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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

LOW COST e BIG LATA

O antigo secretário de Estado da Justiça garante que optou "sempre pelo 'low cost' e nunca pela incultura" na remodelação ao gabinete que ocupou enquanto esteve no Governo. "O custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado", escreve na sua página do Facebook.
José Magalhães garante que a opção decorativa que adoptou quando remodelou o gabinete que ocupou enquanto foi secretário de Estado da Justiça procurou aludir ao heterónimo de Fernando Pessoa, "Ricardo Reis e à herança cultural da antiguidade clássica".

Em reacção à notícia publicada na sexta-feira, no "Correio da Manhã", o antigo governante garante que na redecoração, optou "sempre pelo 'low cost', mas nunca pela incultura". Magalhães assegura que "o custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado".

Sobre as opções decorativas, o antigo secretário de Estado de José Sócrates diz que "tinha uma foto do Terreiro do Paço ao longo da parede, reflectindo num espelho (forma elementar de ampliar uma salinha minúscula, mas com vista esplendorosa). Uma foto obviamente suspeita. Como podem mentes incultas gerir com eficiência", ironizou. Magalhães não faz qualquer alusão às referências maçónicas que, segundo o "Correio da Manhã", também foram tidas em conta na remodelação do gabinete. Sabe-se agora que o ex-governante PS comprou símbolos maçónicos com dinheiros publicos.

De acordo com o "Correio da Manhã", a renovação do gabinete do antigo secretário de Estado da Justiça custou mais de 62 mil euros. "A remodelação do espaço de trabalho do ex-governante, segundo os dados a que o 'CM' teve acesso, não foi barata: de uma despesa total superior a 62 mil euros, quase metade, no valor correspondente a mais de 26 400 euros, diz respeito a gastos com a aquisição de sofás, cadeirões, secretárias, candeeiros e carpetes. E um conjunto de computadores portáteis, televisor LCD e telefones portáteis atingiu a quantia de 16.500 euros", revela o jornal.

O pior jornalismo vindo da Estação Televisiva de Carnaxide veio ao de cima com a referência á condição de ex-PCP de José Magalhães. A bem da verdade não se nega ele ter sido militante do PCP até 1990, e mesmo seu deputado de 1983 a 1990. Mas sublinhe-se que, após ser deputado "independente" de 1990 a 1991, a sua vida politica decorreu por longuissimos anos (e "proveitosos" para ele) debaixo do simbolo PS (deputado e governante ate 2011). O PCP não patrocina estratégias de low cost...COM OU SEM AVENTAL DE UMA SOCIEDADE SECRETA.

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