As primeiras vítimas em Portugal
da infecção pelo COVID-19 são, não o esqueçamos, pessoas normais que certamente
dispensariam o protagonismo da atual pandemia. Imagino a consciência que
possuem da sua precária situação, clinica e social. Imagino o injusto
sentimento de culpabilidade que transportam nestes dias.
Por isso expresso-lhes
a minha solidariedade, atenta às
circunstancias. Pessoas bem formadas, pessoas de bem, desejam-lhes uma rápida
convalescença clinica e uma talvez mais tardia reabilitação social. São tão
necessários, tão imprescindíveis como nós. Neles haverá sempre a fragilidade
humana. Mas também haverá a capacidade de superação. Não será o isolamento
terapêutico que destruirá o espirito de gente guerreira.
CR
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