A fraude envolve expropriações em autoestradas. Crime de
corrupção e participação económica em negócio. Os envolvidos: João Malheiro
Romão, ex. engenheiro da Brisa, coordenador do Núcleo de Expropriações Norte da
Brisa e grupos de empresários da construção civil. O Jornal de Notícias explica
como: através de expropriações de áreas superiores á área abrangida pela
declaração de utilidade pública, através de expropriações desnecessárias ou de
benfeitorias não documentadas, o eng. Romão sinalizava o negócio que permitiu
13 milhões de euros indevidos a compradores de terrenos. Dos concelhos de S.
João da Madeira, Espinho, Feira, Gaia, Gondomar, Valongo e Paredes. Para a A32,
A41, A43.
Quem perdeu? Os proprietários originais dos terrenos, participantes
em “expropriações amigáveis”, contra os seus interesses, as concessionárias
como a AutoEstradas do Norte Litoral, e o Estado. Quem lucrou com a fraude? O próprio
Eng. Romão, certamente com uma choruda “comissão”,
os empresários que compraram mais de 100 terrenos, e o PSD. Mas porquê o PSD,
perguntarão alguns? O testa-de -ferro da fraude é Victor Baptista, empresário
de Sandim, Gaia, ligado a empresas de contabilidade e construção civil, autarca
em Gaia pelo PSD, dirigente desportivo do clube Modicus.
A PJ está em campo procurando em habitações provas comprometedores,
o eng. Romão está em quinta do Alto Minho, entretanto comprada, a produzir
vinho e o bem falante Victor Baptista está… no PSD!
CR
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