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quarta-feira, 14 de março de 2012
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Literatura I

Sugestão de leitura
«Claraboia é a história de um prédio com seis inquilinos sucessivamente envolvidos num enredo. Acho que o livro não está mal construído. Enfim, é um livro também ingénuo, mas que, tanto quanto me recordo, tem coisas que já têm que ver com o meu modo de ser.» José Saramago
Claraboia é um livro de Saramago escrito em 1953, publicado agora e que tem os traços de uma iniciação criativa. O autor constrói uma história, ou melhor, um mosaico de histórias banais, onde se descobre a inquietação, o desejo, a esperança, a sobrevivência. São seres humanos limitados pelo seu contexto, muitas vezes resignados e abúlicos mas outras vezes interagindo no presente em busca de um futuro. É livro datado, mas nem por isso menos interessante.
CR
quinta-feira, 30 de junho de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DO LANÇAMENTO DE LEVANTADO DO CHÃO, DE JOSÉ SARAMAGO

30 anos: «Levantado do Chão» - a terra a quem a trabalha
Realizou-se organizada pelo PCP uma Sessão Comemorativa do 30.º aniversário da edição do livro «Levantado do Chão» de José Saramago, que contou com a participação de Jerónimo de Sousa, Pilar del Rio e Manuel Gusmão. Esta obra retrata a saga heróica do proletariado agrícola do Alentejo, organizado no seu partido de classe, o PCP, rumo à conquista da Reforma Agrária.
Intervenção de Pilar del Rio na Sessão Comemorativa dos 30 anos da lançamento de "Levantado do Chão" de José Saramago
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
ouvindo Beethoven
OUVINDO BEETHOVEN
Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d'aquém e d'além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juízo até ao fundo.
Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.
A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.
Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a prosa de registo, o verso acta.
Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.
José Saramago
Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d'aquém e d'além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juízo até ao fundo.
Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.
A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.
Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a prosa de registo, o verso acta.
Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.
José Saramago
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