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sexta-feira, 31 de março de 2017

DESCUBRA AS DIFERENÇAS


Um porta-voz da Amnistia Internacional falava em Dezembro de 2016 sobre a situação em Alepo. Não poupou nas palavras nem nas conclusões: «a chocante informação de que dezenas de civis têm sido executados extrajudicialmente pelas tropas do governo sírio […] aponta para crimes de guerra» […] «A informação de que civis – incluindo crianças – estão a ser massacrados a sangue-frio em suas casas pelas forças do governo sírio é profundamente chocante mas não é inesperada, tendo em conta a conduta destas forças até à data.» […] «No decurso do conflito as forças sírias, apoiadas pela Rússia, têm repetidamente manifestado um grosseiro desrespeito pelo direito humanitário internacional e um evidente desprezo pela sorte dos civis».
Intensifica-se agora uma «ofensiva aliada» sobre Mossul, no Iraque. Há notícia de milhares de mortes de civis. A Amnistia Internacional, que tão duramente e de forma tão conclusiva se pronunciara em Dezembro sobre Alepo, pronuncia-se agora sobre Mossul. A fórmula utilizada é um verdadeiro salamaleque: «o recente aumento de baixas civis […] sugere que a coligação encabeçada pelos EUA não está a conseguir tomar as precauções adequadas para evitar mortes civis». Só falta pedir desculpa pelo atrevimento.
É certo que atribui a situação a «um padrão alarmante na utilização por parte da coligação encabeçada pelos EUA de ataques aéreos que têm destruído habitações inteiras com famílias no seu interior». Mas agora não há crimes de guerra nem a tomada de civis como alvo, há apenas «incapacidade em tomar precauções».
Tem diferentes lentes esta ONG. As tragédias de que fala – que resultam em milhões de mortos e refugiados e em países destruídos – são idênticas e foram desencadeadas pela mesma mão: os EUA, a NATO e os seus aliados na região. Não têm fim à vista. Relativizar as suas consequências conforme as forças em presença é, antes de tudo, trair as vítimas.

Centenário do nascimento de Alfredo Diniz (Alex)


quarta-feira, 29 de março de 2017

Jerónimo reclama reforma inteira aos 60 anos de idade ou 40 de descontos


O secretário-geral do PCP reafirmou hoje a proposta de reformas sem penalizações aos 60 anos de idade ou 40 anos de descontos para a Segurança Social, prometendo estar com o Governo PS a cada "passo adiante".

Num encontro com trabalhadores com longas carreiras contributivas, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, Jerónimo de Sousa homenageou o esforço de "centenas de milhares" de pessoas que "passaram uma vida inteira a trabalhar".
Referindo-se à recente proposta do executivo socialista sobre o assunto, o líder comunista classificou-a de "insuficiente" e "recuada", embora seja já "um ganho" num "processo que ainda agora começou".
"Temos uma proposta, não abdicamos dela e vamos, naturalmente, tentar que muitos dos seus conteúdos e objetivos tenham também aceitação por parte do Governo do PS. Consideramos que esta proposta, mesmo recuada, insuficiente, não correspondendo a sentimentos e expectativas justas, só apareceu devido à persistência da nossa luta", afirmou o secretário-geral do PCP.
Segundo Jerónimo de Sousa, o seu partido e os trabalhadores e o povo sabem "bem quanta importância tem um passo adiante e quanto efeito negativo tem um passo atrás", portanto, "a todos os passos adiante que for possível dar com o Governo lá estará o PCP", que não é "daqueles do tudo ou nada".
"Há anos que o PCP se bate pelo direito à reforma sem penalizações para os trabalhadores com 40 anos ou mais de descontos para o sistema público da Segurança Social", reforçou.

O líder comunista recordou que o Governo PSD/CDS-PP, "entre 2012 e 2014, impediu a antecipação da reforma" e, "em 2015, permitiu a antecipação da idade da reforma aos 60 anos e com 40 ou mais de descontos e a aplicação de fortíssimas penalizações, ou seja, 0,5% por cada mês face à idade da reforma (66,3 anos), mais 13,4% do fator de sustentabilidade".

Thurston Moore - Smoke Of Dreams

terça-feira, 28 de março de 2017

COMO A CGD CONTINUA A SER ARRUINADA

 em resistir.info
 
A central sindical amarela, conhecida como UGT, recebeu um financiamento de 1,5 milhão de euros da CGD, a ser pago em 25 anos mediante módicas prestações mensais de 7.500 euros. O referido financiamento destina-se a reembolsar dívidas antigas da UGT para com a UE, decorrente das trafulhices cometidas pela mesma com dinheiros do Fundo Social Europeu.

Sabe-se que este banco público atravessa dificuldades devido aos empréstimos ruinosos que efetuou no passado, com incumprimento de credores. Assim, cabe perguntar: Que garantias tem a CGD de bom pagamento por parte da UGT? Terá a UGT dado garantias reais? Como é possível que as tenha dado se até foi despejada da sua sede por falta de pagamento ao senhorio? Por que a nova administração da CGD resolveu fazer este frete à UGT? Não será lícito suspeitar que o governo PS a persuadiu a acudir à UGT? Como é possível agravar ainda mais a saúde financeira do único banco público que ainda resta em Portugal? Tais questões deveriam ser respondidas.

domingo, 26 de março de 2017

COMUNICADO

APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS AUTÁRQUICOS DA CDU PAREDES


Cerca de centena e meia de militantes e apoiantes do PCP, reuniram-se no passado sábado, dia 25, num jantar-convívio em Parada de Todeia, para assinalar o 96º aniversário do partido e apresentar os cabeças-de- lista da CDU aos órgãos autárquicos de Paredes.

Álvaro Pinto, ferroviário, sindicalista, membro eleito da Assembleia Municipal e ex-presidente de Junta de Freguesia de Parada de Todeia, será o candidato dos comunistas à presidência da Câmara. Cristiano Ribeiro, médico e responsável pela concelhia de Paredes do PCP, encabeçará a lista da CDU à Assembleia Municipal.

Na sua intervenção Cristiano Ribeiro destacou «a experiência, a intervenção qualificada, independente e sem telhados de vidro dos candidatos da CDU», que «pelo trabalho já demonstrado merecem confiança reforçada nas próximas eleições». Álvaro Pinto, por seu turno, referiu que «Paredes merece melhor» e que «Paredes quer a CDU e quer candidatos de proximidade e de confiança que conheçam bem o concelho, que conheçam bem as dificuldades e problemas da população e que sejam assertivos na defesa dos interesses de todas as freguesias sem excepção».

Presente no jantar esteve também Jaime Toga, responsável pela Organização Distrital do Porto do PCP e membro do Comité Central do partido, que salientou a qualidade do projecto autárquico da CDU e o facto dos candidatos Álvaro Pinto e Cristiano Ribeiro não serem «candidatos de esquemas», mas sim «políticos identificados com o povo, já com muitas provas dadas na sua intervenção cívica,

social, associativa e cooperativa».

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP