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terça-feira, 4 de junho de 2013

o CDS não deixa o Padre Américo sossegado

O Grupo Parlamentar do CDS através do seu deputado José Ribeiro e Castro enviou aos Presidentes da Câmara das regiões do Vale Sousa, Tâmega Sul e de Cinfães um requerimento / pedido de informação sobre o parqueamento no Hospital Padre Américo do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa. Um exercício de hipocrisia.

Transcreve-se:

Requerimento 1737-AL/XII/2
Data: 2013-05-15
Assunto: Parqueamento no Hospital Padre Amaro

1- Como teve a Câmara Municipal conhecimento desta situação, quando, e se houve conversações com a Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa?

2- Que medidas tomou, ou pretende tomar, para minimizar os prejuízos causados aos munícipes do seu concelho e utentes do Hospital Padre Américo com a introdução de cobrança de estacionamento nesta unidade de saúde, nomeadamente ao nível de transportes?

Para além do gozo induzido pelo óbvio erro da designação do Hospital (Padre Amaro em vez do correcto Padre Américo), que nos coloca ao nível do crime pecaminoso da literatura e do cinema, onde até um proclamado “bom cristão” resvalou, assinale-se a preocupação do CDS com a “minimização dos prejuízos” e com a existência ou não de “conversações” prévias.

Da missiva CDS conhecem-se duas respostas: uma da Câmara de Amarante e outra de Penafiel. O autarca amarantino, de filiação PS, identifica o assunto (Parqueamento no Hospital Padre Amaro) e responde secamente que “…a Câmara não teve conhecimento oficial desta medida e que não tenciona tomar qualquer outra que possa minimizá-la”. Sabendo-se da origem PS da nomeação do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, compreende-se o “desconhecimento” e “distanciamento” das consequências da medida por parte de Armindo Abreu.

O autarca penafidelense do PSD acrescenta em resposta que soube “por várias vias” da medida, reuniu-se posteriormente com o novo Conselho de Administração para “minimizar os prejuízos” e até aprovou uma moção condenatória na Assembleia Municipal. Uma das “vias” não citadas por Alberto Santos é a orientação superior por parte do Ministério do governo de Passos e Portas que condicionou e impulsionou a implementação da medida pelo Conselho de Administração, coisa que a Câmara de Penafiel, directa ou indirectamente, conhecia.

O Padre Américo pode repousar sossegado. No mínimo não lhe mudam o nome para Padre Amaro. Quanto ás populações, olhem, vão minimizando os prejuízos!

CR

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