(ou como a História se virou contra o agressor)
Em 9 de outubro abriu uma nova linha marítima entre a China e Trípoli, no Líbano, duplicando o volume de produtos vindos da China para esse país. A primeira operação foi feita por um navio porta contentores chamado CMA CGM Congo. “O navio é o primeiro a transportar 10.000 contentores. Descarregará 1.000 contentores no porto de Trípoli para o mercado local e o resto irá para outros portos da região”, disse Ahmad Tamer, gestor do Porto de Trípoli.
A nova linha chama-se Beks e segundo Tamer caracteriza-se pela capacidade de utilizar navios de carga de grande tamanho que podem atingir os 50 metros de largura e 300 metros de comprimento. Ele afirmou igualmente que o desenvolvimento do porto e o negócio entre países resultou dos esforços do Líbano e da ajuda da China no plano de desenvolvimento, nomeadamente na reabilitação pela China do porto ocorrida desde 2012 e na criação de terminal com guindastes chineses capazes de levantar e transportar mais de 700 contentores diários.
Sabendo que Trípoli fica na costa do Mediterrâneo a 30 km da fronteira libano-síria e que em 2017 a China já estava presente em 80% do comércio externo da Síria, compreende-se a importância desta linha marítima na reconstrução da Síria. Com a Rússia em considerável esforço de assistência militar global, a China assume-se como um grande actor económico da região e aparece com volumoso suporte económico.
Entretanto desenvolve-se uma forte cooperação Chinesa-Iraniana, nomeadamente com a retirada dos interesses petrolíferos da Total francesa no Irão, assustados pela ameaça de sanções americanas e que foram substituídos por interesses estatais chineses. Compreende-se portanto as irritações e agressões verbais dos EUA e de Israel, perturbados com a influência real de russos e chineses na região. O próximo passo da China será reforçar relações económicas no Iraque. O próximo passo de israelitas e americanos é sabotar este processo, utilizar todos os recursos (ideológicos, falsas notícias, subornos). Incluindo com o recurso á guerra.
CR
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