A Presidência
Participativa organizada pela CM Paredes realizada em Cete constitui-se em ato
importante no contexto local. Com ela pretender-se-ia aproximar os eleitos com
funções executivas das populações, seus anseios, suas dificuldades e mesmo suas
dúvidas, num diálogo útil para as freguesias. Em Cete não foi certamente
diferente. Após um período de visitas a instituições, equipamentos e fábricas,
o Presidente da Câmara e alguns vereadores PS estiveram presentes em sessão
pública muito participada na sede da Junta.
Foram apresentados
alguns projetos em início ou a executar no futuro. Destaco como positivo o
Parque de Lazer. Foi o público informado que a questão da água e saneamento
(problema gravíssimo!) no Sul do Concelho vai ser assumida pela CM através da
renegociação do contrato com a concessionária BeeWater. Foram prometidas obras
nomeadamente passeios em estradas importantes. Há razões para esperar uma outra
atenção para os seus mais de 3.000 habitantes.
Mas destaco alguns “esquecimentos”
do Executivo PS. Não se falou uma única vez do Rio Sousa, nas suas
potencialidades e na salvaguarda da sua existência como ecossistema vivo. E quanto
ao Mosteiro de Cete, monumento nacional emblemático, não há uma única ideia da
sua valorização. Atrevo-me a dizer ser talvez o monumento classificado em todo
o país, com menor atenção dos poderes públicos. Acresce a sua localização em
espaço ambiental verdadeiramente inigualável. Contudo a degradação e a não
valorização persistem numa letargia de anos.
Reduzir como faz
Alexandre Almeida os problemas do Mosteiro á limpeza do exterior ou dos silvados
das bordas das ruas de acesso é caricato. Mas não se preveem ou anunciam expropriações
ou obras de reabilitação dos claustros por exemplo. Infelizmente Cultura, História
e Património não fazem parte do ideário socialista paredense.
Uma muita pequenina referência
final para as provocações do recém-convertido “socialista” cetense. Ser grande
não é sinónimo de ser grande coisa.
CR
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