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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Colômbia: Serão divulgados nomes dos negociadores do processo de paz

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, divulgará hoje os nomes dos negociadores do processo de paz nesse país sul-americano, oficializado ontem pelo Governo e pela guerrilha.
Esse anúncio será realizado às 08:00 hora local mediante um comunicado difundido pela Casa de Nariño, sede da presidência, e por outro das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC), que será divulgado minutos depois em Havana, Cuba.
A colocada em marcha da segunda fase das negociações, iniciadas há 18 meses com a aproximação exploratória de ambas as partes, foi acolhida com júbilo por setores políticos, institucionais, entidades governamentais e pela sociedade civil colombiana.
A agenda que será discutida em outubro em Oslo, capital da Noruega, inclui cinco pontos fundamentais, entre eles o desenvolvimento rural integral, garantias para o exercício da oposição cidadã, o abandono das armas e a reinserção das FARC na vida civil.
Ambos os lados reconheceram que têm diante de si caminho difícil, cheio de desafios, mas imprescindível para acabarem com um conflito que dura quase meio século e construir uma paz real, estável, duradoura.

“A saída não é a guerra”, sublinhou o máximo líder das FARC, Rodrigo Echeverri, alias Timoleón Jiménez (Timochenco). Chegamos a esse diálogo após 10 anos “assassinados pelo embate militar”. Voltamos reconhecidos como atores militares e políticos, acompanhados pela comunidade internacional. É aos milhões de vítimas e afetados pelas políticas neoliberais, argumentou, que corresponde jogar seu papel protagonista por uma Colômbia em paz. Novamente abriu-se a porta da esperança, sentenciou.

(Agencia Prensa Latina)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

UMA INFÂMIA DO GOVERNO VENEZUELANO

O governo venezuelano, com autorização do Presidente Chávez, entregou dia 26 o jornalista colombiano-sueco Joaquín Pérez Becerra aos seus algozes do regime narco-fascista colombiano. A detenção de Pérez Becerra no aeroporto de Caracas, dia 23 de Abril, foi ilegal. E a sua extradição sumária para a Colômbia, sem qualquer processo, mais ilegal ainda. As autoridades venezuelanas nem sequer permitiram que se entrevistasse com advogados ou com o consul da Suécia, país onde vivia desde 1994 e cuja nacionalidade havia adquirido. Este acto indigno é uma capitulação vergonhosa do governo venezuelano e gera a suspeita de um conluio com os serviços secretos do estado colombiano. Ele vem na sequência de outros análogos realizados anteriormente. Pérez Becerra é um sobrevivente do genocídio cometido contra a União Patriótica na década de 1980. Refugiado na Suécia, adquiriu a nacionalidade sueca e dirigia ali a agência de notícias ANNCOL. O seu único "crime" foi denunciar ao mundo os massacres do regime de Uribe e de Santos, as fossas comuns, os falsos positivos, o deslocamento de populações, o paramilitarismo e a violação sistemática dos Direitos Humanos por parte do Estado colombiano.

CASO BECERRA: SUÉCIA EXIGE EXPLICAÇÕES AO GOVERNO VENEZUELANO

"A Suécia pediu à Venezuela para explicar porque as autoridades suecas não foram informadas quando elas detiveram um cidadão sueco e extraditaram-no para a Colômbia" , declarou Teo Zetterman, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia. E acrescentou: "Ainda não recebemos uma resposta". Por outro lado, desde terça-feira está bloqueado o sítio web da ANNCOL , agência de notícias cujo servidor está na Suécia. Trata-se de um ataque de hackers a este media electrónico. Quando se tenta abrir a página aparece a indicação "Suspended Account". Perante este novo atentado à liberdade de imprensa, correspondentes populares de todo o mundo multiplicam iniciativas para romper o silêncio que o narco-fascismo colombiano pretende impor. Será preciso criar dezenas de ANNCOL por todo o mundo. A obra de Joaquín Pérez Becerra, encarcerado em Bogotá, deve continuar mesmo sem o seu director.

(em resistir.info)