Na sessão da
Assembleia Municipal de Paredes de ontem realce-se a READQUIRIDA “liberdade de
expressão” revelada por Presidentes de Junta que a Lei dos mandatos impede de
se recandidatarem: soltou -se a voz a quem nunca utilizou o microfone em longos
anos do exercício autárquico. Não se pense que solta a voz, se soltaram ideias
dignas de registo. Não, tudo ficou pelo formalismo da despedida, por emoções
superficiais, por elogios aos executivos e seus dirigentes máximos.
Contentinhos, satisfeitos, diria até humildemente agradecidos, os autarcas de
Aguiar de Sousa, Mouriz, e Sobreira provaram que tinham percebido (um pouco
tarde aliás) que um autarca representa a vontade EXPRESSA de uma comunidade e
que apenas levantar o braço em votações genéricas, e ao sabor da liderança
partidária, não JUSTIFICA a sua presença e o auferir da senha de presença.
Na mesma sessão foi
dramático assistir a um longo “balanço” do executivo camarário, com destaque
para iniciativas parcelares e ridiculamente paroquiais que Celso Ferreira quis
valorizar. A cadeira em que Cavaco se sentará porventura em Belém, com origem
em Paredes, teve referência de objectivo estratégico, bem como a transmissão
televisiva de Europeu de Hóquei. Celso Ferreira só não teve uma vitória
desportiva…
CR
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