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quinta-feira, 25 de julho de 2013

noticias da campanha eleitoral autárquica


O candidato da CDU à Câmara Gaia acusou hoje o presidente daquela autarquia, Luís Filipe Menezes, de falta de ética por estar a direcionar verbas do erário público para ações de propaganda e não cumprir promessas na área social.
"Isto é uma vergonha o que se está a passar. Está em causa a ética. É inaceitável que a Câmara Municipal de Gaia esteja a pagar tantas verbas em ações de publicidade, porque não é informação que se veicula, é propaganda", acusa Jorge Sarabando, durante uma visita ao Centro Social de S. Félix da Marinha, no âmbito das eleições autárquicas.
Segundo o comunista Jorge Sarabando, é "preciso redirecionar os recursos de Gaia para a ação social e reduzir as ações publicitárias.
"Defendemos a moralização da gestão camarária", reiterou Jorge Sarabando.
“No orçamento de 2012 de Gaia estavam previstas verbas para a ação social no valor de 1.704 mil euros, mas a execução ficou-se pelos 210 mil euros”, denunciou o candidato da CDU, informando que para 2013 a verba prevista no orçamento para a ação social é de 1.491 mil euros, ou seja menos 12,5% do que em 2012.
Outras das medidas necessárias que a CDU assume como prioritárias é disciplinar o recurso aos ajustes diretos.
"Embora sendo uma faculdade que a lei prevê, deve ser utilizado criteriosamente", disse, considerando que, no atual mandado, Luís Filipe Menezes recorreu de forma excessiva a esses ajustes diretos, designadamente realizando um contrato com uma firma de advogados no valor de 100 mil euros para uma prestação de serviços de um só dia.

Um outro exemplo que suscitou a maior perplexidade à CDU de Gaia foi o contrato da extinta Gaianina com uma empresa para fornecimento de tela para 'outdoor no valor de 19.500 euros em Abril de 2013. 

A 15 dias da candidatura de Luís Filipe Menezes lançar a sua campanha de outdoors, a Gaianima (empresa municipal paga pela Câmara de Gaia e administrada por Ricardo Almeida, presidente da concelhia do Porto do PSD) comprou uma tela para um outdoor por mais de 19.600,00 euros. No mercado, esta tela custaria 190 euros. Em Gaia, a tela custou 100 vezes mais.

A empresa que vendeu a tela nunca antes tinha vendido nada. Aliás, tem
 poucos meses e é uma sociedade unipessoal. Trata-se da YD2G, criada em setembro de 2012. Tem um único contrato com a GAIANIMA. Terá já vendido mais alguma coisa a alguém?