Foi um ministro algo
inquieto, no virar e revirar da caneta que tinha na mão, que afirmou que o
investimento em Portugal no início do ano foi «adversamente afetado» pelo mau
tempo. As declarações de Vítor Gaspar proferidas no debate sobre o Orçamento Retificativo
para 2013, ecoaram nas bancadas do Parlamento, no dia da sua aprovação.
«O investimento no
primeiro trimestre deste ano é adversamente afetado pelas condições
meteorológicas dos primeiros três meses do ano que prejudicaram a atividade da
construção. Mas o mais importante não é certamente esse aspeto, o mais
importante é que este Orçamento Retificativo tem medidas concretas de carácter
fiscal que de destinam a promover a recuperação do investimento na segunda
metade do ano. Essas medidas de estímulo são permitidas, uma vez que nós
cumprimos os limites do nosso programa de ajustamento», disse.
A referência não
passou em branco e foi o PCP o primeiro a ecoar as palavras. «Afinal, ficámos
hoje a saber que o novo falhanço orçamental do Governo foi por causa da chuva»,
ironizou o deputado comunista Honório Novo, acrescentando tratar-se do
«primeiro retificativo do ano em curso» e que «a grave situação do país é
justificada pelo do mau tempo, as condições meteorológicas».
Vítor Gaspar respondia aos deputados da oposição que, mais uma vez não pouparam nas críticas ao ministro. Honório Novo questionou se o ministro seria o único iluminado e se estaria tudo maluco à sua volta.
Vítor Gaspar respondia aos deputados da oposição que, mais uma vez não pouparam nas críticas ao ministro. Honório Novo questionou se o ministro seria o único iluminado e se estaria tudo maluco à sua volta.
Alguém
justamente reconhecia que no jogo do empurra das responsabilidades pelo
desastre do "belo" ajustamento português Gaspar encontrou o bode
expiatório perfeito: São Pedro. Ao contrário do BCE, FMI, Comissão Europeia,
Ecofin, Eurogrupo e mais o raio que os parta, o popular santo não pode vir à
praça pública apontar o dedo a outros.
Alguém
dizia que só uma tromba de água os pode levar todos para os confins do Árctico
e lá os congele «for a long time».
São
Pedro entrou decididamente no grupo das forças de oposição e bloqueio ás
politicas redentoras da economia portuguesa.
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