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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
a guerra ideológica
Raúl Castro desafia jornalista a dizer o nome de algum preso político em Cuba
A conferência conjunta dos Presidentes de Cuba e dos Estados Unidos ficou marcada pelo desafio de Raúl Castro a um jornalista. Em resposta a uma pergunta sobre presos políticos, o Presidente cubano desafiou o repórter a dizer o nome de algum destes presos que ele seria libertado ainda hoje.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Os Direitos Humanos em Cuba. Fatos, Não Palavras!
Documentário argentino que faz um Raio-X da democracia e do sistema político de representação popular de Cuba. Através dele é possível conhecer o processo eleitoral cubano e os meios de intervenção do povo nos rumos sócio-económicos da nação. Liberdade de expressão e batalha de ideias são conceitos discutidos por populares, intelectuais, artistas e líderes políticos do país. O sistema prisional e de segurança social também são investigados e vistos de perto. Trata-se de um filme que presta um grande serviço a favor da disseminação do que ocorre, verdadeiramente, em Cuba. Rompendo o bloqueio mediático orquestrado pelos EUA -- interessados na falência e no denigrir de uma Revolução que trouxe diversos benefícios a um povo vítima de mais de 400 anos de exploração e subdesenvolvimento -- o documentário projecta uma luz muito forte em cima de questões que pontuam, sistematicamente, as críticas (feitas pela imprensa alienada ou muito bem "remunerada") em direcção à ilha caribenha.
Fatos, não palavras! Os direitos humanos em Cuba
(Hechos, no palabras. Los derechos humanos en Cuba)
Gênero: Documentário
Diretor: Carolina Silvestre
Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2007
País de Origem: Argentina
Fatos, não palavras! Os direitos humanos em Cuba
(Hechos, no palabras. Los derechos humanos en Cuba)
Gênero: Documentário
Diretor: Carolina Silvestre
Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2007
País de Origem: Argentina
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Sara González - Girón, la Victoria
A extraordinária voz de Sara González, de Cuba, canta "Girón, la Victoria", canção emblemática da Nueva Trova. Sara González morreu em Havana, Cuba, em 1 de fevereiro de 2012, com a idade de 60 anos.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Cuba e Brasil

Porto de Mariel, em Cuba, revive com investimento brasileiro
Uma parceria entre Brasil e Cuba pretende transformar o Porto de Mariel, a 40 km de Havana, em um dos maiores da América Latina.
A presidente Dilma Rousseff visita nesta terça-feira o local, que deve se tornar o principal símbolo do recente processo de abertura econômica da ilha.
Serão investidos, em quatro anos, US$ 957 milhões, dos quais US$ 682 milhões (71%) financiados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). Trata-se da maior obra em Cuba desde que, em 1959, Fidel Castro liderou a Revolução que o levou ao poder e instaurou o socialismo no país.
A viagem de Dilma a Cuba ocorre uma semana após a liberação da última parcela do empréstimo à obra, executada pela empresa brasileira Odebrecht, iniciada em 2010 e prevista para terminar em 2014.
Em visita ao porto em setembro, o presidente Raúl Castro afirmou: "Esta obra tem uma importância econômica extraordinária, não só para o desenvolvimento presente do país, mas também para o futuro".
O empreendimento inclui uma "zona especial de desenvolvimento" de 400 quilômetros quadrados, que abrigará indústrias voltadas à exportação e ao mercado cubano.
Segundo diplomatas brasileiros, além de ajudar Cuba em sua missão de "atualizar" o socialismo e diversificar suas fontes de receitas, a ampliação do porto abrirá oportunidades de negócios para empresas brasileiras interessadas em se instalar ou expandir as operações na América Central.
E caso os Estados Unidos suspendam seu embargo econômico à ilha, as empresas instaladas no porto terão acesso privilegiado ao maior mercado global, uma vez que Mariel está a apenas 160 km do Estado americano da Flórida.
Por ora, uma companhia brasileira – a fabricante de vidro Fanavid – já se prepara para abrir uma unidade no local, em associação com o governo cubano. Cerca de 80% da produção da fábrica deverá se destinar à exportação.
As obras em Mariel incluem ainda ações para facilitar o acesso de produtos ao porto, como a reforma de mais de 30 km de estradas e a construção de 18 km de rodovias, 63 km de estrutura para ferrovias e quase 13 km de vias ferroviárias.
Com a dragagem do porto, que permitirá seu uso por navios de grande calado, ele poderá movimentar 1 milhão de contêineres por ano. Comparado com portos brasileiros, Mariel só terá capacidade inferior ao de Santos, que em 2011 movimentou 2,7 milhões de contêineres.
Também serão construídos 700 metros de cais para o terminal de contêineres, um centro de carga, pátios, redes de abastecimento de água e tratamento de resíduos, além de toda infraestrutura para o fornecimento de energia elétrica.
Atualmente 2,7 mil trabalhadores atuam nas obras; após a conclusão do porto, espera-se que ele gere 3 mil empregos diretos e 5 mil indiretos.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
ACTUALIZANDO O MODELO ECONÓMICO CUBANO
(2.ª de 3 partes)
Dr. Omar Everleny Pérez Villanueva, Centro de Estudos de Economia Cubana, Universidade de Havana
c) Baixo retorno dos investimentos
Na década passada e mesmo em anos anteriores, houve uma forte contracção dos recursos financeiros em Cuba, com menos novos investimentos do que antes. De 2000 a 2009, o plano de investimento aprovado nunca foi implementado, demonstrando quer uma incorrecta preparação do plano, baixo lucro dos executores das obras, e falta de materiais de construção e equipamentos requeridos. Era o resultado de falta de financiamento externo requerido pelos investidores, que por sua vez resultou na paralisia de material e recursos financeiros do país. Por isso, o Estado perdeu recursos financeiros e oportunidades devido a esta situação.
Este comentário exige que perguntemos por quanto tempo mais seria possível continuar um modelo de crescimento extensivo velho há já 50 anos? Deveremos lembrar que até 1990 o crescimento extensivo não se reflectia tão dramaticamente, embora os indicadores económicos já o reflectissem, devido á ajuda oferecida a Cuba pelo antigo campo socialista, especialmente a URSS.
d) Idade e baixa taxa de crescimento da população
Como resultado da baixa taxa de nascimento de Cuba, a percentagem de população entre os 0 e os 14 anos decresceu e o grupo dos 60 e mais anos de idade continua a crescer. 1,9 Milhões de cubanos estão entre os 0 e os 14 anos de idade, mas também 1,9 Milhões têm 60 ou mais anos de idade.
O envelhecimento da população é uma das mais importantes causas da transição demográfica no país, em particular devido a preparação que exige ás instituições e membros da sociedade para enfrentá-la. A primeira etapa do envelhecimento em Cuba foi nos anos 70, e no fim dessa década a população mostrou uma quebra na taxa de nascimentos e a população de 60 anos ou mais anos excedeu os 10%. Em 2010 o envelhecimento da população atingiu os 17,4%
e) Relação desfavorável entre o crescimento da produtividade e salários médios
Se analisarmos a relação entre o crescimento da produtividade e o salário médio até 2009, podemos afirmar que há uma completa distorção evidenciada no facto de os salários crescerem mais do que a produtividade.
Comprovadamente num país onde há “folhas de pagamento empoladas” ou mais de 1.000.000 de trabalhadores subempregados, é possível concluir que essa relação nunca foi favorável. Este problema tem que ser resolvido pelo governo nos 2 próximos anos, ou pelo menos essa era a intenção das autoridades cubanas.
Uma análise do emprego por sector, mostra que o sector que devia ter mais trabalhadores desempregados devia ser o sector “outros serviços”, que é onde o número de empregos mais cresceu nos últimos anos, enquanto diminuía o número dos ocupados no sector de bens e mercadorias.
Desde 2010, o governo acelerou a análise dos empregos que podiam ficar disponíveis e que eram criados na saúde, educação, administração pública, entre outros, através dos programas associado á “batalha das ideias”
f) Número de casas prontas por ano
Um programa especial de construção foi desenvolvido em Cuba em 2006, parra a reabilitação e manutenção de casas, onde foi decidido que 100.000 casas seriam iniciadas construir por ano a partir 2006. Este programa foi apenas apresentado em 2006, porque nessa altura havia muitas casas aguardando solução para pequenas acções de acabamento ainda do Período Especial e com a prioridade atribuída pelo trabalho no ano.
A política actual dirige-se em favor da construção de casas pelos próprios, com a Resolução N,º 40 do Instituto da Habitação publicada no Boletim Oficial da República de Cuba, de 17 de Fevereiro de 2010, com incentivos para a construção de casas pelos donos, através da entrega de licenças de construção.
Esta resolução inclui a “Terceira Cláusula Especial” autorizando unidades de investimentos municipais na habitação a aprovar, sem um critério de selecção prévio, os requisitos para licenças de construção de privados para novos projectos, extensões, remodelações, reabilitações, divisões e unificações, com a única exigência da propriedade da terra ou o direito do uso da casa.
Esta resolução permite a entrega de outras autorizações a indivíduos para:
• Actividades de construção para reparar casas em condição precária ou substitui-las completamente
• Ampliações dentro dos limites de propriedade
• Construir em construções inacabadas, legalizadas ou aprovadas
• Acções de construção para permitir mudança de pormenor, alterações para converter espaços de aluguer em casas apropriadas
• Construção de novas casas por donos de terra ou casa
g) Comércio externo
O desequilíbrio das trocas comerciais de bens e mercadorias continua a ser típico no comércio externo cubano da última década. As exportações são incapazes de crescer com o necessário dinamismo devido á queda de produção de açúcar, a produção mineral como a de níquel estagnou, a queda de exportação de produtos da pesca, e da produção de citrinos, entre outras, e enquanto as importações continuam elevadas apesar da política oficial de contracção.
O aumento de importações em 2008, junto com anteriores obrigações, resultou numa tensão crescente na balança de pagamentos cubana, de tal forma que todos os pagamentos ao estrangeiro foram recusados, particularmente em 2009. Isto originou que o fardo da divida ao estrangeiro aumentou significativamente, tanto em relação á exportação de bens como nas relação entre bens e serviços.
h) Intercâmbio no estrangeiro de bens e serviços
O sector dos serviços permanece o maior gerador de receita desde 2004, com importantes mudanças qualitativas, já que serviços exigindo conhecimentos intensivos afastaram o sector do turismo como o principal gerador de receita
Estimativas mostram que mais de 50% da exportação de serviços correspondem a serviços médicos, que contribuíram para um excedente da balança comercial de bens e serviços em 2009 e 2010
Depois de analisar estes indicadores económicos identificaremos as principais propostas do “Linhas para a política económica e social do Partido e da Revolução” aprovado em 18 de Abril de 2011, e confirmado pela Assembleia Nacional do Poder Popular em 1 de Agosto de 2011.
São as seguintes as propostas e ajustamentos principais aprovadas pelo Congresso do Partido:
• Ajustamentos nas despesas do orçamento (educação, saúde, desporto, cultura)
• Ajustamento do emprego no sector estatal pela eliminação de folhas de pagamentos empoladas
• Transferência de terras inactivas sob a figura do “usufruto”
• Reorganização do governo, ministérios e grandes companhias estatais
• Incentivos ao emprego privado, como a autorização de trabalho independente
• Proposta de criação de cooperativas não agrícolas
• Possibilidade de alugar pessoal
• Proposta de eliminar proibições como a compra/venda de casas, automóveis e outros bens e serviços, etc
• Maior autonomia dos negócios
• Desenvolvimento de projectos locais e maior autonomia dos governos locais
• Igualdade de oportunidades para todos mas não “igualitarismo”
• Procura da auto-suficiência na produção alimentar e gradual eliminação do racionamento
• Possibilidade de autorização de instalações governamentais, para actividades como a gastronomia
• Separação do governo das actividades de negócio
• Actualização da política de impostos
• Estratégias de redireccionar o pagamento da divida externa
• Promover a criação de Zonas Económicas Especiais
• Reanálise das chamadas Pequenas e Médias Empresas (PME)
Tradução: CR
Dr. Omar Everleny Pérez Villanueva, Centro de Estudos de Economia Cubana, Universidade de Havana
c) Baixo retorno dos investimentos
Na década passada e mesmo em anos anteriores, houve uma forte contracção dos recursos financeiros em Cuba, com menos novos investimentos do que antes. De 2000 a 2009, o plano de investimento aprovado nunca foi implementado, demonstrando quer uma incorrecta preparação do plano, baixo lucro dos executores das obras, e falta de materiais de construção e equipamentos requeridos. Era o resultado de falta de financiamento externo requerido pelos investidores, que por sua vez resultou na paralisia de material e recursos financeiros do país. Por isso, o Estado perdeu recursos financeiros e oportunidades devido a esta situação.
Este comentário exige que perguntemos por quanto tempo mais seria possível continuar um modelo de crescimento extensivo velho há já 50 anos? Deveremos lembrar que até 1990 o crescimento extensivo não se reflectia tão dramaticamente, embora os indicadores económicos já o reflectissem, devido á ajuda oferecida a Cuba pelo antigo campo socialista, especialmente a URSS.
d) Idade e baixa taxa de crescimento da população
Como resultado da baixa taxa de nascimento de Cuba, a percentagem de população entre os 0 e os 14 anos decresceu e o grupo dos 60 e mais anos de idade continua a crescer. 1,9 Milhões de cubanos estão entre os 0 e os 14 anos de idade, mas também 1,9 Milhões têm 60 ou mais anos de idade.
O envelhecimento da população é uma das mais importantes causas da transição demográfica no país, em particular devido a preparação que exige ás instituições e membros da sociedade para enfrentá-la. A primeira etapa do envelhecimento em Cuba foi nos anos 70, e no fim dessa década a população mostrou uma quebra na taxa de nascimentos e a população de 60 anos ou mais anos excedeu os 10%. Em 2010 o envelhecimento da população atingiu os 17,4%
e) Relação desfavorável entre o crescimento da produtividade e salários médios
Se analisarmos a relação entre o crescimento da produtividade e o salário médio até 2009, podemos afirmar que há uma completa distorção evidenciada no facto de os salários crescerem mais do que a produtividade.
Comprovadamente num país onde há “folhas de pagamento empoladas” ou mais de 1.000.000 de trabalhadores subempregados, é possível concluir que essa relação nunca foi favorável. Este problema tem que ser resolvido pelo governo nos 2 próximos anos, ou pelo menos essa era a intenção das autoridades cubanas.
Uma análise do emprego por sector, mostra que o sector que devia ter mais trabalhadores desempregados devia ser o sector “outros serviços”, que é onde o número de empregos mais cresceu nos últimos anos, enquanto diminuía o número dos ocupados no sector de bens e mercadorias.
Desde 2010, o governo acelerou a análise dos empregos que podiam ficar disponíveis e que eram criados na saúde, educação, administração pública, entre outros, através dos programas associado á “batalha das ideias”
f) Número de casas prontas por ano
Um programa especial de construção foi desenvolvido em Cuba em 2006, parra a reabilitação e manutenção de casas, onde foi decidido que 100.000 casas seriam iniciadas construir por ano a partir 2006. Este programa foi apenas apresentado em 2006, porque nessa altura havia muitas casas aguardando solução para pequenas acções de acabamento ainda do Período Especial e com a prioridade atribuída pelo trabalho no ano.
A política actual dirige-se em favor da construção de casas pelos próprios, com a Resolução N,º 40 do Instituto da Habitação publicada no Boletim Oficial da República de Cuba, de 17 de Fevereiro de 2010, com incentivos para a construção de casas pelos donos, através da entrega de licenças de construção.
Esta resolução inclui a “Terceira Cláusula Especial” autorizando unidades de investimentos municipais na habitação a aprovar, sem um critério de selecção prévio, os requisitos para licenças de construção de privados para novos projectos, extensões, remodelações, reabilitações, divisões e unificações, com a única exigência da propriedade da terra ou o direito do uso da casa.
Esta resolução permite a entrega de outras autorizações a indivíduos para:
• Actividades de construção para reparar casas em condição precária ou substitui-las completamente
• Ampliações dentro dos limites de propriedade
• Construir em construções inacabadas, legalizadas ou aprovadas
• Acções de construção para permitir mudança de pormenor, alterações para converter espaços de aluguer em casas apropriadas
• Construção de novas casas por donos de terra ou casa
g) Comércio externo
O desequilíbrio das trocas comerciais de bens e mercadorias continua a ser típico no comércio externo cubano da última década. As exportações são incapazes de crescer com o necessário dinamismo devido á queda de produção de açúcar, a produção mineral como a de níquel estagnou, a queda de exportação de produtos da pesca, e da produção de citrinos, entre outras, e enquanto as importações continuam elevadas apesar da política oficial de contracção.
O aumento de importações em 2008, junto com anteriores obrigações, resultou numa tensão crescente na balança de pagamentos cubana, de tal forma que todos os pagamentos ao estrangeiro foram recusados, particularmente em 2009. Isto originou que o fardo da divida ao estrangeiro aumentou significativamente, tanto em relação á exportação de bens como nas relação entre bens e serviços.
h) Intercâmbio no estrangeiro de bens e serviços
O sector dos serviços permanece o maior gerador de receita desde 2004, com importantes mudanças qualitativas, já que serviços exigindo conhecimentos intensivos afastaram o sector do turismo como o principal gerador de receita
Estimativas mostram que mais de 50% da exportação de serviços correspondem a serviços médicos, que contribuíram para um excedente da balança comercial de bens e serviços em 2009 e 2010
Depois de analisar estes indicadores económicos identificaremos as principais propostas do “Linhas para a política económica e social do Partido e da Revolução” aprovado em 18 de Abril de 2011, e confirmado pela Assembleia Nacional do Poder Popular em 1 de Agosto de 2011.
São as seguintes as propostas e ajustamentos principais aprovadas pelo Congresso do Partido:
• Ajustamentos nas despesas do orçamento (educação, saúde, desporto, cultura)
• Ajustamento do emprego no sector estatal pela eliminação de folhas de pagamentos empoladas
• Transferência de terras inactivas sob a figura do “usufruto”
• Reorganização do governo, ministérios e grandes companhias estatais
• Incentivos ao emprego privado, como a autorização de trabalho independente
• Proposta de criação de cooperativas não agrícolas
• Possibilidade de alugar pessoal
• Proposta de eliminar proibições como a compra/venda de casas, automóveis e outros bens e serviços, etc
• Maior autonomia dos negócios
• Desenvolvimento de projectos locais e maior autonomia dos governos locais
• Igualdade de oportunidades para todos mas não “igualitarismo”
• Procura da auto-suficiência na produção alimentar e gradual eliminação do racionamento
• Possibilidade de autorização de instalações governamentais, para actividades como a gastronomia
• Separação do governo das actividades de negócio
• Actualização da política de impostos
• Estratégias de redireccionar o pagamento da divida externa
• Promover a criação de Zonas Económicas Especiais
• Reanálise das chamadas Pequenas e Médias Empresas (PME)
Tradução: CR
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
ACTUALIZANDO O MODELO ECONÓMICO CUBANO
(1.ª de 3 partes)
Dr. Omar Everleny Pérez Villanueva, Centro de Estudos de Economia Cubana, Universidade de Havana
As autoridades cubanas proclamaram repetidamente, desde 2007, que que os problemas estruturais deveriam ser resolvidos tão cedo quanto possível, porque eles impedem qualquer possibilidade de crescimento. É precisamente este argumento, conjuntamente com factores objectivos e subjectivos na política económica que originaram a “actualização do modelo económico cubano”. Ao mesmo tempo, não devemos ignorar que desde os anos 90 há um prolífico trabalho teórico que fundamentou a necessidade de fazer mudanças profundas na economia cubana.
Os problemas estruturais da economia foram exaustivamente debatidos pelo menos na área financeira nos últimos 15 anos, incluindo a falta de moeda forte, as distorções do sistema de preços devido á sobreavaliação oficial da taxa de câmbio, a falta de convertibilidade, a dualidade monetária, os mercados segmentados, o pobre desempenho da “economia real” em particular na indústria do açúcar e agricultura, e os resultados de eficiência que afectam as entidades públicas.
Quais são alguns dos problemas estruturais que levaram á deterioração da maioria dos indicadores económicos no país?
.A estrutura do Produto Interno Bruto (PIB), com um elevado crescimento de serviços, especialmente serviços qualificados, enquanto a agricultura e a indústria permanecem atrasados ou com diminuta importância.
.Excessiva centralização económica
.Diversidade limitada no comércio externo onde a balança de pagamentos depende da exportação de serviços qualificados, especialmente do sector de saúde, cujo efeito de arrasto no resto da economia permanece baixo.
.Baixa produtividade em grande parte do sector de negócios estatal, que causa baixa eficiência em geral, com alto consumo energético e de outros materiais.
.Uma alta distorção da relação consumo - acumulação e receita - consumo. Por outras palavras, uma inadequada relação entre receitas dos trabalhadores e os altos preços dos bens de consumo e serviços, tanto nos mercados livres quantos nos mercados estatais, em moeda local e na moeda livre
.Alto nível de proibições na sociedade com referências á da possibilidade de aquisição de certos bens e serviços
.Situação demográfica complicada com baixa de nascimentos, alta percentagem da população com mais de 60 anos, e emigração que excede as 35.000 pessoas por ano.
Estes problemas estão relacionados e afectam uma economia com um pequeno mercado interno, extremamente dependente de importações, e que tem de fazer face ao bloqueio económico dos Estados Unidos.
Mas o tempo decorrido do projecto socialista, mais a analise das experiências de outros países socialistas asiáticos, colocou o Governo Cubano perante a necessidade urgente de actualizar o seu próprio modelo económico, em que o mercado deve ter um papel crescente na economia, mesmo enquanto a gestão do modelo económico prevalecente seja o planeamento central, mas tendo o mercado em conta.
Há uma necessidade de implementar mudanças na estrutura económica de Cuba, mas não de umas mudanças quaisquer, mas das que permitam uma maior produtividade ou em sector de maior valor acrescentado.
Foi adoptado que o governo pode transferir actividades não-estratégicas capazes de absorver um grande número de trabalhadores que estarão disponíveis nos próximos anos, como resultado da reorganização de empresas estatais e unidades orçamentadas, onde o número de trabalhadores recolocados será entre 1 e 1,3 milhões no primeiro período. O primeiro período começa em 2011 e ficarão disponíveis cerca de 500.000 trabalhadores do Estado.
O apelo á actualização do modelo económico cubano, que já estava sugerido, exigiu uma sessão do Congresso do Partido (o sexto congresso) que foi adiado nos últimos 13 anos por diferentes razões e para o qual o documento “Projecto de linhas orientadoras da política económica e social” estava preparado. Este documento foi discutido em todo o país, tomou-se em conta as suas recomendações, emendas e novas propostas.
Uma análise dos principais indicadores económicos torna óbvio a sagacidade e necessidade do Governo Cubano em começar a actualizar o seu modelo económico, embora as autoridades insistam na resistência às mudanças que surgiram, tanto de líderes locais como da população em geral, acostumada a um tipo paternalistico de Estado, mais interessada em gastar do que em aumentar as receitas do Estado.
É evidente que o diagnóstico da situação económica actual demonstra ainda resultados desfavoráveis como por exemplo:
a) Evolução do Produto Interno Bruto (PIB)
A economia cubana parou em 2010 o abrandamento da taxa de
crescimento económico dos últimos anos, que cresceu 2,1% e resultados similares são esperados em 2011, embora a taxa de crescimento entre 2000 e 2006 fosse significativa, atingindo valores anuais de 6,2% do PIB a valores constantes de 1997. Contudo são ainda passos lentos no que diz respeito á insuficiente utilização do potencial da chamada “economia real” como a indústria e a agricultura e as necessidades acumuladas, pela população e pelo governo.
b) A estrutura do PIB
A estrutura do PIB mostra uma tendência para a redução do peso relativo
na composição do PIB do sector de bens (agricultura, indústria) e de serviços básicos como a construção e transportes. Há também um importante crescimento de outros “serviços básicos” como saúde e serviços comerciais, entre outros, onde serviços contribuem com 80% do PIB em 2010.
Por isso precisamos reflectir se é possível começar o projecto de desenvolvimento na base do crescimento de sectores com baixa produtividade como a saúde, o comércio e a educação, entre outros.
Embora as áreas de crescimento económico tenham sido priorizadas, não está ainda claro que sectores irão avançar no futuro crescimento económico. O país está a trabalhar na estabilização económica, mas as vias para o desenvolvimento económico de Cuba não estão completamente definidas e os produtos que serão usados para inserir o país na economia global não foram ainda identificados. O chamado sector real da economia como a indústria e a agricultura têm uma muito fraca contribuição para o crescimento do PIB, e nos últimos 3 anos o seu desempenho estagnou.
tradução: CR
Dr. Omar Everleny Pérez Villanueva, Centro de Estudos de Economia Cubana, Universidade de Havana
As autoridades cubanas proclamaram repetidamente, desde 2007, que que os problemas estruturais deveriam ser resolvidos tão cedo quanto possível, porque eles impedem qualquer possibilidade de crescimento. É precisamente este argumento, conjuntamente com factores objectivos e subjectivos na política económica que originaram a “actualização do modelo económico cubano”. Ao mesmo tempo, não devemos ignorar que desde os anos 90 há um prolífico trabalho teórico que fundamentou a necessidade de fazer mudanças profundas na economia cubana.
Os problemas estruturais da economia foram exaustivamente debatidos pelo menos na área financeira nos últimos 15 anos, incluindo a falta de moeda forte, as distorções do sistema de preços devido á sobreavaliação oficial da taxa de câmbio, a falta de convertibilidade, a dualidade monetária, os mercados segmentados, o pobre desempenho da “economia real” em particular na indústria do açúcar e agricultura, e os resultados de eficiência que afectam as entidades públicas.
Quais são alguns dos problemas estruturais que levaram á deterioração da maioria dos indicadores económicos no país?
.A estrutura do Produto Interno Bruto (PIB), com um elevado crescimento de serviços, especialmente serviços qualificados, enquanto a agricultura e a indústria permanecem atrasados ou com diminuta importância.
.Excessiva centralização económica
.Diversidade limitada no comércio externo onde a balança de pagamentos depende da exportação de serviços qualificados, especialmente do sector de saúde, cujo efeito de arrasto no resto da economia permanece baixo.
.Baixa produtividade em grande parte do sector de negócios estatal, que causa baixa eficiência em geral, com alto consumo energético e de outros materiais.
.Uma alta distorção da relação consumo - acumulação e receita - consumo. Por outras palavras, uma inadequada relação entre receitas dos trabalhadores e os altos preços dos bens de consumo e serviços, tanto nos mercados livres quantos nos mercados estatais, em moeda local e na moeda livre
.Alto nível de proibições na sociedade com referências á da possibilidade de aquisição de certos bens e serviços
.Situação demográfica complicada com baixa de nascimentos, alta percentagem da população com mais de 60 anos, e emigração que excede as 35.000 pessoas por ano.
Estes problemas estão relacionados e afectam uma economia com um pequeno mercado interno, extremamente dependente de importações, e que tem de fazer face ao bloqueio económico dos Estados Unidos.
Mas o tempo decorrido do projecto socialista, mais a analise das experiências de outros países socialistas asiáticos, colocou o Governo Cubano perante a necessidade urgente de actualizar o seu próprio modelo económico, em que o mercado deve ter um papel crescente na economia, mesmo enquanto a gestão do modelo económico prevalecente seja o planeamento central, mas tendo o mercado em conta.
Há uma necessidade de implementar mudanças na estrutura económica de Cuba, mas não de umas mudanças quaisquer, mas das que permitam uma maior produtividade ou em sector de maior valor acrescentado.
Foi adoptado que o governo pode transferir actividades não-estratégicas capazes de absorver um grande número de trabalhadores que estarão disponíveis nos próximos anos, como resultado da reorganização de empresas estatais e unidades orçamentadas, onde o número de trabalhadores recolocados será entre 1 e 1,3 milhões no primeiro período. O primeiro período começa em 2011 e ficarão disponíveis cerca de 500.000 trabalhadores do Estado.
O apelo á actualização do modelo económico cubano, que já estava sugerido, exigiu uma sessão do Congresso do Partido (o sexto congresso) que foi adiado nos últimos 13 anos por diferentes razões e para o qual o documento “Projecto de linhas orientadoras da política económica e social” estava preparado. Este documento foi discutido em todo o país, tomou-se em conta as suas recomendações, emendas e novas propostas.
Uma análise dos principais indicadores económicos torna óbvio a sagacidade e necessidade do Governo Cubano em começar a actualizar o seu modelo económico, embora as autoridades insistam na resistência às mudanças que surgiram, tanto de líderes locais como da população em geral, acostumada a um tipo paternalistico de Estado, mais interessada em gastar do que em aumentar as receitas do Estado.
É evidente que o diagnóstico da situação económica actual demonstra ainda resultados desfavoráveis como por exemplo:
a) Evolução do Produto Interno Bruto (PIB)
A economia cubana parou em 2010 o abrandamento da taxa de
crescimento económico dos últimos anos, que cresceu 2,1% e resultados similares são esperados em 2011, embora a taxa de crescimento entre 2000 e 2006 fosse significativa, atingindo valores anuais de 6,2% do PIB a valores constantes de 1997. Contudo são ainda passos lentos no que diz respeito á insuficiente utilização do potencial da chamada “economia real” como a indústria e a agricultura e as necessidades acumuladas, pela população e pelo governo.
b) A estrutura do PIB
A estrutura do PIB mostra uma tendência para a redução do peso relativo
na composição do PIB do sector de bens (agricultura, indústria) e de serviços básicos como a construção e transportes. Há também um importante crescimento de outros “serviços básicos” como saúde e serviços comerciais, entre outros, onde serviços contribuem com 80% do PIB em 2010.
Por isso precisamos reflectir se é possível começar o projecto de desenvolvimento na base do crescimento de sectores com baixa produtividade como a saúde, o comércio e a educação, entre outros.
Embora as áreas de crescimento económico tenham sido priorizadas, não está ainda claro que sectores irão avançar no futuro crescimento económico. O país está a trabalhar na estabilização económica, mas as vias para o desenvolvimento económico de Cuba não estão completamente definidas e os produtos que serão usados para inserir o país na economia global não foram ainda identificados. O chamado sector real da economia como a indústria e a agricultura têm uma muito fraca contribuição para o crescimento do PIB, e nos últimos 3 anos o seu desempenho estagnou.
tradução: CR
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Cuito Cuanavale: Um Tributo a Fidel Castro e à Revolução Africana
Em Março de 2008, o Presidente do Congresso Nacional Africano da África do Sul, Jacob Zuma, dirigiu-se com uma delegação de alto nível de parlamentares sul-africanos ao local da vitória das forças libertadoras em Cuito Cuanavale em Angola. Esta visita estava relacionada com numerosas cerimónias em Angola para comemorar a vitória de Angola, Cuba e das forças da SWAPO e do ANC sobre o exército do apartheid. O que era significativo era que enquanto o líder do ANC fazia esta muito publicitada visita a Angola, o então governo do ANC não se empenhava em divulgar publicamente o que acontecera em Cuito Cuanavale em 1988. Milhares de jovens na África do Sul desconhecem o que aconteceu na África do Sul e a relação entre a descolonização da África do Sul e essa histórica batalha.
Entre Outubro de 1987 e Junho de 1988, em uma das mais ferozes batalhas convencionais em solo africano, as tropas das Forças de Defesa da África do Sul (SADF) travaram batalha com tanques blindados e artilharia com o exército angolano (FAPLA) e os apoiantes cubanos em Cuito Cuanavale. Esta pequena base localizada no Sudeste Angolano (na província de Cuando Cubango) tornou-se importante na história militar de África pelo exército do apartheid sul-africano, supostamente um dos melhores equipados em Áfricas, ter sido apanhado na ratoeira a mais de trezentas milhas das suas bases na Namíbia, um território que estava ilegalmente ocupado.
Falhando a tomada de Cuito Cuanavale com cerca de 9.000 soldados mesmo após anunciar ao mundo que Cuito Cuanavale tinha caído; perdendo a sua superioridade aérea; e em face a motins das tropas negras dos seus formados á pressa batalhões, o comando operacional das SADF colapsou e o presidente P.W. Botha teve de voar para a zona de Guerra no interior de Angola. Botha, foi revelado mais tarde, voou para intervir numa disputa entre o alto comando militar da África do Sul se o exército do apartheid deveria utilizar ou não armas nucleares tácticas. Botha decidiu contra o uso de armas nucleares porque na altura a África do Sul do apartheid era um estado pária.
Com reforços cubanos, os combatentes angolanos sustiveram grandes assaltos pelo exército sul-africano em 23 de Janeiro, 25 de Fevereiro e finalmente a 23 de Março. Os sul-africanos foram repelidos com grandes perdas enquanto as tropas angolanas /cubanas assumiram a iniciativa militar. O exército angolano, pela primeira vez desde a Operação Protea (o nome de código para o ataque convencional pelas SADF) em 1981, era capaz de reocupar a área do Sudeste angolano junto á fronteira namibiana. No espaço de menos de três meses as unidades de engenharia e trabalhadores da construção das forças Angolanas/Cubanas foram capazes de duas pistas de aviação com armas antiaéreas para consolidar a captura da província do Cunene. Atoladas as suas armas convencionais pelo terreno e estação das chuvas, o exército sul-africano fez tentativas desesperadas de romper o cerco em 27 de Junho de 1988. Eles foram mais uma vez castigados severamente pelos pilotos angolanos que controlavam o espaço aéreo angolano.
Depois das batalhas de Junho, os sul-africanos solicitaram a paz. Chester Crocker e o governo dos USA caminharam para salvar a face do humilhado exército sul-africano. Só depois desta derrota militar as forças do apartheid concordaram com as resoluções das nações Unidas e aceitaram a contagem de tempo para a independência da Namíbia. Dentro de um ano o edifício político e militar do apartheid desabou. Nelson Mandela foi libertado vinte meses após a retirada confusa do exército sul-africano em Tchipa.
A PRIMEIRA DERROTA DO EXÉRCITO DO APARTHEID
Dado que o fascismo português colapsou em Abril de 1974 as forças do imperialismo americano e o exército do apartheid tiveram de se apresentar na sua máxima força para perpetuar o controlo externo sobre Angola. O exército do apartheid sul-africano interveio militarmente em 1975 para impedir o MPLA de atingir o poder depois das gentes de Sambizanga desvastarem as forças da FNLA aliadas ao exército de Mobutu. Nesse momento, os angolanos pediram ajuda a Cuba para ajudar a derrotar o apartheid , as tropas regulres do exército do Zaire e os mercenários ao serviço da CIA. Esta história está bem documentada por John Stockwell em “In Search of Enemies.” Mais recentemente nos EUA, o académico Pierro Gleijeses documentou a história do envolvimento cubano na guerra de 1975-1976 no livro “Conflicting Missions: Havana, Washington and Africa.”
Militarmente o exército da África do Sul foi derrotado no campo da batalha em 1975/76. Politicamente o regime do apartheid ficou cada vez mais isolado na arena internacional. Diplomaticamente a Nigéria mobilizou a Organização da Unidade Africana (OUA) para resistir á pressão dos EUA para assegurar o mandato das forças do apartheid. Na resposta, o Presidente da Nigéria, Murtala Mohammed, foi assassinado
ETAPAS DA GUERRA: 1976-1980
O assassínio de Murtala Mohammed e a aliança entre os países europeus, os EUA e o apartheid garantiram que a luta contra se tornou continental e mesmo global. Depois dos levantamentos do Soweto em 1976 os líderes racistas sul-africanos estavam na defensiva política e diplomaticamente. Esta era um período de construção do poder militar na Namíbia. O carácter da Guerra contra a SWAPO mudou com o recrutamento de jovens, a edificação de bases militares e ataques contra SWAPO. Angola tornou-se uma base de retaguarda pela luta da Namíbia com milhares de jovens fugindo para Angola vindos da Namíbia.
Uma das estranhas peculiaridades da libertação do Sul de África é o facto de que quando a UNITA se formou em 1966, foi a SWAPO que assegurou o primeiro fornecimento de armas. E que depois a UNITA se tornou um aliado do estado do apartheid e do seu exército. Jonas Savimbi e as suas forças foram organizadas para combater a SWAPO e localizar os líderes da SWAPO em Angola. Estes exercícios militares foram coordenados com a Força Aérea sul-africana. Um dos mais destrutivos ataques nos campos de refugiados da SWAPO foi em Kassinga em 1978. Na consequência desse ataque o Conselho de Segurança da ONU adoptou a Resolução 435 apelando á retirada do regime do apartheid da Namíbia.
OPERAÇÃO PROTEA: 1981-1984
De 1981 a 1988 o exército racista ocupou as províncias angolanas do Cunene e Cuando Cubango. FAPLA, o exército angolano, não estava preparado para esta massiva invasão de 11.000 tropas da SADF com as mais sofisticadas peças de artilharia. A capital provincial do Cunene em Ngiva foi saqueada. Cerca de 100.000 camponeses fugiram de suas casas. O exército sul-africano roubou gado que transportado para a Namíbia alimentava as suas tropas. Eles não retiraram as suas tropas de acordo com a Resolução do Conselho de Segurança apelando á retirada. Dentro da comunidade internacional a agressão da áfrica do Sul era condenada; mas o governo dos EUA mobilizou um grupo de estados Europeus chamados de grupo de contacto (EUA, Canadá, Alemanha Ocidental, França e Grã-Bretanha) para proteger o governo do apartheid internacionalmente.
A segunda maior invasão sul-africana foi em Cangamba em Agosto de 1983. Aqui a UNITA anunciou que Cangamba tinha caído. Mas foi a Força Aérea sul-africana que destruiu Cangamba. Em 1984 os povos da região do Sul de África sofriam mas estavam preparados para fazer sacrifícios. A compreensão de que independência e a soberania estavam ligadas ao fim do apartheid, era clara, especialmente em Angola.
Depois dos acontecimentos de 1984 os sul-africanos assinaram o Acordo de Nkomati com Moçambique e um acordo de paz com Angola. Mas esta paz era simplesmente um estratagema para ganhar espaço para procurar mais armas e capacidade financeira. Em Setembro de 1985 as FAPLA iniciaram o ataque contra a Jamba. Os sul-africanos intervêm, mas com os levantamentos da Frente Democrática Unida (UDF) na África do Sul, as SADF não podem responder e chamaram a ajuda dos EUA.. Foi o tempo em que o Pentágono forneceu mísseis stinger á UNITA. Jonas Savimbi foi recebido na Casa Branca por Ronald Reagan e a Unita foi financiada. Hollywood também fez um filme (Red Scorpion) sobre os bravos combates contra o comunismo em África. Mas a UNITA não tinha infra-estrutura administrativa ou militar para a assistência que estava recebendo. Era uma cobertura para a assistência às forças do apartheid.
No segundo mandato de Ronald Reagan (1984-1988), e com o apoio do governo de Thatcher na Grã- Bretanha, o apoio era dirigido para as SADF, UNITA, Mobutu e forças anti-comunistas no Sul de África. Deve ser referido aqui que nesta altura todos os africanos que lutavam pela liberdade eram chamados terroristas. Tanto Osama Bin Laden como Jonas Savimbi foram nesta altura aliados dos EUA na luta contra o comunismo. Enquanto Savimbi era chamado um combatente da liberdade, Nelson Mandela era reconhecido como terrorista pelos EUA e pelos sul-africanos. Por isso para lutar contra o chamado terrorismo, os EUA reactivaram a base militar de Kamina no Zaire para criar uma frente norte na guerra contra Angola. The CIA assegurou abastecimentos para os sul-africanos via UNITA.
1987 – ESPERANÇA NA OPERAÇÃO MODULAR
A África do Sul foi encorajada pela assistência financeira á UNITA pela administração Reagan. Contudo, os sinais de mudança política eram evidentes com a formação da União Sindical (COSATU) e a actividade da UDF. A maturidade das lutas democráticas populares na África do Sul tornavam o país ingovernável e o apartheid ineficaz. A Operação Modular foi lançada com o objectivo de capturar Menongue (em Angola) para instalar um governo provincial da UNITA para poder aumentar o apoio ocidental. A concretização da Operação Modular decorreu durante 6 meses. Estradas para transporte de equipamento pesado para 9.000 combatentes das forças regulares das SADF foram construídas.
As FAPLA lançaram um prévio ataque á Jamba e a batalha do Rio Lomba foi o preâmbulo da grande batalha do Cuito Canavale.
A INTERVENÇÃO CUBANA
Fidel Castro e a liderança Cubana seguiram os combates desde o início. O grosso das forças cubanas em Angola tinham sido retiradas em 1981. Fidel Castro e a liderança cubana tinham tido divergências com os generais das forças militares convencionais de Angola. Alguns dos generais soviéticos que assessoravam o exército angolano só pensavam em combates convencionais frontais. Mas Fidel Castro, os militares cubanos e os progressistas de Angola compreendiam que a Guerra defensiva era mais inteligente forma de combate que a que só dependesse de tanques avançados e artilharia. A liderança cubana argumentava correctamente que se as SADF rompessem a linha defensiva das FAPLA, a posição cubana de Menongue seria ameaçada. Os cubanos mandaram reforços com as melhores tropas, as armas mais sofisticadas e armas antiaéreas. Era significativo que as armas antiaéreas estavam sob controlo de mulheres. Foram mulheres que expulsaram a Força Aérea sul-africana dos ares. .
As posições defensivas de radar angolanas quebraram a superioridade aérea sul-africana. Os pilotos angolanos e cubanos dos MIG 23 provaram ser tão ou mesmo mais competentes que os seus homólogos da Força Aérea da África do Sul. A SADF limitou-se a flagelar Cuito Cuanavale com cerca de 20.000 projécteis por dia. Nos grandes combates de Janeiro, Fevereiro e Março os sul-africanos não conseguiram tomar o Cuito Canavale. Nesse intervalo de tempo os EUA tentaram abrir uma nova frente com a UNITA. Os militares norte-americanos iniciaram exercícios com o nome Operação Flintlock para desembarcar abastecimentos à UNITA. Então a UNITA enfrentou as guerilhas do ANC.
A sorte dos sul-africanos foi confirmada em Tchipa em 27 de Junho de 1988. Então as SADF tentaram abrir uma nova frente para aliviar as tropas cercadas em Cuito Cuanavale. Nesta decisiva batalhas as forças das FAPLA confirmaram a sua superioridade aérea. Quando as notícias da derrota de Calueque chegaram á África doSul, muitos jovens brancos protestaram a sua incorporação na áfrica do Sul. A Campanha pelo fim da Incorporação assistiu ao aumento do número de jovens brancos resistindo ao alistamento. Um grande jornal sul-africano chamou á batalha de Tchipa 'uma pesada humilhação”. Os sul-africanos tinham duas alternativas: iniciar conversações ou render-se. O Cerco de Cuito Cuanavale acabou após as SADF concordarem na retirada da Namíbia.
Como consequência das negociações após a derrota dos sul-africanos, Namíbia ganhou a sua independência em Março de 1990. Um mês antes as lutas dos povos da áfrica do Sul levaram á libertação de Nelson Mandela.
Em Angola a guerra continuou até 2002 quando Jonas Savimbi foi morto. Os planos militares dos EUA e as relações militares dos EUA com África não podem ser comparadas negativamente com o papel desempenhado pelos Cubanos em Cuito Cuanavale em Angola em 1988. Através destas memórias muitos lembrar-se-ão das palavras de Fidel Castro “A história de África dividir-se-á no antes e no depois Cuito Cuanavale.”
Entre Outubro de 1987 e Junho de 1988, em uma das mais ferozes batalhas convencionais em solo africano, as tropas das Forças de Defesa da África do Sul (SADF) travaram batalha com tanques blindados e artilharia com o exército angolano (FAPLA) e os apoiantes cubanos em Cuito Cuanavale. Esta pequena base localizada no Sudeste Angolano (na província de Cuando Cubango) tornou-se importante na história militar de África pelo exército do apartheid sul-africano, supostamente um dos melhores equipados em Áfricas, ter sido apanhado na ratoeira a mais de trezentas milhas das suas bases na Namíbia, um território que estava ilegalmente ocupado.
Falhando a tomada de Cuito Cuanavale com cerca de 9.000 soldados mesmo após anunciar ao mundo que Cuito Cuanavale tinha caído; perdendo a sua superioridade aérea; e em face a motins das tropas negras dos seus formados á pressa batalhões, o comando operacional das SADF colapsou e o presidente P.W. Botha teve de voar para a zona de Guerra no interior de Angola. Botha, foi revelado mais tarde, voou para intervir numa disputa entre o alto comando militar da África do Sul se o exército do apartheid deveria utilizar ou não armas nucleares tácticas. Botha decidiu contra o uso de armas nucleares porque na altura a África do Sul do apartheid era um estado pária.
Com reforços cubanos, os combatentes angolanos sustiveram grandes assaltos pelo exército sul-africano em 23 de Janeiro, 25 de Fevereiro e finalmente a 23 de Março. Os sul-africanos foram repelidos com grandes perdas enquanto as tropas angolanas /cubanas assumiram a iniciativa militar. O exército angolano, pela primeira vez desde a Operação Protea (o nome de código para o ataque convencional pelas SADF) em 1981, era capaz de reocupar a área do Sudeste angolano junto á fronteira namibiana. No espaço de menos de três meses as unidades de engenharia e trabalhadores da construção das forças Angolanas/Cubanas foram capazes de duas pistas de aviação com armas antiaéreas para consolidar a captura da província do Cunene. Atoladas as suas armas convencionais pelo terreno e estação das chuvas, o exército sul-africano fez tentativas desesperadas de romper o cerco em 27 de Junho de 1988. Eles foram mais uma vez castigados severamente pelos pilotos angolanos que controlavam o espaço aéreo angolano.
Depois das batalhas de Junho, os sul-africanos solicitaram a paz. Chester Crocker e o governo dos USA caminharam para salvar a face do humilhado exército sul-africano. Só depois desta derrota militar as forças do apartheid concordaram com as resoluções das nações Unidas e aceitaram a contagem de tempo para a independência da Namíbia. Dentro de um ano o edifício político e militar do apartheid desabou. Nelson Mandela foi libertado vinte meses após a retirada confusa do exército sul-africano em Tchipa.
A PRIMEIRA DERROTA DO EXÉRCITO DO APARTHEID
Dado que o fascismo português colapsou em Abril de 1974 as forças do imperialismo americano e o exército do apartheid tiveram de se apresentar na sua máxima força para perpetuar o controlo externo sobre Angola. O exército do apartheid sul-africano interveio militarmente em 1975 para impedir o MPLA de atingir o poder depois das gentes de Sambizanga desvastarem as forças da FNLA aliadas ao exército de Mobutu. Nesse momento, os angolanos pediram ajuda a Cuba para ajudar a derrotar o apartheid , as tropas regulres do exército do Zaire e os mercenários ao serviço da CIA. Esta história está bem documentada por John Stockwell em “In Search of Enemies.” Mais recentemente nos EUA, o académico Pierro Gleijeses documentou a história do envolvimento cubano na guerra de 1975-1976 no livro “Conflicting Missions: Havana, Washington and Africa.”
Militarmente o exército da África do Sul foi derrotado no campo da batalha em 1975/76. Politicamente o regime do apartheid ficou cada vez mais isolado na arena internacional. Diplomaticamente a Nigéria mobilizou a Organização da Unidade Africana (OUA) para resistir á pressão dos EUA para assegurar o mandato das forças do apartheid. Na resposta, o Presidente da Nigéria, Murtala Mohammed, foi assassinado
ETAPAS DA GUERRA: 1976-1980
O assassínio de Murtala Mohammed e a aliança entre os países europeus, os EUA e o apartheid garantiram que a luta contra se tornou continental e mesmo global. Depois dos levantamentos do Soweto em 1976 os líderes racistas sul-africanos estavam na defensiva política e diplomaticamente. Esta era um período de construção do poder militar na Namíbia. O carácter da Guerra contra a SWAPO mudou com o recrutamento de jovens, a edificação de bases militares e ataques contra SWAPO. Angola tornou-se uma base de retaguarda pela luta da Namíbia com milhares de jovens fugindo para Angola vindos da Namíbia.
Uma das estranhas peculiaridades da libertação do Sul de África é o facto de que quando a UNITA se formou em 1966, foi a SWAPO que assegurou o primeiro fornecimento de armas. E que depois a UNITA se tornou um aliado do estado do apartheid e do seu exército. Jonas Savimbi e as suas forças foram organizadas para combater a SWAPO e localizar os líderes da SWAPO em Angola. Estes exercícios militares foram coordenados com a Força Aérea sul-africana. Um dos mais destrutivos ataques nos campos de refugiados da SWAPO foi em Kassinga em 1978. Na consequência desse ataque o Conselho de Segurança da ONU adoptou a Resolução 435 apelando á retirada do regime do apartheid da Namíbia.
OPERAÇÃO PROTEA: 1981-1984
De 1981 a 1988 o exército racista ocupou as províncias angolanas do Cunene e Cuando Cubango. FAPLA, o exército angolano, não estava preparado para esta massiva invasão de 11.000 tropas da SADF com as mais sofisticadas peças de artilharia. A capital provincial do Cunene em Ngiva foi saqueada. Cerca de 100.000 camponeses fugiram de suas casas. O exército sul-africano roubou gado que transportado para a Namíbia alimentava as suas tropas. Eles não retiraram as suas tropas de acordo com a Resolução do Conselho de Segurança apelando á retirada. Dentro da comunidade internacional a agressão da áfrica do Sul era condenada; mas o governo dos EUA mobilizou um grupo de estados Europeus chamados de grupo de contacto (EUA, Canadá, Alemanha Ocidental, França e Grã-Bretanha) para proteger o governo do apartheid internacionalmente.
A segunda maior invasão sul-africana foi em Cangamba em Agosto de 1983. Aqui a UNITA anunciou que Cangamba tinha caído. Mas foi a Força Aérea sul-africana que destruiu Cangamba. Em 1984 os povos da região do Sul de África sofriam mas estavam preparados para fazer sacrifícios. A compreensão de que independência e a soberania estavam ligadas ao fim do apartheid, era clara, especialmente em Angola.
Depois dos acontecimentos de 1984 os sul-africanos assinaram o Acordo de Nkomati com Moçambique e um acordo de paz com Angola. Mas esta paz era simplesmente um estratagema para ganhar espaço para procurar mais armas e capacidade financeira. Em Setembro de 1985 as FAPLA iniciaram o ataque contra a Jamba. Os sul-africanos intervêm, mas com os levantamentos da Frente Democrática Unida (UDF) na África do Sul, as SADF não podem responder e chamaram a ajuda dos EUA.. Foi o tempo em que o Pentágono forneceu mísseis stinger á UNITA. Jonas Savimbi foi recebido na Casa Branca por Ronald Reagan e a Unita foi financiada. Hollywood também fez um filme (Red Scorpion) sobre os bravos combates contra o comunismo em África. Mas a UNITA não tinha infra-estrutura administrativa ou militar para a assistência que estava recebendo. Era uma cobertura para a assistência às forças do apartheid.
No segundo mandato de Ronald Reagan (1984-1988), e com o apoio do governo de Thatcher na Grã- Bretanha, o apoio era dirigido para as SADF, UNITA, Mobutu e forças anti-comunistas no Sul de África. Deve ser referido aqui que nesta altura todos os africanos que lutavam pela liberdade eram chamados terroristas. Tanto Osama Bin Laden como Jonas Savimbi foram nesta altura aliados dos EUA na luta contra o comunismo. Enquanto Savimbi era chamado um combatente da liberdade, Nelson Mandela era reconhecido como terrorista pelos EUA e pelos sul-africanos. Por isso para lutar contra o chamado terrorismo, os EUA reactivaram a base militar de Kamina no Zaire para criar uma frente norte na guerra contra Angola. The CIA assegurou abastecimentos para os sul-africanos via UNITA.
1987 – ESPERANÇA NA OPERAÇÃO MODULAR
A África do Sul foi encorajada pela assistência financeira á UNITA pela administração Reagan. Contudo, os sinais de mudança política eram evidentes com a formação da União Sindical (COSATU) e a actividade da UDF. A maturidade das lutas democráticas populares na África do Sul tornavam o país ingovernável e o apartheid ineficaz. A Operação Modular foi lançada com o objectivo de capturar Menongue (em Angola) para instalar um governo provincial da UNITA para poder aumentar o apoio ocidental. A concretização da Operação Modular decorreu durante 6 meses. Estradas para transporte de equipamento pesado para 9.000 combatentes das forças regulares das SADF foram construídas.
As FAPLA lançaram um prévio ataque á Jamba e a batalha do Rio Lomba foi o preâmbulo da grande batalha do Cuito Canavale.
A INTERVENÇÃO CUBANA
Fidel Castro e a liderança Cubana seguiram os combates desde o início. O grosso das forças cubanas em Angola tinham sido retiradas em 1981. Fidel Castro e a liderança cubana tinham tido divergências com os generais das forças militares convencionais de Angola. Alguns dos generais soviéticos que assessoravam o exército angolano só pensavam em combates convencionais frontais. Mas Fidel Castro, os militares cubanos e os progressistas de Angola compreendiam que a Guerra defensiva era mais inteligente forma de combate que a que só dependesse de tanques avançados e artilharia. A liderança cubana argumentava correctamente que se as SADF rompessem a linha defensiva das FAPLA, a posição cubana de Menongue seria ameaçada. Os cubanos mandaram reforços com as melhores tropas, as armas mais sofisticadas e armas antiaéreas. Era significativo que as armas antiaéreas estavam sob controlo de mulheres. Foram mulheres que expulsaram a Força Aérea sul-africana dos ares. .
As posições defensivas de radar angolanas quebraram a superioridade aérea sul-africana. Os pilotos angolanos e cubanos dos MIG 23 provaram ser tão ou mesmo mais competentes que os seus homólogos da Força Aérea da África do Sul. A SADF limitou-se a flagelar Cuito Cuanavale com cerca de 20.000 projécteis por dia. Nos grandes combates de Janeiro, Fevereiro e Março os sul-africanos não conseguiram tomar o Cuito Canavale. Nesse intervalo de tempo os EUA tentaram abrir uma nova frente com a UNITA. Os militares norte-americanos iniciaram exercícios com o nome Operação Flintlock para desembarcar abastecimentos à UNITA. Então a UNITA enfrentou as guerilhas do ANC.
A sorte dos sul-africanos foi confirmada em Tchipa em 27 de Junho de 1988. Então as SADF tentaram abrir uma nova frente para aliviar as tropas cercadas em Cuito Cuanavale. Nesta decisiva batalhas as forças das FAPLA confirmaram a sua superioridade aérea. Quando as notícias da derrota de Calueque chegaram á África doSul, muitos jovens brancos protestaram a sua incorporação na áfrica do Sul. A Campanha pelo fim da Incorporação assistiu ao aumento do número de jovens brancos resistindo ao alistamento. Um grande jornal sul-africano chamou á batalha de Tchipa 'uma pesada humilhação”. Os sul-africanos tinham duas alternativas: iniciar conversações ou render-se. O Cerco de Cuito Cuanavale acabou após as SADF concordarem na retirada da Namíbia.
Como consequência das negociações após a derrota dos sul-africanos, Namíbia ganhou a sua independência em Março de 1990. Um mês antes as lutas dos povos da áfrica do Sul levaram á libertação de Nelson Mandela.
Em Angola a guerra continuou até 2002 quando Jonas Savimbi foi morto. Os planos militares dos EUA e as relações militares dos EUA com África não podem ser comparadas negativamente com o papel desempenhado pelos Cubanos em Cuito Cuanavale em Angola em 1988. Através destas memórias muitos lembrar-se-ão das palavras de Fidel Castro “A história de África dividir-se-á no antes e no depois Cuito Cuanavale.”
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sampling: "Nadie se va a morir menos ahora" (Girón, preludio)
Video clip do grupo cubano Sampling em que interpreta a canção "Girón preludio", de Silvio Rodríguez. Dedicada ao dia em que se proclamou o carácter socialista da Revolução Cubana. Realizador: Juan Pin Vilar
Dedicada ao Congresso do PC Cubano
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Carlos Puebla Adelante Portugal
uma HOMENAGEM de Carlos Puebla
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Libelula - Haydee Milanes
Libélula- Haydee Milanés, filha de Pablo Milanés
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Un Dia De Noviembre . de Leo Brouwer
Leo Brouwer é um compositor cubano. Aqui "Um dia de Novembro" por Peo Kindgren.
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