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quarta-feira, 27 de março de 2013
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domingo, 22 de janeiro de 2012
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Dos jornais
...Este é um tempo em que todos os impossíveis podem acontecer. Até o que sucedeu agora aos antigos trabalhadores da Mundet, que após 23 anos à espera de serem ressarcidos dos créditos a que tinham direito - mais de um milhão de euros no total - viram o Tribunal da Relação de Lisboa atribuir-lhes cerca de 0,8 por cento desse montante (nove mil euros) o que em termos individuais se traduz em indemnizações que vão dos 26 cêntimos aos 30 euros. Repete-se: dos 26 cêntimos aos 30 euros. Ao fim de quase um quarto de século de espera! Sobrevivendo como foi possível. Ficando muitos deles pelo caminho. Este é o tempo em que o mesmo Tribunal da Relação de Lisboa atribuiu aos restantes credores da Mundet - banca privada e Caixa Geral de Depósitos – valores superiores a 5 milhões de euros. A esta indignidade chama-se Justiça. A balança está lá, mas os pratos estão desequilibrados, pendendo sempre para o lado dos poderosos.
Este é o tempo em que histórias obscenas como a da Mundet não fazem manchete, não vá dar-se o caso de incomodar os “amorins” da república das bananas em que Portugal se tornou … ou de os oprimidos acharem que já basta e que este é também o tempo da revolta.
(em Avante)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
a luta continua
J. Vasco (em olhequenao.wordpress.com)Cerca de 700 operários dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo participaram ontem no mais concorrido plenário dos últimos anos. Estão em causa 380 despedimentos decididos pela administração e a subsequente precarização dos postos de trabalho que sobrarem com a privatização da empresa. As sub-contratações tratarão do resto e atirarão os trabalhadores direitinhos para o século XIX. É isto que o capitalismo tem para oferecer: miséria e exploração. Para responder à situação, o plenário decidiu marcar uma greve para o próximo dia 29. Os trabalhadores mostram-se dispostos a lutar e a comissão de trabalhadores prometeu que «as coisas não vão ficar assim».