(Informação do
Público)
A Câmara de Paredes
está impedida de receber fundos comunitários até ao montante total de 6 milhões
de euros, depois de ter sido relatada alegada fraude na aplicação de verbas
europeias em várias empreitadas de construção e apetrechamento de centros escolares
no município. O atual Presidente da Câmara Alexandre Almeida vai solicitar uma
auditoria á Inspeção Geral de Finanças e vai reunir na próxima semana com o
Secretario de Estado do Desenvolvimento e Coesão.
O Organismo Europeu
de Luta Anti Fraude (OLAF) investigou e elaborou relatório relativamente aos
contratos de adjudicação relativos a 4 centros escolares: Duas Igrejas,
Sobreira, Recarei e Vilela. Do relatório:
“suspeitas de fraudes com milhões da União Europeia” e “favorecimento de um
conjunto de empresas de confiança do Presidente da Câmara Celso Ferreira”. A
proposta do OLAF: devolver 8,39 milhões de euros de ajudas comunitárias. O
processo transita pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região
Norte e pela Autoridade de Gestão do Norte 2020. Afinal a devolução em causa
será de 2,9 milhões de euros. Mas… há os outros nove centros escolares; Mouriz,
Gandra, Lordelo n.º1, Rebordosa n.º1, Baltar, Sobrosa, Bitarães, Cête. As mesmas
alegadas fraudes: mais 3,1 milhões de euros.
O total atinge assim os 6 milhões
de euros da notícia.
(Breve
comentário)
Esta notícia
recente, de cuja veracidade factual não duvido, sinaliza um quadro grave de
exercício de Poder e tem sérias consequências. Não basta, como faz Celso
Ferreira, afirmar que o processo está atualmente nos tribunais, a ser julgada
contestação elaborada pelo anterior Executivo. Importava saber por que não foi
transmitida toda a informação em tempo oportuno, nomeadamente aos vereadores do
Executivo e aos membros da Assembleia Municipal de Paredes de então. Eles são
responsáveis politicamente pelas suas decisões em sede de Orçamentos. Relembro
também os “padrinhos” oficiais dos vários Centros Escolares, personalidades
ilustres com dimensão nacional da política. Também eles certamente exigirão um
esclarecimento absoluto sobre a entrada em funcionamento dos Centros Escolares.
E, por último, alguma da classe política de Paredes que esteve presente em atos
e decisões do tempo passado, como na aprovação da Carta Educativa, cúmplices
prováveis das alegadas fraudes, mantêm-se no ativo no tempo presente.
CR
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