um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
poema
Elogio da Dialéctica
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
BERTOLD BRECHT
domingo, 28 de outubro de 2018
Frase
O presidente Trump deu por boas as explicações do “Príncipe da Morte” da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, que se graduou ao passar de cortar mãos e cabeças nas praças públicas a esquartejar corpos em consulados mo estrangeiro, o caso de Jamal Kashoggi.
James Petras
James Petras
domingo, 21 de outubro de 2018
NAS MÃOS DOS FACILITADORES
São impunes devido à sua invisível
actuação. Só são expostos quando se excedem na ganância.
Antigamente discutiam-se na
politica os suspeitos de “relações promíscuas”. A ética republicana perguntava
a todos os governantes de onde vinham, que interesses defendiam e de que acções
se responsabilizavam. A César não bastava ser sério, era preciso parecê-lo.
Agora chamam-se com orgulho de “facilitadores políticos”. São políticos/advogados
de certos negócios, chegando ao Poder, “testas de ferro”, sempre suspeitos em
uma qualquer avaliação de conflito de interesses. Pedro Siza Vieira, o novo Ministro
da Economia, é um deles. Manuel Pinho era um deles. E deu o que deu.
No ovo, o simples esquema do
outsourcing legislativo por parte do Estado. Diz-se (e repete-se até á
exaustão) que o Estado não tem hnow-how para legislar sobre certos assuntos,
capacidade para defender os seus interesses. Diz-se que a prata da casa não é
suficiente ou competente para a “complexidade“ da decisão politica. Daí aparecem
as sociedades de advogados, a Sérvulo Correia Associados, ou outras, a substituir
as direcções gerais, com "alçapões" legais invisíveis, que apenas o
seu criador conhece e pode vender a clientes seus, como soluções suas. “ Eu tenho um produto, uma Lei, que o
Estado adopta mas conheço certos “buracos” na Lei para os quais só eu conheço a
“solução”. E que vendo. Percebem?
Na origem destes processos estão as privatizações
maciças de sectores estratégicos, as parcerias público-privadas e de tantas
outras engenharias neoliberais, numa economia marcada pelos velhos e novos
nexos entre finança e construção, ou
seja, pela financeirização. Na origem destes processos está a integração
europeia, a globalização, o imobiliário, a circulação de capitais.
A Secretária de Estado
do Turismo é uma facilitadora. Em plena greve na Ryanair, Ana Godinho decidiu ir a Dublin tirar uma fotografia
com a encarnação multinacional da precariedade laboral. Muitos
de nós testemunhamos a arrogância de Michael O’Leary para com a Assembleia da
República. A falta de respeito, a prepotência patronal, é estimulada por
governantes que não se dão ao respeito. E que não respeitam as regras básicas
da ética republicana. São os facilitadores.
CR
terça-feira, 16 de outubro de 2018
sábado, 13 de outubro de 2018
FOICEBOOK: Os escravos da dívida...
FOICEBOOK: Os escravos da dívida...: Os escravos da dívida de alguns países da UE em comparação com a Alemanha Source des données : tradingeconomics.com Institut Molinari ...
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