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Poucos meses após a concretização da
privatização da TAP, e do alerta então feito pelo PCP, já é possível
confirmar que este foi mais um negócio profundamente lesivo do erário público
e dos interesses das populações servidas pela companhia aérea nacional.
As notícias vindas a público, que dão conta da supressão de quatro ligações no Aeroporto do Porto - tendo como consequência a perda de cerca de 190 mil passageiros na região do Porto - são prova disso mesmo. Esta supressão de voos, importa referir, tem como justificação uma clara opção política dos novos donos da TAP, nada tendo a ver com a necessidade de "rentabilizar" recursos da empresa, facto que justifica, aliás, a forma como foram ignoradas as elevadas taxas de ocupação médias dos voos em causa. Note-se que o PCP apresentou, logo em Novembro, um Projecto de Lei com vista à reversão de todo o processo de privatização da TAP, cumprindo assim o seu compromisso com os trabalhadores e utentes da TAP. A DORP do PCP junta-se à denúncia pública em curso dos efeitos nefastos da privatização decidida pelo anterior do governo PSD/CDS, aproveitando para reafirmar a exigência de que o Governo reverta, o mais depressa possível, a privatização da TAP, abrindo caminho a uma política radicalmente diferente, que apoie a TAP em vez de a destruir.
DORP do PCP
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