um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

segunda-feira, 30 de julho de 2018

frase do dia

“Tenho esta tranquilidade imensa de continuar a fazer política da forma como aprendi: procurar resgatar o que de mais nobre tem a política, que é servir os interesses dos trabalhadores e do povo e não me servir a mim próprio”, afirmou Jerónimo de Sousa, secretário-geral comunista, após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Num primeiro momento, Jerónimo recusou-se a falar sobre a demissão de Ricardo Robles de vereador do BE na Câmara de Lisboa, devido à polémica com a compra de um prédio em Alfama, dizendo que não foi esse o tema da audiência com Marcelo e até se afastou ligeiramente do microfone. Mas depois, questionado sobre os riscos “sistémicos” de o PCP também ser afetado pelo caso, o secretário-geral do PCP respondeu com ar grave e rematou com a frase: “Eu tenho a consciência perfeitamente tranquila.”

terça-feira, 24 de julho de 2018

NOTICIA DO CIRCO

O ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Pedro Santana Lopes foi esta segunda-feira eleito académico honorário da Academia Portuguesa da História (APH). A Academia Portuguesa de História distingue-se da de Alcochete por ter entrada livre e portanto não ser escrutinada pela Juve Leo.


quarta-feira, 18 de julho de 2018

NATO & CIA & Macedónia


A antiga República jugoslava da Macedónia devia celebrar, a 14 de Julho de 2018, a abertura das suas negociações de adesão à OTAN. Para a Aliança, esta adesão é tanto mais importante quanto, tal como os Gregos, a maioria dos Macedónios são ortodoxos e, portanto, culturalmente próximos dos Russos.
Foram organizados 15 concertos «We love NATO» («Nós amamos a OTAN») pelo Partido Socialista do Primeiro-ministro, Zoran Zaev, e deviam ter sido retransmitidos pela televisão pública. No entanto, na  aausência de público, os concertos e a emissão foram cancelados à última hora.
Os Macedónios lembram-se da guerra montada pela OTAN contra o seu vizinho sérvio, na sua província kosovar e da vaga migratória, organizada pela Aliança, que precedeu a intervenção e serviu para a justificar.
De maneira a prevenir a construção de um gasoducto russo alimentando a União Europeia, a CIA havia tentado organizar um golpe de Estado, em 2015, a favor de Zoran Zaev [1]. Esta operação falhou, mas Zaev conseguiu chegar ao Poder, em Maio de 2017, graças à incapacidade dos nacionalistas em constituir um governo maioritário.
Para levar o seu país a aderir à OTAN e à União Europeia, Zoran Zaev obteve o apoio do seu homólogo grego, Aléxis Tsípras, prometendo-lhe, a 17 de Junho de 2018, mudar o nome do seu país para «Macedónia do Norte» (embora a província grega da Macedónia não se passe a chamar «Macedónia do Sul») e eliminando toda e qualquer referência oficial a Alexandre o Grande (por exemplo, mudando para tal o nome do aeroporto de Skopje e destruindo as suas estátuas). Assim, uma cerimónia foi organizada na Grécia pelas Nações Unidas (foto).
Os nacionalistas do VMRO-DPMNE (coligação que apoiara a eleição do Presidente da República, Gjorge Ivanov (independente), denunciou o caso como sendo uma «capitulação».