UMA IDEIA PEREGRINA SOBRE UM PROBLEMA
"Não podemos permitir que algumas empresas
estejam a assediar funcionários de
outras, porque isto pode originar um desequilíbrio e inflacionar os custos da
mão-de-obra". "Estamos a estudar fornas de apoiar a formação de mão-de-obra
especializada para a indústria do mobiliário para não permitir este inflacionamento
dos custos e apoiar os industriais". (Alexandre Almeida, Presidente da Câmara
Municipal de Paredes eleito pelo PS, Contabilista de algumas das maiores
Empresas do Mobiliário de Paredes, em declarações a “O Paredense" sobre uma
"dramática falta de mão-de-obra no sector do mobiliário")
outras, porque isto pode originar um desequilíbrio e inflacionar os custos da
mão-de-obra". "Estamos a estudar fornas de apoiar a formação de mão-de-obra
especializada para a indústria do mobiliário para não permitir este inflacionamento
dos custos e apoiar os industriais". (Alexandre Almeida, Presidente da Câmara
Municipal de Paredes eleito pelo PS, Contabilista de algumas das maiores
Empresas do Mobiliário de Paredes, em declarações a “O Paredense" sobre uma
"dramática falta de mão-de-obra no sector do mobiliário")
O Paredense, quinzenário com óbvias ligações ao
PS e franjas do
PSD, trazia na sua última edição um Dossiê intitulado Mobiliário
vive drama com falta de
mão-de-obra. Anunciava a realidade
atual de novos postos de trabalho no
sector (aqui denominados
como “oportunidades de emprego”) a que não
corresponderiam
ofertas de trabalhadores especializados disponíveis.
O quadro era caracterizado com números
interessantes: as exportações
na indústria tinham crescido cerca de 5% no terceiro trimestre de 2017.
O mesmo quadro favorável era ilustrado com três exemplos de
empresas em crescimento. A inovação tecnológica e do design
e a alta qualidade dos produtos esbarrariam com ausência
de formação profissional externa às empresas. Esse problema
poderia ser suprido por Escolas, Universidades e Centros de
Formação... Mas segundo os industriais, marceneiros, costureiras
e estofadores qualificados e mesmo programadores não haverá
em número suficiente, por isso e porque não há em muitos “vontade
de trabalhar”, apesar dos “bons ordenados”.
na indústria tinham crescido cerca de 5% no terceiro trimestre de 2017.
O mesmo quadro favorável era ilustrado com três exemplos de
empresas em crescimento. A inovação tecnológica e do design
e a alta qualidade dos produtos esbarrariam com ausência
de formação profissional externa às empresas. Esse problema
poderia ser suprido por Escolas, Universidades e Centros de
Formação... Mas segundo os industriais, marceneiros, costureiras
e estofadores qualificados e mesmo programadores não haverá
em número suficiente, por isso e porque não há em muitos “vontade
de trabalhar”, apesar dos “bons ordenados”.
E aqui chegados restam algumas afirmações
avulsas e
breves comentários. Alguém com responsabilidades e conhecimento
empresariais afirma que houve um “desinvestimento na promoção
da indústria” após o 25 de Abril (A. Pereira Leite) e nós lembramo-nos
das condições de adesão á União Europeia… Ou de uma “menor
competitividade salarial em Portugal (igualmente A. Pereira Leite)
e nós lembramo-nos dos salários “fictícios” do sector. Quanto á “luta ~
entre empresas”, julgávamos nós que a lógica capitalista prevalecente
no sector era a concorrência, a dinâmica entre interesses divergentes,
a lei da procura e da oferta de trabalhadores qualificados e
efectivamente bem pagos.
Mas fica a dúvida sobre o ónus da questão não está colocado
no sector mais fragilizado, no trabalho. A “revalorização do
trabalho neste sector” não estará certamente como pensa o
Senhor Presidente da Câmara na “cartelização” por baixo dos
salários, na redução dos custos do trabalho. Ideia peregrina de um
eleito socialista… a quem relembro os muitos milhares de jovens
e menos jovens que mostram no estrangeiro e com muitas dificuldades
a sua indiscutível “vontade de trabalhar” e vivem reais “oportunidades
de emprego”.
breves comentários. Alguém com responsabilidades e conhecimento
empresariais afirma que houve um “desinvestimento na promoção
da indústria” após o 25 de Abril (A. Pereira Leite) e nós lembramo-nos
das condições de adesão á União Europeia… Ou de uma “menor
competitividade salarial em Portugal (igualmente A. Pereira Leite)
e nós lembramo-nos dos salários “fictícios” do sector. Quanto á “luta ~
entre empresas”, julgávamos nós que a lógica capitalista prevalecente
no sector era a concorrência, a dinâmica entre interesses divergentes,
a lei da procura e da oferta de trabalhadores qualificados e
efectivamente bem pagos.
Mas fica a dúvida sobre o ónus da questão não está colocado
no sector mais fragilizado, no trabalho. A “revalorização do
trabalho neste sector” não estará certamente como pensa o
Senhor Presidente da Câmara na “cartelização” por baixo dos
salários, na redução dos custos do trabalho. Ideia peregrina de um
eleito socialista… a quem relembro os muitos milhares de jovens
e menos jovens que mostram no estrangeiro e com muitas dificuldades
a sua indiscutível “vontade de trabalhar” e vivem reais “oportunidades
de emprego”.
CR
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