um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
poesia
ESTA GENTE/ESSA GENTE
O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Ana Hatherly
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sampling: "Nadie se va a morir menos ahora" (Girón, preludio)
Video clip do grupo cubano Sampling em que interpreta a canção "Girón preludio", de Silvio Rodríguez. Dedicada ao dia em que se proclamou o carácter socialista da Revolução Cubana. Realizador: Juan Pin Vilar
Dedicada ao Congresso do PC Cubano
a propósito de aeroporto em BEJA
Há pista, mas não há aviões. Houve um investimento imenso, mas o dinheiro gasto ainda não trouxe a prosperidade. Há aquilo a que se chama um aeroporto ou, melhor dizendo, a expectativa de um aeroporto. À boa maneira do sul, hesitou-se e avançou-se. Quando se avançava, parecia que se recuava. Discutiam-se minudências. Debatia-se o nome a dar ao aeroporto e esta questão menor tornou-se motivo de guerra. Houve confusão e balbúrdia. Os custos eram uns e depois já não eram esses. Eram outros, foram outros, muito maiores. Os valores dispararam e atingem muitos milhões.
Passado todo este tempo, e são vários anos já, continua a não haver aviões. Teoricamente, deveria haver. Foi para isso que se fez o projecto. Tecnicamente, o aeroporto, situado numa zona plana e sem ventos difíceis, deveria ter movimento. As questões ambientais são, até, menores. Depois, chove pouco na região. Os dias de nevoeiro são raros, o que faz do aeroporto um sítio potencialmente interessante.
Passado todo este tempo, a pista é um deserto de alcatrão. Os autarcas que a defenderam em breve passarão à história, os especialistas que a justificaram terão desaparecido e terão explicações complexas para o fracasso.
Agora, que a desgraça está consumada, algumas perguntas ganham maior sonoridade:
Qual o efectivo interesse do aeroporto?
Qual o investimento total necessário até a estrutura estar em funcionamento?
Quais os negócios em perspectiva?
Quais as companhias que já manifestaram interesse em ali se instalar?
Qual o volume de negócios necessários para a amortização do investimento?
Quantos anos se prevê que sejam necessários para que a estrutura se torne lucrativa?
Quais os custos de manutenção anuais da infraestrutura?
Quem paga?
O que até agora estive a contar refere-se ao Aeroporto de Ciudad Real, em Espanha. Inaugurado em 2008, depois de um conturbado percurso, teve 53.500 passageiros em 2009 e 31.000 até final de Novembro passado. O aeroporto está às moscas e há despedimentos em vista. As promessas converteram-se em ruína. Agora, toda a gente assobia para o lado. O Aeroporto de Ciudad Real fica a 220 quilómetros de Madrid, dos quais 160 são em auto-estrada. Não sei se esta situação vos faz recordar algo. A mim faz.
(em avenidadasaluquia.blogspot.com)
Há uma série de "idiotas úteis" que persistem em nos enganar. Assim já nos vêm falar de ...investimento a médio e a longo prazo... de ajuda ao desenvolvimento ao Alentejo ... de passageiros (comunidade alentejana na França e Suíça), em carga e em manutenção... no turismo... formação de técnicos de manutenção ... de voos regulares para Londres. E como sempre tentar implicar as autarquias da CDU num projecto louco.
Ninguém lhes diz que o País está como está por causa da irresponsabilidade como se gere os dinheiros públicos em favor de interesses privados, como da construção?

