A Sérvia não cometeu genocídio na Croácia, durante as guerras da ex-jugoslávia. É o que o Tribunal Penal Internacional decidiu, pondo fim à queixa apresentada pelas autoridades croatas.
A Croácia exigia da Sérvia o pagamento de uma indemnização pela guerra que durou de 1991 a 1995 e fez mais de 15 mil mortos. O episódio mais negro aconteceu com a tomada de Vukovar pelo exército jugoslavo em novembro de 1991. Em apenas três dias, mais de 2500 croatas foram mortos.
O TPI, sediado em Haia, na Holanda, afastou também o cenário inverso, ao rejeitar as acusações de genocídio que a Sérvia fazia sobre a Croácia. O presidente do TPI, Peter Tomka, concluiu que foram cometidos múltiplos crimes de guerra por parte de ambas as partes, mas nenhuma delas teve intenção de praticar um genocídio.
O TPI mostrou o seu
papel como um instrumento de legitimidade da agressão capitalista e
imperialista. Mais de 20 anos após os trágicos acontecimentos na ex-Jugoslávia,
o TPI decide agora de acordo com a lógica de “não fazer ondas” entre povos que
sofreram uma guerra fratricida, sobretudo alimentada pelos Estados Unidos da
América e pela Alemanha. Independentemente do conteúdo jurídico da decisão
tomada, importa realçar que o TPI não analisou o processo histórico, os apoiantes
da tese da superioridade ética, e mesmo os divulgadores acesos de falsas “estratégias
de genocídio”, como a ex- Procuradora do TPI Carla del Ponte. O TPI não analisou também os responsáveis de
bombardeamentos cruéis da NATO sobre território sérvio, nem a política de
segregação étnica da população sérvia na província da Krajina, no actual
território croata.
O actual TPI
(bonzinho e sensato) é o mesmo TPI (parcial e militante da guerra) de outrora.
Mudaram apenas as circunstâncias, nomeadamente o poder político e militar da
Rússia.
CR
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