Em 22 de Fevereiro de
2003 os deputados da CDU na Assembleia Municipal de Paredes Juvilte Madureira e
Álvaro Pinto apresentaram na sessão dessa Assembleia uma Moção de oposição e
protesto contra a guerra em preparação, que culminaria com a invasão do Iraque.
Relembro a Moção:
Assistimos
à iminência de uma guerra de agressão dos Estados Unidos contra o Iraque com
gravíssimas consequências para os martirizados povos iraquiano e palestiniano e
para os povos de todo o mundo. Importa
intensificar a luta para impedir o seu desencadeamento e defender a paz.
É
sabido que a Administração Bush tem como verdadeiros objectivos que pretende
alcançar com esta psicose militarista e com a escalada agressiva a pilhagem e
controle de importantes reservas petrolíferas, o domínio de uma região com
enorme importância estratégica, a hegemonia nas relações internacionais, um
escape para a crise económica e financeira dos Estados Unidos.
É
nesse sentido que a guerra dita preventiva é ilegítima, imoral, ilegal e
injusta.
O
nosso País não pode ser envolvido no plano político ou logístico nesse esforço
de guerra, tal como pensa a esmagadora maioria dos portugueses.
Não
será em nome da humanidade que países serão invadidos, civis serão
bombardeados, mais crianças serão mortas, deixando que a história se escreva
sobre as tumbas de desconhecidos. Não serão as nossas bocas as que pelo medo se
calarão.
A
Assembleia Municipal de Paredes… acompanha o vasto movimento de oposição e
protesto popular em todo o mundo contra a guerra em preparação. Expressa deste
modo o mesmo sentimento que mobilizou milhões de cidadãos em todo o mundo no
dia 15 de Fevereiro, Afirma esta Assembleia de forma inequívoca: Paremos a guerra antes que comece!
A Moção foi rejeitada
por PS e PSD. O PS através de Carlos Gonçalves reafirmou a “confianças nas
instituições” (que apoiaram a invasão) e o PSD através de Pereira Leite afirmava
que a “paz não pode ser conseguida com atitudes dúbias” (e portanto apoiava a
invasão).
Conhecem-se hoje as consequências
da aventura de Bush, Blair, Aznar e Barroso. Também localmente houve cúmplices.
E gente bem avisada.
A 4 de Abril a JS
promoveu um útil debate com as forças políticas do Concelho sobre o tema. O PS evoluíra
entretanto e através de José Sá manifestava-se ampla e fundamentadamente
crítico da invasão. A direita permanecia enredada no seguidismo norte-americano.
As mortes e a destruição estavam no
início.
CR
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