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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

FRAGMENTOS DA HISTÓRIA



Em 22 de Fevereiro de 2003 os deputados da CDU na Assembleia Municipal de Paredes Juvilte Madureira e Álvaro Pinto apresentaram na sessão dessa Assembleia uma Moção de oposição e protesto contra a guerra em preparação, que culminaria com a invasão do Iraque. Relembro a Moção:

Assistimos à iminência de uma guerra de agressão dos Estados Unidos contra o Iraque com gravíssimas consequências para os martirizados povos iraquiano e palestiniano e para os povos de todo o mundo.  Importa intensificar a luta para impedir o seu desencadeamento e defender a paz.
É sabido que a Administração Bush tem como verdadeiros objectivos que pretende alcançar com esta psicose militarista e com a escalada agressiva a pilhagem e controle de importantes reservas petrolíferas, o domínio de uma região com enorme importância estratégica, a hegemonia nas relações internacionais, um escape para a crise económica e financeira dos Estados Unidos.
É nesse sentido que a guerra dita preventiva é ilegítima, imoral, ilegal e injusta.
O nosso País não pode ser envolvido no plano político ou logístico nesse esforço de guerra, tal como pensa a esmagadora maioria dos portugueses.
Não será em nome da humanidade que países serão invadidos, civis serão bombardeados, mais crianças serão mortas, deixando que a história se escreva sobre as tumbas de desconhecidos. Não serão as nossas bocas as que pelo medo se calarão.
A Assembleia Municipal de Paredes… acompanha o vasto movimento de oposição e protesto popular em todo o mundo contra a guerra em preparação. Expressa deste modo o mesmo sentimento que mobilizou milhões de cidadãos em todo o mundo no dia 15 de Fevereiro, Afirma esta Assembleia de forma inequívoca: Paremos a guerra antes que comece!

A Moção foi rejeitada por PS e PSD. O PS através de Carlos Gonçalves reafirmou a “confianças nas instituições” (que apoiaram a invasão) e o PSD através de Pereira Leite afirmava que a “paz não pode ser conseguida com atitudes dúbias” (e portanto apoiava a invasão).
Conhecem-se hoje as consequências da aventura de Bush, Blair, Aznar e Barroso. Também localmente houve cúmplices. E gente bem avisada.
A 4 de Abril a JS promoveu um útil debate com as forças políticas do Concelho sobre o tema. O PS evoluíra entretanto e através de José Sá manifestava-se ampla e fundamentadamente crítico da invasão. A direita permanecia enredada no seguidismo norte-americano.  As mortes e a destruição estavam no início.

CR

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