Na Coreia do Norte, o ministro da
Defesa teria sido fuzilado por ter cabeceado durante uma cerimónia oficial.
Hyon Yong-chol teria sido executado ontem, publicamente e depois de ordem do
Chefe de Estado Kim Jong-un, com tiros de metralhadora anti-aérea. Centenas de
pessoas teriam assistido ao espectáculo. O ministro da Defesa teria sido
condenado por crime de lesa majestade, depois de ter sido apanhado a dormir
numa cerimónia militar.
A chocante notícia foi vinculada por
um vice-director dos serviços de Informação da Coreia do Sul numa Comissão
Parlamentar. E logo, na sua pueril verdade, correu mundo e noticiários, atravessando
mares e despertando indignações, que nestas coisas, há gente muito selectiva:
da Coreia do Norte só podem vir notícias de violência e crueldade. Morte ao
ditador, alguém bramou. Meia dúzia de patetas repetiram.
Estando presente numa Conferência no
Anfiteatro II da Escola Superior da Saúde da Universidade de Aveiro, no 7.º
Encontro Nacional das USF’s, ouvi uma referência pungente á violência
norte-coreana por parte do moderador. Certamente alguém que nunca fez ou faria
qualquer referência pública às vítimas por dezenas de anos de erros judiciais
na América, por exemplo, ou aos assassínios selectivos de políticos na Ucrânia…
A notícia da morte do Ministro da
Defesa Norte Coreano já foi desmentida pela sua…ressuscitação. A “purga” virou
utilização de laxante e a sensacional notícia virou manipulação “de merda”. A
reprodução desta farsa noticiosa só interessa a quem nos quer defraudar. Uma
mentira mil vezes citada nunca chega a ser verdade. Mas há quem
acredite.
CR
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