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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Costa a ponta de lança...


A Câmara Municipal de Lisboa aprovou uma proposta para perdoar uma dívida de 1,8 milhões ao Benfica, além de um pedido para legalizar edifícios construídos sem respeitarem as condições legais.

Em causa está a Taxa pela Realização, Manutenção e Reforço de Infraestruturas Urbanísticas (TRIU), que a Câmara Municipal de Lisboa (CML)  impõe a obras de ampliação de edifícios ou de suas fracções. A autarquia, em reunião de câmara, aprovou esta quarta-feira uma proposta para isentar o clube dos cerca de 1,8 milhões de euros que devia à câmara no âmbito desta taxa.

Porquê? Não se sabe. O que é conhecido, escreveu o Público, após consultar o processo, é que várias infraestruturas pertencentes ao Benfica estão em situação ilegal. São pelo menos sete: dois espaços comerciais, um equipamento desportivo, um balneário, duas bilheteiras e “o edifício que alberga as piscinas, o pavilhão e o museu”. Ao todo, este edifício cobre uma área de 18 mil metros quadrados.

O problema estará no facto de as construções não terem respeitado as condições do alvará de loteamento que, em 2004, a autarquia emitiu para autorizar estas obras. Ou seja, todos os edifícios foram construídos com características que não estavam previstas — e para as quais uma “alteração de licença de operação de loteamento” também só foi aprovada esta quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015. Apenas o Estádio da Luz estará legalmente licenciado.

O pedido que deu origem a esta alteração de licença, aliás, foi enviado pela Benfica Estádio, empresa detentora dos terrenos onde se erguerem os edifícios, em Abril de 2014. Logo, dez anos após a emissão da licença original. Além de legalizar os edifícios já existentes, o pedido visa igualmente uma autorização para construir novas infraestruturas, num total de 38 mil novos metros quadrados.

A proposta, aprovada em reunião de Câmara da autarquia, recebeu os votos contra do PSD, CDS-PP, PCP, a par do voto desfavorável de uma vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, noticiou o jornal Público.

Costa agora diz que compete á Assembleia Municipal resolver uma “divergência de entendimento entre os serviços camarários” e o Benfica. Costa lava as mãos como Pilatos, escondendo-se por trás de decisão de um órgão a que não pertence. Lamentável.

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