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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

PUTIN, O NOVO ASTERIX

 O governo da república russa da Mordóvia ofereceu hoje uma casa e o cargo de ministro da cultura ao ator francês Gérard Depardieu, que recebeu há poucos dias um passaporte russo autorizado pelo presidente Vladimir Putin.

Ao descer do avião no aeroporto da cidade de Saransk, capital da Mordóvia (640 quilómetros a este de Moscovo), Depardieu foi recibo pela fanfarra e pelo governador da região, juntamente com mulheres vestidas com trajes tradicionais que cantaram na pista.

"Estou muito contente. Gosto muito de estar aqui", disse o ator francês, citado pela agência russa Interfax.

Em Saransk, o governador da região da Mordóvia, Vladimir Volkov, ofereceu a Depardieu que escolhesse entre um apartamento ou a construção de uma casa, que ficaria no meio de uma floresta e perto de um rio, segundo a agência Itar-Tass.

Segundo uma fonte local, citada pela agência Ria Novosti, o governador chegou mesmo a propor ao ator francês que se torne o próximo ministro da Cultura da Mordóvia.

A festa acontece depois do presidente Vladimir Putin ter concedido a cidadania russa a Gérard Depardieu, que anunciou desejar abandonar a França e entregar o seu passaporte francês para escapar aos elevados impostos no seu país.

O gesto do presidente russo foi depois felicitado por Depardieu através de uma carta onde o ator exprimia o seu amor pela Rússia e pelo seu chefe de Estado.

Na carta, o ator francês aproveitou para elogiar a democracia na Rússia, o que provocou um coro de críticas tanto na Rússia como no estrangeiro.

Hoje, o Kremlin confirmou que Depardieu recebeu no sábado o seu passaporte russo depois de um breve encontro com o presidente Putin, na residência presidencial de Sotchi, nas margens do Mar Negro.

Num determinado momento da sua visita, rodeado por dezenas de jornalistas, o ator chegou inclusivamente a pedir aos profissionais franceses que abandonassem a sala.

A democracia russa pós–soviética entrou agora na fase do cartoon e na da figuração. O pequeno Putin (Asterix) e o gordo Depardieu (Obelix) descobriram a fórmula mágica de defenderem os seus interesses egoístas: uma superprodução mediática, com charanga, folclore e promessas de amor eterno. Falta o Ideafix, papel certamente atribuído ao primeiro ministro russo Medvedev, o tal que acredita no Pai Natal e em ETs.   

CR

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pergunta - Pussy quê?


Se aqui em Lisboa, na Sé, três mascaradas interrompessem as preces dos crentes que lá estavam e fossem para o altar-mor fazer aquela macacada, contra a Igreja Católica e insultando Cavaco Silva...
Se essas mascaradas fossem filhas de pessoas ricas havendo uma já que recebeu propostas para posar nua para a Playboy...
Que diriam alguns jornalistas defensores dos direitos humanos se elas fossem julgadas? Que vivíamos num país fascista?
(em antreus.blogspot.com)

O mediático episódio das Pussy "qualquer coisa" não passa de um instrumento de diversão do imperialismo norte-americano, com os seus aliados locais, para condicionar o poder russo. Não me admiro nada se se confirmar no futuro ele ter sido "cozinhado" nos gabinetes da CIA.
Putin não é claramente flor que se cheire, nem é politico com convições democráticas ou revolucionárias, que se possa defender. Para os que têm memória curta, Putin é um obscuro ex-agente do KGB, que se colocou no passado ao serviço da Mafia politica de Leninegrado, actual S. Petersburgo. Pelos serviços prestados no processo de desmantelamento do socialismo e na roubalheira privatizadora que se seguiu com Yeltsin, foi pela canalha anti-comunista colocado nos mais altos graus de poder na Rússia. Contou para isso com os novos e criminosos poderes como o económico,o mediático e a benção da Igreja Ortodoxa.
Agora o chamado "renascimento" e ascensão russas, mesmo que sem objectivos estratégicos nem identidade patriótica, incomoda o império e o Ocidente. Quando Putin sobrevive com as "chapeladas" eleitorais (que como se sabe agora se iniciaram no próprio acto do desmantelamento da URSS), o Ocidente cala. Quando levanta a voz, o Ocidente conspira.
Entre as Pussy "qualquer coisa" e Putin, o Diabo que escolha.
CR