Cavaco e Marcelo,
Marcelo e Cavaco. Diferentes, dizem alguns. Felizmente, nunca votei nestes dois
presidentes! Dei comigo a pensar nisto perante as suas públicas opiniões e atitudes.
Um, diz agora que no ano 2050 os portugueses só poderão usufruir de reforma aos
80 anos … uma proclamação delirante! O outro, tira selfies com anónimos no
velório da cantora Dina … uma vergonha ética!
Já anteriormente o
primeiro dizia que os portugueses podiam confiar no Banco Espirito Santo dado
que as folgas de capital eram mais do que suficientes para cobrir a exposição que
o Banco tinha à parte não financeira mesmo na situação mais adversa. Isto 15
dias antes do colapso do BES e falando na qualidade de Presidente da República,
de economista … uma trágica mentira para muitos. O outro ameaça vetar a lei de
Bases do SNS por não ver defendidas as Parcerias público-Privadas tão do gosto
dos seus amigos bem como a manutenção das taxas moderadoras … uma postura
clientelar antidemocrática.
Dizei lá, isto não é
de chorar? Imagino que haja quem no íntimo da sua consciência os colocou no
pedestal da competência, da seriedade e da consideração, ou lhes admirou a
capacidade intelectual e até a bonomia. Afinal eram Professores, deste país de
Professores que teve como patrono de uma certa forma de fazer politica, um
professor coimbrão, nascido em Santa Comba Dão! Neles acreditaram, neles
projetaram as suas esperanças, neles viram a solução. Os tempos certamente
arrefeceram os entusiasmos laudatórios e mostraram as reais capacidades. Porém,
perante isto o que pensar?
Felizmente, nunca
votei nestas duas personagens! Se o tivesse feito, estaria agora a pensar: Como
foi que não diagnostiquei o tique autoritário, messiânico no mau sentido de uma
personagem politicamente medíocre? Como não notei o carácter narcísico, superficial
e panfletário do ex-comentador televisivo?
Felizmente, nunca
votei nestes e em outras personagens que alcançaram o poder por representação
do voto popular.
Sócrates e a sua
megalomania patológica e arrogância, associada á tendência à delinquência
fiscal. Constâncio e a sua memória displicente, cegueira e cumplicidade a
burlas do sistema financeiro. Portas e as oportunidades de negócio. Ana Paula
Vitorino, a arrogante ministra do Mar que em sede de audição parlamentar diz
que gostaria de responder a uma intervenção de um deputado mas que não lhe
apetece! O ex-ministro Pinho que favoreceu a EDP e dela recebeu belas “prendas”.
E Vara, Loureiro, e tantos, tantos.
A história da política
está cheia de oportunistas, de escroques e falsários. A ocupar ou em tentativa
de ocupar lugares de responsabilidade. Permanentemente em fuga da justiça. Sempre
escudados em famílias politicas, em sociedades secretas, no poder económico, na
comunicação social. Sempre disponíveis em fazer favores com contrapartidas.
Desse núcleo emana
toda a corrupção. Mas felizmente, nunca votei neles. Sorte a minha?
CR