

O jornal O Progresso de Paredes na sua edição de 12 de Abril traz a justa revolta dos utentes do Hospital Padre Américo devida ao pagamento do estacionamento nos parques internos do Hospital, medida recente de uma administração já substituída.
Ficamos a saber que o contrato de concessão prevê contrapartidas de 2,3 milhões de euros para o Hospital, que seriam aplicadas para além dos lucros da empresa concessionária, em obras de melhoramento do parque e num edifício de apoio ao hospital, no valor de 1 milhão de euros. Compreendemos então que o estacionamento pago dos utentes iria pagar uma Casa de Pessoal, com sector administrativo, creche, berçário e infantário e um auditório com 400 metros quadrados. Duvida-se da verdadeira utilidade do referido auditório, sabendo-se que o actual cumpre funções de formação de forma adequada.
Mas o mais significativo tem que ver com as justificações aduzidas pelo anterior CA do CHTS. Assim o objectivo seria “disciplinar o parque”, com alegados problemas relacionados com “abuso de estacionamento”e com “furto de bens”, com “muitas pessoas a pedirem moedinha para orientar o estacionamento”. Quem frequentava o parque sabe que o parque era seguro e em grande parte do tempo era suficiente. Temos portanto falsas razões e evidentes interesses. Esperemos que o parque pago fique vazio, e que as alternativas existentes, nas ruas laterais ou no parque do Pingo Doce sejam provisórias, até prevalecer o bom senso. E a Administração anterior seja responsabilizada pelo compromisso da concessão.
CR

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