A diferença entre os comunistas e os
outros também se vê nas derrotas. Não nos dedicaremos a fazer rolar cabeças,
mas a aprender e a avaliar onde e em que falhámos. Para juntos podermos ser
mais fortes.
Moro em Setúbal, cidade a quem sempre dei
o que tinha e da que sempre recebi mais do que precisava. As pessoas da minha
cidade, uma vez mais, deram a si próprias o que mereciam: uma gestão de
comunistas, ecologistas, participada por todos e muitos sem partido.
Mas os resultados por aí fora demonstram
que temos sempre muito a aprender e que não existem limites para a exigência
que nos é colocada enquanto comunistas no poder local, na vida sindical e na
vida política nacional. Não nos podemos dar ao luxo de falhar. Não podemos,
porque o que nos é exigido é incomparavelmente superior ao que se exige a
qualquer um dos nossos adversários políticos. E não podemos falhar, acima de
tudo, porque a nossa exigência perante nós próprios é, e deve ser, olímpica.
Estar ao lado das tuas lutas, onde quer
que sejam, é o nosso compromisso. Dirigi-las para a luta maior, pelo socialismo
e o comunismo é a nossa razão de ser e de existir. Com o poder fá-lo-emos
melhor e mais rapidamente mas sem ele não deixaremos de o fazer em momento
algum. Este partido superou as mais duras provas, dos tempos em que não
existiam sequer eleições, e superará com redobradas forças os desafios do
agora.
É isso que me alegra. Saber que estou no
colectivo poderoso que luta pelo objectivo político que é o sonho mais antigo
da humanidade: uma sociedade em que ninguém, mas mesmo ninguém, possa olhar de
cima para baixo para outro alguém, uma sociedade horizontal, de todos, de poder
popular, o socialismo e o comunismo. E alegra-me saber que, antes de lá chegarmos,
estaremos, independentemente dos resultados de qualquer eleição, já amanhã, no
poder ou na oposição, novamente ao teu lado quando o patrão te entalar, quando
a freguesia não te apoiar e a câmara te falhar ou o governo te lixar.
Miguel Tiago
Sem comentários:
Enviar um comentário