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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
INICIATIVA - LUTA EM DEFESA DA FERROVIA NA LIVRAÇÃO
Centenas de pessoas manifestaram-se hoje, na Livração, Marco de Canaveses, contra o encerramento da linha do Tâmega e aprovaram uma moção a exigir a reposição de transportes alternativos de autocarro assegurados pela CP
Representantes da Comissão de Utentes puseram à consideração popular a moção que se propõe enviar ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República, e que foi aprovada por unanimidade.
José Gonçalves, porta-voz da comissão, reafirmou que aquela via-férrea, com 12 quilómetros, entre Amarante e a Livração, no concelho do Marco de Canaveses, era a ligação mais rápida e económica entre as duas localidades.
Para aquele ativista, que falava no coreto da localidade, os utentes da linha ficaram sem alternativas de transporte, sobretudo depois de a CP ter acabado, no dia 31 de dezembro, com o autocarro que assegurava a ligação desde a suspensão de circulação ferroviária na linha do Tâmega.
José Gonçalves reafirmou críticas à câmara de Amarante, acusando o seu presidente de "subserviência face ao poder central".
Sempre muito aplaudido, o porta-voz dos utentes censurou o comportamento da ex-secretária de Estado Transportes, Ana Paula Vitorino, que em 2009 ordenou o encerramento da linha para obras, comprometendo-se com a reabertura da linha dois anos depois, o que nunca veio a ocorrer.
MOÇÃO DE APOIO À REABERTURA DA LINHA FERROVIÁRIA DO TÂMEGA
Os signatários abaixo assinados, reunidos no Largo da Livração, Toutosa, Marco de Canaveses, em 21 de Janeiro de 2012, e utentes da Linha Ferroviária do Tâmega, decidem aprovar e tornar pública a seguinte moção:
Após o encerramento, supostamente temporário, da Linha do Tâmega a 25 de Março de 2009, com vista à sua requalificação e abertura no prazo máximo de dois anos, o actual Governo decidiu extinguir definitivamente esta infra-estrutura que em muito contribuía para a melhoria das condições de vida dos habitantes da região.
A centenária linha de caminho-de-ferro do Tâmega servia as populações de Marco de Canaveses e Amarante, numa região onde faltam serviços públicos fundamentais, e onde escasseiam alternativas de transportes que permitam às pessoas deslocarem-se para as escolas, empregos e outras valias que na sua freguesia não encontram.
O motivo pelo qual estava prevista uma requalificação da linha do Tâmega, prende-se, por um lado, com o facto de se tratar de uma linha antiga a necessitar de obras, mas também com o facto de serem reconhecidas as potencialidades que o caminho-de-ferro tem para dinamizar o desenvolvimento de uma região que tem um dos maiores índices de pobreza e de desemprego no país, e dessa forma contribuir para que as populações mantenham um nível de vida digno, apostando também num transporte colectivo sustentável e ecológico.
ASSIM, tendo em conta que o troço da via-férrea entre a Livração e Amarante:
* é o meio de comunicação mais económico, curto e rápido entre estas duas localidades,
* contribui para a diversificação e o aumento dos visitantes à região,
* possui uma inegável importância histórica graças aos quase 100 anos durante os quais esteve em funcionamento.
TENDO ainda em conta que:
* algumas populações servidas pelo caminho-de-ferro, não têm uma ligação rodoviária adequada, estando por isso muito dependentes da transporte ferroviário,
* a anterior decisão que havia em requalificar a linha e as expectativas que foram criadas na população,
OS SIGNATÁRIOS da presente moção solicitam aos responsáveis políticos nacionais, regionais e locais a REABERTURA da linha ferroviária do Tâmega, como via indispensável para o desenvolvimento da região e a REACTIVAÇÃO do serviço de transporte rodoviário, feito em autocarros, assegurado pela CP, até à reabertura da linha.
Livração, 21 de Janeiro de 2012
Obs.: esta moção depois de aprovada e assinada pelos presentes será remetida para:
* Presidência da República
* Governo Português
* Assembleia da República
* Presidentes das autarquias de Marco de Canaveses e Amarante
* Comunicação social
A manifestação acabou, ainda, por ficar marcada por vaias dos populares ao Presidente da Junta de Vila Caiz, quando este acusou a comissão de utentes por não ter dialogado com as freguesias, a que a Comissão de Utentes respondeu que este Presidente foi contactado três vezes durante a semana e andou sempre a adiar o seu apoio.
Representantes da Comissão de Utentes puseram à consideração popular a moção que se propõe enviar ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República, e que foi aprovada por unanimidade.
José Gonçalves, porta-voz da comissão, reafirmou que aquela via-férrea, com 12 quilómetros, entre Amarante e a Livração, no concelho do Marco de Canaveses, era a ligação mais rápida e económica entre as duas localidades.
Para aquele ativista, que falava no coreto da localidade, os utentes da linha ficaram sem alternativas de transporte, sobretudo depois de a CP ter acabado, no dia 31 de dezembro, com o autocarro que assegurava a ligação desde a suspensão de circulação ferroviária na linha do Tâmega.
José Gonçalves reafirmou críticas à câmara de Amarante, acusando o seu presidente de "subserviência face ao poder central".
Sempre muito aplaudido, o porta-voz dos utentes censurou o comportamento da ex-secretária de Estado Transportes, Ana Paula Vitorino, que em 2009 ordenou o encerramento da linha para obras, comprometendo-se com a reabertura da linha dois anos depois, o que nunca veio a ocorrer.
MOÇÃO DE APOIO À REABERTURA DA LINHA FERROVIÁRIA DO TÂMEGA
Os signatários abaixo assinados, reunidos no Largo da Livração, Toutosa, Marco de Canaveses, em 21 de Janeiro de 2012, e utentes da Linha Ferroviária do Tâmega, decidem aprovar e tornar pública a seguinte moção:
Após o encerramento, supostamente temporário, da Linha do Tâmega a 25 de Março de 2009, com vista à sua requalificação e abertura no prazo máximo de dois anos, o actual Governo decidiu extinguir definitivamente esta infra-estrutura que em muito contribuía para a melhoria das condições de vida dos habitantes da região.
A centenária linha de caminho-de-ferro do Tâmega servia as populações de Marco de Canaveses e Amarante, numa região onde faltam serviços públicos fundamentais, e onde escasseiam alternativas de transportes que permitam às pessoas deslocarem-se para as escolas, empregos e outras valias que na sua freguesia não encontram.
O motivo pelo qual estava prevista uma requalificação da linha do Tâmega, prende-se, por um lado, com o facto de se tratar de uma linha antiga a necessitar de obras, mas também com o facto de serem reconhecidas as potencialidades que o caminho-de-ferro tem para dinamizar o desenvolvimento de uma região que tem um dos maiores índices de pobreza e de desemprego no país, e dessa forma contribuir para que as populações mantenham um nível de vida digno, apostando também num transporte colectivo sustentável e ecológico.
ASSIM, tendo em conta que o troço da via-férrea entre a Livração e Amarante:
* é o meio de comunicação mais económico, curto e rápido entre estas duas localidades,
* contribui para a diversificação e o aumento dos visitantes à região,
* possui uma inegável importância histórica graças aos quase 100 anos durante os quais esteve em funcionamento.
TENDO ainda em conta que:
* algumas populações servidas pelo caminho-de-ferro, não têm uma ligação rodoviária adequada, estando por isso muito dependentes da transporte ferroviário,
* a anterior decisão que havia em requalificar a linha e as expectativas que foram criadas na população,
OS SIGNATÁRIOS da presente moção solicitam aos responsáveis políticos nacionais, regionais e locais a REABERTURA da linha ferroviária do Tâmega, como via indispensável para o desenvolvimento da região e a REACTIVAÇÃO do serviço de transporte rodoviário, feito em autocarros, assegurado pela CP, até à reabertura da linha.
Livração, 21 de Janeiro de 2012
Obs.: esta moção depois de aprovada e assinada pelos presentes será remetida para:
* Presidência da República
* Governo Português
* Assembleia da República
* Presidentes das autarquias de Marco de Canaveses e Amarante
* Comunicação social
A manifestação acabou, ainda, por ficar marcada por vaias dos populares ao Presidente da Junta de Vila Caiz, quando este acusou a comissão de utentes por não ter dialogado com as freguesias, a que a Comissão de Utentes respondeu que este Presidente foi contactado três vezes durante a semana e andou sempre a adiar o seu apoio.
Nada se estranha de autarcas do PSD e do PS sempre prontos a cumprir as directivas da cúpulas partidárias lisboetas.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
património histórico
A Casa dos Magalhães é um edifício do Século XVIII, que pertencia à familia Magalhães em Amarante. Encontra-se em ruína desde 1809, quando foi incendiado pelas tropas francesas durante as 2ªs invasões francesas. Actualmente, é um dos principais pontos turísticos da cidade e também símbolo da resistência contra os invasores franceses.
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