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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

internacional - O caso da Guiné- Bissau


A Guiné-Bissau tem sido falada recentemente pelas piores razões. É considerado actualmente um Estado – falhado, sem um poder legítimo e responsável. Abundam as referências ao seu papel nas rotas do narcotráfico e do tráfico de armas. As autoridades fantoches, resultantes de um golpe de estado que derrubou um poder legítimo, comportam-se como criminosos vulgares, alheios a regras e compromissos com a comunidade internacional.

O recente episódio que envolveu a tripulação de um avião da TAP que em escala em Bissau, foi alegadamente forçado a embarcar para Lisboa 74 passageiros sírios com passaporte falso, prova a irresponsabilidade e corrupção que envolve a cúpula militar guineense. Os refugiados, de origem curda, pretenderiam chegar á Europa de Shengen via Portugal, após pagamento de altíssimos subornos na Turquia, em Marrocos e na Guiné –Bissau. 

Quem suporta a clique golpista e criminosa em Bissau? Não sendo certamente o povo, resta a compreensão das dinâmicas regionais e da influência de potências externas. Como se mantém o poder saído do golpe de 12 de Abril de 2012?

Percebamos que na Guiné-Bissau (como em Timor-Leste, na crise que derrubou ilegitimamente Mário Alkatiri) são as potências regionais quem decide. É é a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO),liderada por interesses franceses e seus aliados da Nigéria, Senegal, Costa do Marfim e Burkina Faso, quem apoia a situação vigente.
E com a bênção da ONU (o seu representante em Bissau é Ramos Horta, Prémio Nobel da Paz e ex presidente de Timor), a camarilha do General Indjai, do Almirante Bubo Na TChuto, com apoio político de Kumba Ialá, adia a reposição democrática da legalidade e da normalidade, colocando os guineenses na situação de vítimas inocentes das suas lideranças

CR

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