Desconhecendo-se a data exata de fundação do Mosteiro medieval (séc. X?), parece ser pelo menos consensual a sua reedificação por D. Gonçalo Oveques no séc. XI. No século XII o mosteiro recebe carta de Couto de D. Teresa e adere à regra de São Bento e aos costumes cluniacenses. No período final da Idade Média (Sécs. XIII/XIV), ocorre uma profunda reforma na igreja por iniciativa do abade D. Estêvão. Na centúria de quinhentos são feitos restauros de que resultaram, entre outros. o atual claustro, a torre ameada e o botaréu da frontaria. No século XVI, Afonso III anexou o mosteiro, até então ocupado apenas por beneditinos, ao Colégio de Nossa Sra. da Graça de Coimbra, dos Eremitas de Santo Agostinho, para o que obteve bula papal. Frei Luís de Montóia, graciano, eremita e confessor da casa real, foi nomeado comendatário de Cete, tendo depois legado a comenda à sua Ordem. Em 1613 morre o último dos frades beneditinos e o convento passa a estar ocupado apenas pelos regrantes de Santo Agostinho. Em meados do séc. XVIII já só havia dois monges a assegurar o serviço religioso na localidade. A extinção das ordens religiosas no século seguinte (1834) seria a machadada final na vida monástica do cenóbio.
Os restauros e intervenções de conservação ocorreram em 1881/1882
(reparação do telhado, reparação do altar-mor, …), nas décadas de 30
(remoções, reconstituições, …) e 90 do Séc. XX (conservação, arranjo,
limpeza,….). Foi decretado Monumento Nacional a 16 de Junho de 1910
(DG n.º 136, de 23 junho 1910). Passa a ser tutela do IPPAR na década de 90,
integrando a Rota do Românico.
CR


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