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terça-feira, 23 de agosto de 2011

resposta

A ACTIVIDADE PARLAMENTAR E OS INTERESSES DE PAREDES

O Ministério da Economia e do Emprego através da Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e da igualdade decidiu responder ás perguntas do Deputado do PCP Jorge Machado formuladas em Junho de 2011 e relativas a questões laborais e ilegalidades suscitas nas empresas Cássio, Aleal e Rodrigues &Filhos, em Paredes. E fê-lo de forma preocupante.

Afinal está tudo bem. O trabalho suplementar não remunerado ou é negado “habitualmente” (como na Aleal) ou “alguns” trabalhadores “identificados” declaram-no prestar (como na Cássio) mas o pagamento é com os acréscimos legais devidos (segundo o relatório da acção inspectiva). As pausas de 7 minutos na Aleal afinal são de 10 minutos (segundo a acção inspectiva)e na Cássio seriam de 12 minutos.

Quanto ás câmaras de filmar verificadas na Aleal, a inspecção considera “não ter sido possível apurar se a sua utilização tinha por finalidade controlar o desempenho profissional dos trabalhadores” (citação). Admite-se portanto ser a respectiva colocação em vários locais um fetiche decorativo da administração. Mas, para que não se diga que a inspecção não passou de um simulacro, adverte-se a empresa da necessidade de pedido de autorização superior bem como da necessidade de afixação de informação sobre a existência de câmaras de filmar e a sua “finalidade”. Brilhante…

Na Rodrigues &Filhos a análise dos recibos de Abril não confirma descontos por “faltas”, o que é verdadeiramente surrealista…

Em todas as respostas, surge invariavelmente uma alínea que merece registo: “ mais informaram os serviços competentes deste Ministério não ter sido apresentada, aos mesmos, por trabalhadores ou por sindicatos, qualquer queixa ou pedido de intervenção relativas á empresa em apreço”. Há um burocratazinho no Ministério que julga poder silenciar denúncias reais com respostas formais ou evasivas. Vã tentativa. Seria como tentar esvaziar o mar a balde.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

UMA CAUSA NOBRE

Salvemos a vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani!

Extractos da petição promovida pela A.I.
Ayatollah Sayed Ali Khamenei
Líder de la República Islámica de Irão

Excelência,

Dirijo-me a V. ex.ª para exprimir a minha grande preocupação pela situación de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mujer iraniana condenada en 2007 por adultério e que poderia ser ser executada en qualquer momento.


(...) Por tudo isso, lhe peço que:

- comute a pena de morte imposta a Sakineh Mohammadi Ashtiani, assegurando-se de que não seja executada nem mediante lapidação nem por nenhum outro método.

- reveja de maneira exaustiva o processo aberto contra Sakineh Mohammadi Ashtiani no caminho até à abolição total da pena de morte, e se declare uma suspensão das lapidações até que se promulgue uma lei que proiba inequívocamente tanto a lapidação como o uso da flagelação. Devem também despenalizar-se as relações sexuais consentidas entre adultos.

- se garanta que o filho de Sakineh Mohammadi Ashtiani, Sajjad Qaderzadeh, não seja objecto de hostilidade pelas manifestações que realizou preocupando-se pela vida de sua mãe.


Apelo: Assina a PETIÇÃO da Amnistia internacional em http://www.es.amnesty.org/actua/acciones/iran-lapidacion-mujer

Não caiamos no discurso desculpabilizador do multiculturalismo, nem absolvamos as práticas selvagens da teocracia iraniana. Em nome do anti-imperalismo e do nacionalismo, exijamos uma civilização moderna, de direitos individuais e respeito pela liberdade de consciência.