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sexta-feira, 28 de março de 2014

CAPITALISMO PARA TOTÓS - COLABORADOR

Colaboradores - termo que designa o conjunto das assalariados de uma empresa, independentemente do regime contratual. No essencial, mascara duas dimensões fundamentais das relações sociais capitalistas: a do trabalho e a da exploração.


O colaborador colabora, não trabalha.

O colaborador colabora, não é explorado.

Além disso, o termo não comporta uma dimensão contratual ou referente a relação estável, antes faz uma remissão subentendida para uma situação volátil. O empregado ou trabalhador estão relacionados com o exercício de uma profissão, de um ofício ou de um conjunto de tarefas que exigem determinada perícia. Já o termo colaborador induz uma concepção amorfa, não especializada e efémera. Colaboras hoje, podes não colaborar amanhã.

A colaboração, "co-laboração", contém ainda um significado que sugere voluntarismo e cooperação entre partes iguais, quando na realidade, no contexto capitalista, a relação laboral é de parasitismo e não de cooperação. Apesar de todo o processo produtivo ser cooperativo, porque o é de facto, as relações sociais que o conformam são de exploração entre patrão e trabalhador e, muitas vezes, de competição entre trabalhadores.

Com este termo, o capitalismo alimenta a ideia de que não existe confronto de interesses entre as classes exploradas e exploradoras, num ambiente de colaboração e não de exploração. Mas talvez ainda mais importante, é a forma como neutraliza termos e vocábulos que são utilizados como identificadores de determinadas classes: trabalhadores, operários, proletários. Com esta manipulação dos termos, o capitalismo alimenta a ilusão de que esses termos são coisas do passado e assim esvazia o universo ao qual se aplica a doutrina revolucionária, que é precisamente a esse conjunto.

Miguel Tiago

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FASCISTAS, NÃO OBRIGADA!



Para os que andam a endeusar este tipo de raciocinio e linguagem, não percebendo a serpente que sai do ovo, FASCISMO NUNCA MAIS!

domingo, 22 de julho de 2012

o medo de um simbolismo contestatário


Londres 2012: proibido o uso de t-shirts do Che Guevara


Os organizadores dos Jogos Olímpicos proibiram a entrada nos recintos desportivos de t-shirts com o Che Guevara

Á medida que se aproxima o início dos Jogos Olímpicos vai-se conhecendo as estritas normas de segurança que se implementarão nos estádios onde se realizem atividades desportivas.
As medidas mais recentes estabelecem que os espectadores não poderão entrar nos recintos com t-shirts do Che Guevara nem com qualquer peça de vestuário que contenham mensagens ou expressões políticas de qualquer tipo.

Entre outros objetos, também não se poderá entrar nos Jogos com bolas, câmaras fotográficas com lentes de largo alcance, matracas, guarda chuvas e garrafas de água, segundo a lista que publica o diário britânico Daily Mail.

As proibições são estritas e formam parte das normas de segurança que implementarão as forças de segurança que protegerão os desportistas envolvidos nos Jogos Olímpicos.

Por causa destas medidas o comité organizador foi criticado que também abarca a proibição de dormir ao ar livre que, se considera, poder ser utilizado para organizar uma sabotagem ou atentado.Também não se poderá circular com quantidades excessivas de alimentos. A organização estima que os lugares oficiais destinados a isso serão suficientes.


La Nación

A burguesia inglesa revela forte medo das simbologias contestatárias. A burguesia inglesa, neste actual momento histórico, tem medo da livre expressão do pensamento, habituada á "zona de conforto" do controlo ideológico férreo dos jornais do sr. Murdoch, e á diversão alienante dos jornais "populares" de grande tiragem. No Reino de sua Majestade, tudo o que contesta o sistema é eliminado ou á bomba (como nas diversas aventuras do imperialismo) ou apagado pela censura.

A burguesia inglesa é das mais activas em apoiar o anti-comunismo, e o verter na lei em muitos países.

A burguesia inglesa é das mais activas em reescrever a história, apagando crimes inenarráveis do seu passado colonial. O actual acontecimento desportivo é um pretexto. Mas a Terra move-se e o CHE (como outros) está sempre PRESENTE!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

D. JANUÁRIO TORGAL - "TENHO VERGONHA DESTE PAÍS"

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2000827 (em 11 de setembro de 2011)

Em entrevista à TSF, o bispo das Forças Armadas e Segurança considera que «as pessoas estão desapossadas da sua dignidade», pede um um «compromisso competente» do Governo com os sectores mais frágeis da sociedade portuguesa e defende mais liberdade para o interior da Igreja. Uma entrevista realizada por Manuel Vilas Boas, na sequência do 27º Encontro de Pastoral Social, realizado em Fátima.

terça-feira, 3 de julho de 2012

TEXTO ANTIGO

COM ESTRONDO

Soubemos recentemente de factos significativos: a entrada em falência da PORTUGÁLIA, empresa de transporte por avião do grupo Espírito Santo, as dificuldades enormes da AIR LUXOR, outra companhia privada de aviação e o encerramento do semanário O INDEPENDENTE.
Importa dizer algo. As razões parecem idênticas em todos os casos e radicam nos prejuízos da sua actividade.

A PORTUGÁLIA surgiu no mercado da aviação civil numa lógica concorrencial da TAP. Assistia-se então a um discurso político e económico que sublinhava as vantagens da abertura do sector aos interesses privados e a superioridade de uma gestão privada, economicamente mais salutar numa empresa de referência.
A empresa acumula agora prejuízos e tornou-se economicamente inviável. Curiosamente surgem informações que dão conta da possível participação da TAP no capital social da Portugália por pressão do governo. Será que vamos ter mais uma vez o Estado a cobrir os prejuízos do privado?
A AIR LUXOR praticava preços muito competitivos e estendia a sua acção preferencialmente a rotas africanas, com o propósito de gerir aeroportos em S. Tomé e na Guiné e portanto controlar hegemonicamente o sector nessas paragens de África.
Agora é o caos completo, a desresponsabilização completa pelos compromissos comerciais, a ausência de perspectiva de normalidade.

Já quanto ao O INDEPENDENTE, construído pela cabeça e ambição da dupla Miguel Esteves Cardoso/Paulo Portas, devo relembrar que alguma da cega e nefasta ideologia dominante no final do século XX, o neoliberalismo, apareceu sempre longamente vertida nas suas páginas. Era uma fortaleza de certezas e discursos moralizantes. Era um eficaz instrumento de intervenção na vida portuguesa pela óptica e prosápia de uns quantos capitães da indústria da comunicação.
Agora jaz inútil. Por isso, não verterei qualquer lágrima pelo seu desaparecimento físico, para além do lamento pela perda de locais de trabalho.
A vida vai difícil. Mas, não por acaso, os mitos do liberalismo caem por vezes estrondosamente.

CR

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

a claque dos ULTRAS



Sabem os entendidos nestas coisas da economia, que Milton Friedman, economista norte-americano, Nobel da Economia (o que é mais uma prova de que o Nobel tem alguma tendência para cair no esgoto) foi um dos principais cérebros do monetarismo e do mais frio neoliberalismo... um eufemismo para designar o “capitalismo selvagem”.


Diz a História que Milton Friedman deixou a sua marca na governação de Nixon e Donald Reagan. Diz a História que ele e os seus “Chicago Boys”, nome porque ficaram conhecidos os seus cúmplices/discípulos, foram os cérebros da governação económica do ditador e assassino chileno Augusto Pinochet.


São já várias as ocasiões em que alguns dos nossos jornais, revistas e blogs, me informam de que Milton Friedman é também uma espécie de guru ideológico do nosso narcótico ministro das finanças, Vítor Gaspar.


(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

a luta ideológica

Brasão de armas da União Soviética
Soldado soviético hasteia a gloriosa bandeira vermelha sobre as ruinas do Reichstag alemão em Maio de 1945

Por também eu ser "contrário á ordem pública e aos bons costumes", segundo o acordão do "tribunal" de "justiça" da União Europeia, que proibe o uso do brasão da União Soviética como marca registada, tal como os camaradas do Blog Anti-Troll Urbano eu desafio:

VÁ LÁ, PROCESSEM-ME!!!!!!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Verdade Escondida - George Carlin



George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 1937 — Santa Monica, 22 de junho de 2008) foi um humorista, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. A sua mais polémica rotina chamava-se "Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão", o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.

Até meados da década de 1960, Carlin manteve uma imagem tradicional, com fato e cabelo curto. Depois, ao escrever novo ato, decidiu deixar crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares.

Aplaudido por vários colegas, como Lewis Black e Bill Maher, George Carlin chegou ainda a participar em vários filmes e séries de TV. Dobrou ainda filmes de animação, como Carros e outros.

Em 22 de Junho, 2008, Carlin deu entrada no Hospital Saint John's Health Center em Santa Monica, California, com dores no peito, vindo a falecer naquele dia às 5:55 p.m. Carlin tinha 71 anos. Sua morte ocorreu uma semana após sua última apresentação no Orleans Hotel e Casino de Las Vegas. Seguindo seus pedidos, Carlin foi cremado e suas cinzas espalhadas sem qualquer serviço de homenagens publicas ou religiosas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A PROPÓSITO DA ABERTURA DAS GRANDES SUPERFÍCIES AO DOMINGO DE TARDE


*bosser=trabalhar


Os cartazes são europeus , mas a luta é a mesma: NÃO AO TRABALHO REGULAR AO DOMINGO.
Lutemos contra a DITADURA DOS CONSUMIDORES e a favor da DEMOCRACIA DOS CIDADÃOS.