«Você tem-me cavalgado, /seu safado! /Você tem-me cavalgado, /mas nem por isso me pôs /a pensar como você. /Que uma coisa pensa o cavalo; /outra quem está a montá-lo» Alexandre O´Neill
O governo “imperial” que nos governa criou uma lei que estabelece a duração do período normal de trabalho para os trabalhadores em funções públicas nas 8 horas diárias e 40 horas semanais. Tal alteração não responde a nenhuma necessidade objectiva, ou propósito louvável; antes pelo contrário, só se destina a criar nos locais de trabalho instabilidade, medo e frustração. O terrorismo social assim expresso levará mais cedo do que tarde a uma corrente de despedimentos e uma redução da qualidade dos serviços prestados.
Alguns dirigentes intermédios apostaram logo na exigência dessa alteração dos horários de trabalho, com carácter de urgência. De um momento para o outro, o funcionário e sua família deveriam adoptar-se aos editais de sua majestade, prescindindo para si de 5 horas semanais a que acrescem 5 horas de descanso intercalar. Contra os pareceres jurídicos das entidades associativas e representativas, contra o bom senso e a dinâmica do serviço público, instalou-se o caos, e a divisão, sob a capa do posso, quero e mando.
Rosalino e seus muchachos sabem quão profundo degradam expectativas de vida de muitos portugueses e como afectam sectores como a Saúde e a Educação. E um dia destes, nós, os cavalos já cansados das bizarrias, lhes daremos com o coice.
CR
Sem comentários:
Enviar um comentário