após o fim do prazo. Os alimentos onde está discriminado o dia e o mês estarão à venda por mais uma semana a preços mais baixos, sendo que o valor da diminuição dos preços não foi definido pelo executivo, ficando ao critério de cada vendedor. Já os produtos que apresentam apenas o mês e o ano poderão ser vendidos por mais um mês, ao passo que aqueles que só têm o ano no prazo de validade, vêem o seu ciclo de vida estendido a mais um trimestre.

 Sindicatos com reservas em relação à lei
A lei proposta pelo governo de Antonis Samaras está a colher algumas críticas junto dos sindicatos e associações de consumidores gregos que acusam o governo de não querer "tomar iniciativas para controlarem os preços". Yannis Mijas, presidente do Organismo Nacional de Alimentos, teme que a lei conduza a um dilema moral da parte dos comerciantes, dividindo o setor entre aqueles que conseguem adquirir produtos dentro do prazo e os outros, que por razões económicas, terão de usar os alimentos "de qualidade duvidosa".

Apesar das críticas, esta medida poderá ajudar muitas famílias gregas a comprar produtos mais baratos, evitando, deste modo, a aquisição mais cara de alimentos e produtos básicos que, devido à crise económica, sofreram um aumento exponencial.

 Quanto às doenças provocadas por produtos fora do prazo como as gastroenterites e o botulismo, nada se diz. Os pobres vão ter direito a doença e morte antes do prazo e a preços módicos.

 

 

 

sábado, 2 de junho de 2012

Não à destruição do Serviço Nacional de Saúde

A Nova Carta Hospitalar, de autoria da ERS-Entidade Reguladora da Saúde, mais parece uma encomenda a preceito do Ministro da Saúde para constituir uma machadada certeira no já debilitado SNS.
Se as recomendações inscritas na referida Carta forem concretizadas, 26 unidades de saúde fecharão serviços na Cirurgia Geral, caso dos Hospitais Distritais da Póvoa do Varzim, S. João da Madeira, Santo Tirso, Pombal, Tondela, Seia, Ovar, Alcobaça, Elvas, Chaves, Lamego, Mirandela, Águeda, Torres Novas e Tomar, os quais, possuindo Serviço de Urgência Básica (SUB), deixarão de proporcionar aos utentes internamento da especialidade.
Porém a dita Carta ou Estudo, analisou ainda, além da Medicina Interna e da Cirurgia Geral, mais cinco especialidades (como no respeitante à Neurologia, tendo chegado a uma conclusão curiosa que se traduz na ideia de que esta especialidade só deve existir nos Hospitais Centrais e não nos de proximidade), estando assim envolvidos o Centro Hospitalar do S.João, de Gaia/Espinho, de Santo António, Universitário de Coimbra, Tondela/Viseu, Lisboa Norte, Santa Maria, Lisboa Central, S. José, Médio Tejo, Vila Franca de Xira e Lisboa Sul.
Na especialidade de Pediatria com internamento, os autores da encomenda do Sr. Ministro recomendam o encerramento nos Hospitais da Póvoa de Varzim e Distrital de Torres Novas, dizendo mais que esta especialidade deve ser encarada em conjunto com Ginecologia e Obstetrícia e para que tudo fique no melhor dos mundos acabam os partos nos Hospitais de Amarante, Barcelos, Chaves, Lamego, Mirandela, Santo Tirso, Póvoa de Varzim e Oliveira de Azeméis, originando desta completa panóplia de malfeitorias e de insensibilidade social e moral que os utentes passarão a ir para tratamentos de águas ou irão entrar no mundo da marginalidade, no sentido de obterem recursos para pagamento dos seus padecimentos.

Por outro lado, um novo procedimento de concurso público de contratação de médicos para as instituições do SNS, através de empresas privadas prestadoras de serviços, estilo «man power», representa uma ofensa à dignidade e profissionalismo dos médicos, contribuindo também para a destruição das suas carreiras e da qualidade no exercício da profissão, redundando daqui também um claro prejuízo para os utentes. Eis alguns dos critérios inadmissíveis a adotar para a contratação dos clínicos:

- a adjudicação valorizará o mais baixo preço/hora
- não existe qualquer exigência de qualidade nos critérios de adjudicação
- os contratos são válidos por períodos de 12 meses
- o prestador privado pode mudar sucessivamente os profissionais com pré-aviso de 30 dias
- os médicos colocados por essas empresas obrigam-se a efetuar pelo menos 4 consultas/hora
- obrigação de preenchimento de registo de presenças
- não exigência de possuírem especialidade de Medicina Geral e Familiar

Estamos, pois, perante mais um ataque cirurgicamente planeado contra o SNS, atitude que só merecerá dos utentes um inequívoco repúdio e provocará uma onda de grande indignação, levando o MUSS-Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde a apelar às mais variadas iniciativas, principalmente nas regiões afetadas.

02/06/2012
MUSS-Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde

quinta-feira, 10 de maio de 2012

"parcerias" público-privadas na Saúde

Era Ortopedia, mas já tinha sido ORL, Cirurgia Vascular...

"Em virtude do volume de referenciações recebidas, e já não tendo esta Instituição capacidade de resposta dentro do Tempo Médio de Espera, suspende-se até 31-8-2012 a recepção da referenciação para a Especialidade de...
Informa-se que as referenciações rececionadas a partir da presente data serão devolvidas aos respectivos Centros de Saúde."
(extrato de carta da Administração da Misericórdia de Lousada para um ACES do Vale do Sousa)

Ao mesmo tempo...

"O Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João, apesar de ter uma consulta dedicada ao diagnóstico e tratamento de catarata, tem uma lista de espera curtíssima para esta patologia, razão pela qual se viu obrigado a encerrar uma das salas de operações á tarde durante 4 dias por semana. De acordo com a informação que nos foi prestada existe um número considerável de doentes com cataratas diagnosticadas em consultas de medicina privada e que são referenciados aos Centros de Saúde acompanhados de uma carta do médico oftalmologista com a indicação da Misericórdia onde deverão ser operados, uma prática que induz uma despesa acrescida que poderá ser evitada.
Dado que o Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João dispôe de uma consulta dedicada á patologia de catarata, e tem uma capacidade cirúrgica instalada que lhe permite operar em produção convencional base estes doentes num máximo de 30 dias, ficam V. Exªs autorizados a referenciar os utentes para referida consulta"
(extracto de carta da ARS Norte para um ACES da região do Vale do Sousa)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

o mistério do vírus que só ataca portugueses

A prolongada época de frio intenso, conjugada com a ocorrência tardia da epidemia de gripe sazonal e a circulação de outros vírus respiratórios serão as principais explicações para o excesso de mortalidade observado nas três primeiras semanas deste mês. Para já, são estas as justificações avançadas pelos responsáveis da Direção Geral da Saúde (DGS).

Podemos, portanto, ficar completamente tranquilos que este aumento de mortalidade não tem nada, mesmo nada que ver com a maior vulnerabilidade das vítimas da fome que assola o país, está menos relacionado ainda com o aumento brutal das tarifas eléctricas e ainda menos com o aumento das taxas moderadoras no sector da Saúde. Toda a gente tem dinheiro para comer, sobra muito para o aquecimento da casa e não falta para ir ao médico e para a farmácia. O vírus apanhou alguns distraídos, é tudo.

O que eu gostava mesmo de saber, escrito preto no branco pelas autoridades sanitárias, é se este vírus tem uma especial preferência por portugueses ou se, pelo contrário, este aumento de mortalidade também se verificou aqui ao lado, em Espanha, e no resto da Europa, muito mais fria. A avaliar pela imprensa estrangeira, que acompanho com alguma atenção, não houve nenhum aumento de mortalidade semelhante. E os meus amigos que vivem em França, Espanha e Alemanha ficaram surpreendidos com a pergunta quando tentei saber se o anormal também andou a fazer das suas por lá.

Pelo sim, pelo não, aconselha-se contenção verbal. Comprovadamente, o assassino não é surdo e ataca assim que ouve falar português. Podem tentar ludibriá-lo comunicando-se em língua estrangeira, mas é um risco. Não sabemos se também detecta sotaques. Há virus que sabem mais do que ao diabo esqueceu.

(em opaisdoburro.blogspot.com)

domingo, 8 de janeiro de 2012

as organizações locais do PCP em luta pela Saúde (III)



A Organização da Freguesia de Lordelo do PCP colocou, hoje, uma faixa junto ao Centro de Saúde, como forma de protesto contra o aumento exorbitante das taxas moderadoras nos serviços de saúde públicos, expressão do pacto de agressão estabelecido pelas troikas nacional (PSD, PS e CDS) e internacional (FMI/BCE/UE).



...O mesmo fez a Comissão Concelhia de Paredes do PCP frente á Unidade de Saúde de Paredes...



...e a Comissão Concelhia de Penafiel do PCP.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

notícias da guerra social (III)

Limitação às horas extraordinárias nos cuidados primários de saúde compromete o funcionamento de consultas para Interrupção Voluntária da Gravidez

Sexta, 16 Dezembro 2011 10:02

Os cortes que o Governo impôs aos custos com trabalho extraordinário (fixados por despacho numa redução mensal, em média, de 10% comparativamente à despesa feita em período homólogo) levarão, como o PCP havia denunciado, a sérios constrangimentos no SNS, colocando mesmo em causa a universalidade do acesso.

Exemplo disso é o facto de neste momento, no Agrupamento de Centros de Saúde do Tâmega e Sousa, estarem em discussão várias medidas que visam adaptar os serviços de saúde à redução das horas extraordinárias em cerca de 40%, medidas que poderão colocar em causa o funcionamento das consultas de IVG.

Na ACES Tâmega II – Vale do Sousa Sul, o único Centro de Saúde que no Vale do Sousa realiza consultas para IVG contempla deixar de o fazer devido à esta limitação ao trabalho extraordinário.Esta situação, a concretizar-se, colocará em causa o direito da população daquela região aceder a este serviço, uma vez que o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa não tem capacidade de resposta a universo tão significativo.

A DORP do PCP denuncia o risco que existe de, por via dos cortes orçamentais impostos pela política de direita e a submissão ao Pacto de Agressão assinado com a troika, não assegurar o acesso de todos ao Serviço Nacional de Saúde e reclama uma inversão de políticas que garanta a universalidade do acesso à Saúde, exigindo para tal que se reforce o quadro de pessoal (médicos, enfermeiros, terapeutas e auxiliares).

Esta é uma situação que a DORP do PCP irá continuar a acompanhar, uma vez não ser admissível que por força de limitações orçamentais, se retirem as condições necessárias à implementação da Lei que levou à despenalização da IVG.~

O Grupo Parlamentar do PCP irá, ainda hoje, solicitar esclarecimentos ao Ministro da Saúde sobre a matéria.

Porto, 15 de Dezembro de 2011

O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sobre a grave situação da FALTA DE MÉDICOS DE FAMÍLIA no distrito do Porto




Multiplicam-se e agravam-se os problemas no distrito do Porto no acesso aos Cuidados de Saúde Primários.Segundo dados oficiais, no distrito do Porto, existem cerca de 200 mil inscritos nos centros de saúde sem médico de família. A estes somam-se muitos milhares que não estão inscritos em qualquer centro de saúde.Esta grave realidade, tendo expressões diferentes de concelho para concelho, fica bem expressa nos 37.500 utentes inscritos sem médico de família no concelho do Porto, ou nos 22 mil de Gaia nesta mesma situação.Contudo, é no interior do distrito onde os problemas mais se fazem sentir, conforme expressam os dados do quadro acima.


O grave caso do centro de Saúde de Soalhães, no Marco de Canavezes



Veio hoje a público o caso da Extensão de Saúde de Soalhães, Marco de Canaveses, sem médico de família devido ao não pagamento de salários pela ARS Norte aos clínicos subcontratados pela empresa Biótipo. Trata-se de uma situação que não surpreende os conhecedores da história atribulada daquela Extensão de Saúde. Cumprem-se agora três anos sobre o forte protesto que os utentes de Soalhães - por causa da falta de médicos - levaram a cabo junto do Centro de Saúde do Marco de Canaveses e que levou a que a situação fosse “resolvida”, temporariamente, com a colocação de um médico em regime de trabalho extraordinário. Foi a esta “solução” que o ACES Baixo Tâmega novamente recorreu – de acordo com o anúncio feito no sítio da Internet da Junta de Freguesia de Soalhães - colocando um médico, duas manhãs por semana, para tapar o buraco deixado com a saída dos médicos da Biótipo.



Problemas crescem e multiplicam-se



A situação de Soalhães, ilustrando bem a abordagem que as entidades responsáveis têm tido relativamente à falta de meios do SNS nos Centros e Extensões de Saúde situados no interior do distrito do Porto, não é caso isolado.Em Santo Tirso, existe situação semelhante, sendo que quando o médico que atende os utentes sem médico de família falta instalasse o caos, como ocorreu na passada semana na extensão de Saúde de São Martinho do Campo, havendo neste caso atrasos superiores a 6 meses no pagamento ao médico da empresa contratada pelo Ministério.As “soluções” provisórias, com recurso à deslocação de médicos de um centro de saúde vizinho ou a subcontratação de empresas privadas, são remendos que não resolvem os sérios problemas enfrentados no interior do distrito por populações envelhecidas, sem poder recorrer a uma rede de transportes públicos eficiente.No concelho de Baião, por exemplo, onde também opera a empresa Biótipo, são três as Extensões de Saúde que podem vir a fechar por falta de médicos (Frende, Gestaçô e Santa Cruz), e também aqui se recorre à deslocação de médicos de Amarante, para “tapar o buraco”.No Centro de Saúde de Arcozelo, em Gaia, a lógica economicista reduziu o horário de funcionamento das 20h para as 18h, fazendo com que os utentes de Arcozelo (e também das freguesias de Gulpilhares e São Félix da Marinha), em situação de urgência, terão agora de se dirigir primeiro ao Centro de Saúde de Espinho, (que neste momento funciona até às vinte e duas horas), antes de, eventualmente, ter de se deslocar ao Hospital, na zona central de Gaia. Os utentes de Arcozelo, em situação de urgência a partir das dezoito horas terão agora de fazer um circuito que implica deslocarem-se para sul, (em direcção a Espinho), e depois voltarem para norte (em direcção ao Hospital de Gaia).



Um problema estrutural, fruto de políticas erradas dos governos PS e PSD/CDS



Além do problema grave de falta de médicos, o rumo imposto no sector da saúde agrava ainda mais esta situação, designadamente pela crescente desresponsabilização do Estado na prestação de Cuidados Primários de Saúde, com a não colocação e mesmo o despedimento de outros profissionais (enfermeiros, psicólogos, administrativos, auxiliares …)Nesta altura, de acordo com os números do Governo existem 1.800.000 portugueses sem médico de família. Isto significa que se optarmos por um rácio de 1/1700 utentes (rácio que está a ser utilizado nas USF), então facilmente concluímos que faltam mais de 1000 médicos de Medicina Geral e familiar no SNS.No ano de 2010 reformaram-se 322 médicos e em 2011 já se reformaram até agora 310 médicos. Isto perfaz um total de 632.Na região Norte foram reformados 90 em 2010 e 80 em 2011 (até agora).Entretanto, numa altura em que se atiram para cima dos Centros de saúde mais responsabilidades, faltam cerca de 5 000 enfermeiros tendo em conta os rácios da OMS. Ainda por cima estão a despedir enfermeiros nos Cuidados Primários.Já em 2007, o PCP havia denunciado que chegaríamos a esta situação uma vez que 71% dos médicos de Medicina Geral e Familiar já tinham mais de 50 anos e apenas 9% tinham menos de 35 anos.A grande questão é que com a política de recursos humanos que foi seguida a situação é de tal modo grave que hoje não é possível o sistema de formação gerar em tempo útil o número de especialistas que são necessários, nesta especialidade, no SNS.



Defender o SNS, melhorar a resposta dos Cuidados de Saúde Primários



A situação actual da capacidade de resposta do SNS na área dos Cuidados de Saúde Primários exige uma inversão de políticas do governo, que assegure:O reforço da rede de serviços de CSP.O efectivo reforço em recursos humanos, técnicos e financeiros, que assegurem a real equidade no acesso, nomeadamente garantindo que todos os utentes tenham o seu médico de família e o seu enfermeiro de família, e a qualidade dos serviços prestados, com consulta a tempo e horas.A adopção imediata de um Plano de Emergência que previna situações de ruptura na disponibilidade de profissionais para prestação de serviço na rede de CSP e que assegure as condições de reabertura dos serviços entretanto encerrados sem alternativa eficaz, designadamente Serviços de Atendimento Permanente ou similares.



A DORP do PCP considera ainda urgente promover os investimentos que assegurem a modernização de instalações e dos equipamentos dos serviços de saúde e principalmente a dotação de recursos humanos qualificados e com condições de trabalho.A defesa de uma política de Saúde que dê prioridade aos cuidados primários de Saúde, à prevenção e à promoção da saúde não pode ser sujeita às imposições do pacto de agressão determinadas pela Troika e acolhidas pelo PS, PSD, CDS e Presidente da República.A DORP do PCP apela à população do distrito para que não se resigne nem se conforme com este continuado ataque aos seus mais elementares direitos, reafirmando o seu empenho na defesa do direito de todos à Saúde, independentemente das suas condições económico-sociais ou da sua localização geográfica.



Porto, 14 de Outubro de 2011



O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

quinta-feira, 23 de junho de 2011

SERVIÇO PÚBLICO - A TUBERCULOSE

Morrem mais pessoas de tuberculose, em todo o mundo, do que de qualquer outra doença infecciosa durável. A tuberculose mata aproximadamente dois milhões de pessoas por ano, 98 por cento das quais em países em desenvolvimento. Um terço da população mundial encontra-se infectado pelo bacilo da tuberculose (bacilo de Koch).

Em Portugal, assiste-se a uma redução acentuada do nível endémico da tuberculose, directamente associada à melhoria dos índices de desempenho do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose (PNT), com uma evidente redução da prevalência da resistência aos antibióticos específicos.

Contudo, a situação é menos favorável nas grandes áreas urbanas de Lisboa, Porto e Setúbal, onde se concentra a maior parte dos casos registados no país e onde o ritmo de declínio é mais lento. Nestas áreas, incidem com particular intensidade os mais determinantes factores de risco, com consequente impacto negativo no sucesso terapêutico e no aumento da resistência aos fármacos.

O que é a tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado “bacilo de Koch”. É uma doença contagiosa, que se transmite de pessoa para pessoa e que atinge sobretudo os pulmões. Pode também atingir outros órgãos e outras partes do nosso corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges.

Quais são os sintomas mais evidentes?

  • Tosse crónica;
  • Febre;
  • Existência e persistência de suores nocturnos (dos que ensopam o lençol);
  • Dores no tórax;
  • Perda de peso, lenta e progressiva;
  • Falta de apetite, anorexia, apatia completa para com quase tudo o que está à volta.

Na área do ACES Tâmega II Vale do Sousa Sul a taxa de incidência da Tuberculose está a aumentar com mais novos casos nas freguesias de Penafiel de Boelhe, Duas Igrejas, Eja, Rio de Moinhos e em Paredes, na freguesia de Vilela. São sobretudo homens, de profissão pedreiro e com silicose.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010
















4.º Fórum Nacional da Diabetes
13 de Novembro 9h30 Parque de Exposições de Aveiro


A Unidade de Saúde Familiar S. Martinho em Penafiel vai participar, este ano, no 4º Fórum Nacional da Diabetes que se realizará em Aveiro, no próximo dia 13 de Novembro, no Parque de Exposições de Aveiro.

No âmbito desta actividade, a USF levará um grupo de utentes diabéticos oriundos das várias freguesias do concelho de Penafiel a participar no Fórum com o intuito de os sensibilizar para a Diabetes e suas implicações, através da partilha de vivências e exposição de preocupações comuns.

Durante o Fórum, para além da discussão de temas práticos como “Na cozinha com a Diabetes” com o chefe Hélio Loureiro, “Andar com a Diabetes” e um programa de actividade física, terá também lugar um Plenário das Associações de Diabéticos presentes.

sábado, 25 de setembro de 2010

E DEPOIS DIZEM QUE NÃO HÁ DINHEIRO PARA O ESTADO SOCIAL…

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, deslocou-se
ao Entroncamento para inaugurar a entrada em funcionamento da Unidade de
Saúde Familiar “Locomotiva” instalada provisoriamente em contentores
alugados, enquanto decorrem as obras de ampliação do Centro de Saúde.
Apesar disto, o governante foi convidado a descerrar a placa inaugural
que mais tarde será retirada. Mas se tivermos em conta que o aluguer
dos contentores durante dois anos custou aos cofres do Estado 480 mil
euros, metade do valor da
obra de ampliação, pode-se afirmar
que o Secretário de Estado veio ao Entroncamento inaugurar uns ricos
contentores.

(in O Mirante, 23.9.2010)