um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

a democracia ucraniana que o Ocidente apoia

A Ucrânia proibiu a comercialização no país da edição russa da obra "Estalinegrado", do historiador britânico Antony Beevor, no quadro de uma lei que impede a importação de livros com conteúdo anti-ucraniano, o que causou a indignação do autor.

Tomada a 10 de janeiro, a decisão sobre "a proibição diz apenas respeito à importação para fins comerciais desse livro proveniente da Rússia e lá publicado em russo", declarou hoje Serguiï Oliïnyk, que dirige o departamento público encarregado das autorizações e do controlo da produção impressa.

As autoridades ucranianas "não vão recuar na sua decisão", sublinhou o responsável, classificando como "escandalosa" a tradução russa do livro dedicado a uma das batalhas fundamentais da Segunda Guerra Mundial entre as tropas soviéticas e as nazis.

Segundo Oliïnyk, o livro "Estalinegrado" pode ainda ser livremente importado para a Ucrânia se provier de outros países, incluindo em língua russa.

Além disso, "cada cidadão ucraniano tem o direito de importar para a Ucrânia dez exemplares da edição russa em questão, na condição de ser para uso pessoal", escreveu Oliïnyk na sua página da rede social Facebook.

A comercialização de um outro livro de Antony Beevor, intitulado "Segunda Guerra Mundial", foi autorizada na Ucrânia, recordou.

Serguiï Oliïnyk tinha anteriormente afirmado ao serviço ucraniano da Radio Liberty que a proibição de "Estalinegrado" se prendia com a presença no livro de vários parágrafos sobre as ordens dadas pelas forças de Hitler aos nacionalistas ucranianos para fuzilarem crianças durante a ocupação nazi.

De acordo com o responsável, tais parágrafos não têm fundamento e assentam em relatórios da polícia secreta soviética.

A proibição desencadeou a indignação de Beevor, um prestigiado historiador, que assegurou na sexta-feira ao jornal britânico The Guardian que o livro se baseia, nomeadamente, em testemunhos do oficial alemão anti-nazi Helmut Groscurth, exigindo um pedido de desculpas das autoridades ucranianas e que Kiev recue na sua decisão.



Por seu lado, a embaixada da Rússia em Londres classificou esta proibição como "um ato vergonhoso de censura e traição das vítimas" da Segunda Guerra Mundial.

Sem comentários:

Enviar um comentário