um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Kronos Quartet tocando Sigur Ros
O tema chama-se Flugufrelsarinn
actividade institucional
SÓ SUSPEIÇÕES?
(Intervenção na AM PAREDES, de 26 de Fevereiro de 2011)
Vivemos tempos dificeis e portanto tempos exigentes. A crise económica, social e política que afecta o nosso país impõe respostas novas e equilibradas, que beneficiem o emprego, a produção nacional e a proteção social dos mais desfavorecidas ou fragilizados. Todas as entidades públicas devem ter programas de intervenção que respondam precoce e eficazmente aos problemas.
A Câmara Municipal de Paredes vive certamente condicionada na sua actividade diária com as restrições orçamentais dos vários PECs, os do PS, e com apoio do PSD. Com a tentativa difícil de equilibrar despesas com receitas, surge a estagnação no investimento, ausência de iniciativa própria e de resposta aos desafios do futuro.
Não se descortinam grandes objectivos estratégicos na actividade actual da Câmara Municipal de Paredes. Assiste-se a uma descolorida gestão. Corremos o risco de ter uma Câmara Municipal a ver correr o tempo e a ver decorrer as consequências da crise.
A CDU, como oposição política ao PSD em Paredes, apresentou vários requerimentos, pedidos de esclarecimento, intervenções públicas, que procuram mobilizar o poder político local para a realidade concreta. Pena não serem valorizados por quem o deveria, por vezes com a simples resposta esclarecedora. Como mero exemplo, esta semana, apresentou um pedido de esclarecimento sobre as obras do cemitério de Recarei, obra adiada embora incontestavelmente necessária.
O PSD quer governar sózinho a Câmara de Paredes. Legitimamente. Mas a sua auto-suficiência, que prescinde de outra colaboração, não tem trazido grandes resultados.
O PSD na Câmara Municipal é responsável pelas trapalhadas da mudança da zona desportiva da cidade, com consequências no tecido urbano, e na prática desportiva geral. O buraco no espaço central da Cidade de Paredes.
O PSD na Câmara Municipal é co-responsável pelas peripécias na participação social no Hospital da Misericórdia de Paredes, na sua indefinição, na sua desadequação a objectivos sociais básicos. O buraco no apoio social do Concelho.
O PSD na Câmara Municipal alimentou esperanças infundadas de um desenvolvimento tecnológico e modernizador do Concelho com a proclamada Cidade Inteligente, que se arrasta sem sentido, sem concretização nem que seja numa ínfima parte do projecto propagandeado. O buraco da credibilidade de um Concelho.
O PSD na Câmara Municipal não concretiza nem estimula a resolução de ombras emblemáticas como a mudança da localização da ETAR da Cidade, a recuperação da envolvente do Mosteiro de Cete, a construção do Museu, da Biblioteca Municipal ou do novo Aterro Sanitário. O buraco na esperança de uma melhor qualidade de vida.
O PSD na Câmara Municipal finge desconhecer a imagem, e mais preocupante, a realidade social de um acampamento cigano degradado e degradante, a que nem uma proclamada integração social de sucesso consegue esconder. O buraco do subdesenvolvimento.
O PSD na Câmara Municipal deve responder pelas inações de desenvolvimento do concelho que as estatísticas revelam e que os cidadãos reconhecem. Não há em Paredes, por culpa do PSD, uma política efectiva no âmbito social, da habitação, dos transportes, das infraestruturas de água e saneamento, de novas vias de circulação, no desporto, da cultura. São poucas as áreas de excelência, mesmo no contexto regional.
Os tempos são difíceis. Exige-se vontade de mudar.
E mesmo quando se responde de que já abriu concurso para a nova ETAR de Paço de Sousa, ou para as obras do Cemitério de Recarei, se deve dizer: concretizem e não percam tempo. Que não se justifiquem as suspeições de incapacidade de execução de objectivos tão prementes! E se tal acontece, deixem actuar novos protagonistas.
O eleito da CDU
Cristiano Ribeiro
(Intervenção na AM PAREDES, de 26 de Fevereiro de 2011)
Vivemos tempos dificeis e portanto tempos exigentes. A crise económica, social e política que afecta o nosso país impõe respostas novas e equilibradas, que beneficiem o emprego, a produção nacional e a proteção social dos mais desfavorecidas ou fragilizados. Todas as entidades públicas devem ter programas de intervenção que respondam precoce e eficazmente aos problemas.
A Câmara Municipal de Paredes vive certamente condicionada na sua actividade diária com as restrições orçamentais dos vários PECs, os do PS, e com apoio do PSD. Com a tentativa difícil de equilibrar despesas com receitas, surge a estagnação no investimento, ausência de iniciativa própria e de resposta aos desafios do futuro.
Não se descortinam grandes objectivos estratégicos na actividade actual da Câmara Municipal de Paredes. Assiste-se a uma descolorida gestão. Corremos o risco de ter uma Câmara Municipal a ver correr o tempo e a ver decorrer as consequências da crise.
A CDU, como oposição política ao PSD em Paredes, apresentou vários requerimentos, pedidos de esclarecimento, intervenções públicas, que procuram mobilizar o poder político local para a realidade concreta. Pena não serem valorizados por quem o deveria, por vezes com a simples resposta esclarecedora. Como mero exemplo, esta semana, apresentou um pedido de esclarecimento sobre as obras do cemitério de Recarei, obra adiada embora incontestavelmente necessária.
O PSD quer governar sózinho a Câmara de Paredes. Legitimamente. Mas a sua auto-suficiência, que prescinde de outra colaboração, não tem trazido grandes resultados.
O PSD na Câmara Municipal é responsável pelas trapalhadas da mudança da zona desportiva da cidade, com consequências no tecido urbano, e na prática desportiva geral. O buraco no espaço central da Cidade de Paredes.
O PSD na Câmara Municipal é co-responsável pelas peripécias na participação social no Hospital da Misericórdia de Paredes, na sua indefinição, na sua desadequação a objectivos sociais básicos. O buraco no apoio social do Concelho.
O PSD na Câmara Municipal alimentou esperanças infundadas de um desenvolvimento tecnológico e modernizador do Concelho com a proclamada Cidade Inteligente, que se arrasta sem sentido, sem concretização nem que seja numa ínfima parte do projecto propagandeado. O buraco da credibilidade de um Concelho.
O PSD na Câmara Municipal não concretiza nem estimula a resolução de ombras emblemáticas como a mudança da localização da ETAR da Cidade, a recuperação da envolvente do Mosteiro de Cete, a construção do Museu, da Biblioteca Municipal ou do novo Aterro Sanitário. O buraco na esperança de uma melhor qualidade de vida.
O PSD na Câmara Municipal finge desconhecer a imagem, e mais preocupante, a realidade social de um acampamento cigano degradado e degradante, a que nem uma proclamada integração social de sucesso consegue esconder. O buraco do subdesenvolvimento.
O PSD na Câmara Municipal deve responder pelas inações de desenvolvimento do concelho que as estatísticas revelam e que os cidadãos reconhecem. Não há em Paredes, por culpa do PSD, uma política efectiva no âmbito social, da habitação, dos transportes, das infraestruturas de água e saneamento, de novas vias de circulação, no desporto, da cultura. São poucas as áreas de excelência, mesmo no contexto regional.
Os tempos são difíceis. Exige-se vontade de mudar.
E mesmo quando se responde de que já abriu concurso para a nova ETAR de Paço de Sousa, ou para as obras do Cemitério de Recarei, se deve dizer: concretizem e não percam tempo. Que não se justifiquem as suspeições de incapacidade de execução de objectivos tão prementes! E se tal acontece, deixem actuar novos protagonistas.
O eleito da CDU
Cristiano Ribeiro
sábado, 26 de fevereiro de 2011
POESIA
Poema aos homens constipados
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes
Ensaio
Ensaio "SOLEDAD" - Amália & Alain Oulman
Grande momento de inspiração de Amália com as palavras da poetisa Cecilia Meireles e a música de Alain Oulman.
Soledad, antes que o sol se vá
Como um pássaro perdido
Também te direi Adeus
Soledad, Soledad
Também te direi Adeus
Terra, terra morrendo de fome
Pedras secas, folhas bravas
Ai quem te pôs esse nome?
Soledad, Soledad
Sabia o que sei, palavras...
Antes que o sol se vá
Como um gesto de agonia
Cairás nos olhos negros
Soledad
Indiazinha, Indiazinha tão sentada
Na cinza do chão deserta
Que pensas, não pensas nada!
Soledad, Soledad
Que a vida é toda secreta
Como estrela,
Como estrela nestas cinzas
Antes que o sol se vá
Nem depois não virá Deus
Soledad, Soledad
Nem depois não virá Deus
Pois só ele explicaria
A quem teu destino serve
Sem mágoa, nem alegria
Um coração tão breve
Também te direi Adeus!
Soledad!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
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