A coisa “sirizou”. Como
se previa. Como a União Europeia ambicionava. A novidade messiânica outrora surgira
como um cometa de esperança. Tsipras inventara o que outros talvez envelhecidos
ou realistas não alcançariam. Depois foi um referendo traído, uma recusa da
austeridade traída, as mentiras quotidianas, a submissão, o bom aluno, a
desilusão. Tudo desapareceu na bruma. A “esquerda radical” deu lugar á “direita
de sempre”. Sem lastro ideológico, num pragmatismo de curto prazo, remetido a
um asséptico produto eleitoral, a “esquerda radical” nada mudou, incluindo o perverso
sistema eleitoral que dá um bónus de 50 deputados a quem chegar primeiro no escrutínio
das urnas. A liderança da Grécia tem novamente um clã familiar, um filho de
antigo primeiro ministro a governar. Até nisso o Siriza falhou redondamente. E
agora? Recuperar a estratégia anterior?
CR
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