A Comunidade
Intermunicipal do Tâmega e Sousa, que abrange 11 concelhos da região em causa,
deliberou tornar seu Presidente o Presidente da Câmara de Castelo de Paiva e vice-Presidentes
os Presidentes da Câmara de Felgueiras e Paços de Ferreira. Respeitou-se
formalmente a maior representação numérica de Presidentes de filiação PS (6) em
comparação com os de filiação PSD (5).
Mas há
outras leituras que faço: perante a “deserção” de Paredes para a Área Metropolitana
do Porto, há um desequilíbrio de dimensão e importância dos concelhos da
Comunidade, da sua própria centralidade. A subalternização do eixo Penafiel - Marco
– Amarante, mesmo que auto-assumida, não indicia nada de bom quanto á co-responsabilização
em politicas intermunicipais, ainda para mais sendo todas elas afectas ao PSD. Tenho
para mim que a provada não existência de líderes autárquicos de dimensão
regional (porquê o “apagamento” de José Luís Carneiro?) contribui também para
uma conclusão: a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa não tem futuro,
sem protagonistas, sem estratégia, sem poderes e recursos.
CR
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