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domingo, 16 de novembro de 2014

O USO DA NATO DE UM FALSO VÍDEO VIRAL , DE UM PRETENSO HERÓI SÍRIO, PARA INVADIR A SÍRIA



Era um vídeo presente e viral no YouTube. Mostrava um jovem alegadamente sírio a salvar outra criança durante um tiroteio na Síria. Em fundo vozes de refugiados sírios, proclamando o habitual Allahu Akbar! ("Deus é grande!"). A legenda, mesmo que ausente,  estava implícita: o tiroteio, a barbárie, tinha como autores as forças de Bashar al Assad, o Presidente Sírio.

Após 5 milhões de visualizações, depois de ter formatado inumeras consciências, surgiu a VERDADE: o vídeo é uma encenação, filmado na ilha de Malta, com actores profissionais. O realizador é  um noruego de nome Lars Klevberg, e a sua mistificação foi financiada pelo Instituto Norueguês do Filme e pelo Fundo do Audiovisual do Conselho das Artes da Noruega. Segundo o produtor á BBC, numa explicação estúpida,  "haveria pistas para que o video fosse interpretado como ficção"... como o facto de não se ver sangue na criança atingida....

Estamos no reino da mais abjecta manipulação que abrangeu certamente não apenas um medíocre e imoral realizador noruego, mas toda uma equipa de produção, com o patrocínio de responsáveis politicos e culturais da Noruega.

A NORUEGA COM ESTA INICIATIVA NÃO SÓ SUJOU A SUA CREDIBILIDADE COMO NAÇÃO INDEPENDENTE, DEMOCRÁTICA E COM VALORES, COMO SE COLOCOU NA PRIMEIRA LINHA DO APOIO AO TERRORISMO INTERNACIONAL.

Relembrei o massacre perpetrado por um nazi noruego de nome Anders Breivik no campo de férias da juventude social democrata, na ilha de Utoya, com 68 mortos.
E mais longínqua na História, a actividade nazi na Noruega do século passado, com a ocupação de 1940 a 1945 e a participação de franjas da população organizados na União Nacional.

E RELEMBREI SOBRETUDO IDÊNTICAS MANIPULAÇÕES INFORMATIVAS EM SARAJEVO, NO KOSOVO, NO IRAQUE, NA REPUBLICA DEMOCRÁTICA DA COREIA OU EM CUBA.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TRIBUNAIS



O ex-primeiro-ministro da Islândia começou ontem a ser julgado num tribunal em Reiquejavique por ter sido acusado de "negligência grave" devido ao colapso do sistema financeiro do país, em 2008.
Este julgamento vem na sequência de uma tomada de posição do parlamento e de um referendo que impediram o executivo de seguir a terapêutica "troikada", mas não isentou o então primeiro-ministro da responsabilidade político-penal que vigora na Islândia.

Pessoalmente (e é mesmo uma questão pessoal), tenho uma dúvida:
Se Vítor Constâncio fosse islandês, seria possível pedir a sua extradição?

(em anonimosecxxi.blogspot.com)

O Secretário Geral da NATO Anders Rasmussen visita Portugal na 5.ª Feira para encontros com o PR, o PM e o MNE. Sendo Rasmussen uma das mais sinistras personalidades europeias, responsável por atrocidades, violência e crimes vários, ao serviço de uma Organização politico – militar global, eu também tenho uma dúvida:

Seria possível pedir a sua prisão e submetê-lo a um Tribunal Europeu dos Direitos dos Povos?

domingo, 21 de novembro de 2010

ABAIXO DE CÃO













O jornalismo que por aí se produz está ao nível de cão. E então o jornalismo politico dominante é verdadeiramente dejecto de cão. As reportagens da Cimeira da NATO que vi na RTP1 (não se pode estar em todos os canais ao mesmo tempo) são verdadeiramentes surreais. A subserviência, a manipulação, o ridículo extravazam no que se diz e são significativas no que se cala.

João Adelino Faria, António Esteves Martins e Márcia Rodrigues foram os rostos de uma das páginas mais negras do jornalismo (ia dizer de um jornalismo sério e isento, mas tal critério está implicito na palavra jornalismo). Comportaram-se não como jornalistas com formação e ética profissional, mas como funcionários, assessores de imprensa da organização politico-militar. Foi verdadeiramente um verdadeiro HIS MASTER VOICE. A utilização de palavras como Histórica para classificar os “resultados” da Cimeira entrará certamente no anedotário nacional, pois foi repetida por tão ilustres “figurões” sem que isso representasse ...nada. Já não falo claro da estagiária de serviço na Avenida da Liberdade, de apelido Neves de Sousa, que encontrou nas pedras soltas do passeio argumentos anti-NATO. Um calhau!

Temos portanto que a RTP, empresa pública da República e da Democracia, com defices de exploração de milhões, alberga no seu interior uma cambada de pseudo-jornalistas, acéfalos, rastejantes e “vendidos”. E que trabalham em função de outros interesses, de outros senhores. A João Adelino Faria não bastarão os 9.736 euros do vencimento. A António Esteves Martins, não chegarão os 2.986 euros (sem ajudas).

Demitam-se as Direcções Informativas, se tiverem coragem. Fechem-se as Escolas de Jornalismo que tão medíocre formação dá. Retire-se a Carteira Profissional a quem de direito. E aos visados: inscrevam-se nos Partidos, do Sócrates, do Coelho. Jornalismo, não!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A NATO E O MEDO



Nos últimos dias acumulam-se na comunicação social os sinais de uma generalizada manipulação. A propósito da realização da Cimeira da NATO, em Lisboa, surgem diariamente informações, que sob a forma de ensaios das chamadas forças da ordem, multiplos comentários, previsões ou reportagens, nos anunciam ser possível violência ou ameaças terroristas na referida Cimeira ou nas manifestações que a contestam.

Vivemos no irracional reino da suspeição, onde a cor negra pode ser sinónimo de ocultas intenções, onde o direito á liberdade de expressão se igualiza à deriva destrutiva. Os organizadores da Cimeira, consciente ou inconscientemente, promoveram um clima maniqueísta onde tudo o que contesta a Cimeira, os seus objectivos, a sua ostentação imperial, o seu folclore/bailado de pequenas marionetes a brincar ás guerras de domínio /exploração, é visto como marginal, repugnante, inimigo a abater.

Daí o simbolo da Cimeira poder parecer ser o bastão e a viseira policial, o controlo policial das fronteiras, a cidade cercada internamente e externamente, o carro de combate, a restrição de circulação, a medida de excepção.

A NATO, como organização belicista, anti-democrática, e inútil para o interesse global dos povos, tem dificuldades em se legitimar perante estes e o mundo. Representa cada vez mais um poder militar ao serviço das burguesias nacionais, das corporações internacionais, do imperialismo norte-americano, crescentemente ameaçado pelo poder económico, politico e até militar de países emergentes. A sua proclamada função estabilizadora colide com a necessidade de novas jogadas de controlo de espaços, fontes de energia, rotas de comércio.