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terça-feira, 31 de março de 2015

Orquídeas - Coimbra Março 2015









UM IMENSO ORGULHO


CDU TRIPLICA. RETIRA MAIORIA ABSOLUTA AO PSD

É oficial: a CDU triplica o número de deputados eleitos na Assembleia Regional da Madeira, passando de 1 para 3 e, ao mesmo tempo, retira a maioria absoluta ao PSD. Não é coincidência: o pior resultado de sempre do PSD é conseguido com o melhor resultado de sempre da CDU.

Desde o acto eleitoral que se suspeitava que podiam ter tido lugar irregularidades, mas a desconfiança recaía sobre os votos anulados. No entanto, de acordo com fonte do PSD, o problema estará relacionado com "um erro informático no carregamento de uma das mesas" ou, mais sucintamente, os votos foram mal contados.

A direita de Passos Coelho e Jardim recebe hoje uma derrota histórica entregue sob a curiosa roupagem de uma recontagem. Uma recontagem que não quer necessariamente dizer que a direita esteja tão isolada politicamente que só lhe reste a aldrabice, quer apenas dizer que o que parece inevitável e mesmo aquilo que é dado pelas notícias como decidido, pode e deve ser recontado. Nas mesas de voto, nas empresas e nas ruas, é urgente recontar cada voto, cada argumento, cada vontade.

Afinal de contas, ainda hoje às 18:00 o Jornal da Madeira dava conta que "A CDU perde votos e o PSD ganha", numa notícia que seria menos indigna, caluniosa e mentirosa caso tivesse sido divulgada umas horas depois, no dia 1 de Abril, Dia das Mentiras e dos Votos Mal Contados.


António Santos (em manifesto74.blogspot.pt)


sábado, 28 de março de 2015

UMA NOVA MODALIDADE: O SUICÍDIO ASSISTIDO?


Uma misteriosa e crescente onda de suicídios de representantes de altos cargos do antigo partido governante do deposto Presidente Victor Ianukovitch está agitando a sociedade ucraniana. As autoridades descrevem-nas como simples suicídios mas as investigações não excluem (antes provam) outras possibilidades. Eis a lista dos suicídios duvidosos, 9 em mês e meio:

Alexandre Peklushenko, ex-governador da província ucraniana de Zaporozohie
Sérguei Bordiug,chefe adjunto da Policia de Melitopol
Sérguei Valter, ex-presidente da Cãmara de Melitopol
Alexei Kolésnik, ex-presidente do conselho regional da cidade de Karkov
Mikhail Chechetov, ex-chefe do Fundo da Propriedade Estatal da Ucrânia
Valentina Semeniouk- Sauvinenko, directora do Fundo de Bens do Estado
Vadim Vichinievski
Stenislav Mélnik, ex-deputado, Juiz em Odessa
Nikolai Sergienko, director geral adjunto da Administração Estatal de Caminhos de Ferro

A lista é longa e significativa. Algumas das vitimas não são pessoas de bem, antes pertencem a grupos criminosos que através de esquemas de corrupção utilizaram bens estatais em seu benefício no período pós-soviético. Mas o banco dos tribunais ou o juízo popular  não satisfaria certamente quem teme o seu testemunho. Não devemos estar longe da versão espectável no contexo de luta entre oligarquias rivais: uma repressão cínica de Kiev contra opositores políticos. E uma mensagem: quem se opõe, pode ter a mesma sorte, caindo como moscas. A Junta fascista, apoiada pela União Europeia e pelos Estados Unidos, tem as mãos livres.

Apesar dos apelos, os “democratas ocidentais” acreditam na “naturalidade” das mortes. Ou fingem acreditar.


CR

Meth-U - Mensch bleibt Mensch



um rapper alemão, em defesa do povo do Dombass, "um Homem não deixa de ser um homem"

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XLII)

Presidente ficou a saber pela imprensa que se preparava uma missão militar no estrangeiro ainda não aprovada
As autoridades romenas divulgaram o envio de aviões militares portugueses para o seu país, numa altura em que Cavaco Silva ainda desconhecia a missão. Esta situação acabou por provocar enorme mal-estar entre o Presidente da República e o governo de Passos Coelho, num episódio que acabou por, indiretamente, envolver a própria NATO.
O mau ambiente entre os dois órgãos de soberania surgiu quando o Palácio de Belém soube, pela imprensa, que as Forças Armadas iriam ser empenhadas numa missão externa sem que o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) a tivesse obrigatoriamente apreciado e aprovado. Pior, o Presidente ainda nem sequer tinha sido informado pelo chefe do governo, nas habituais reuniões semanais das quintas-feiras entre ambos.
O DN tentou confrontar a Presidência e o Ministério da Defesa sobre esta situação, mas até ao fecho desta edição não houve resposta.
O caso ocorreu no início do mês, quando o gabinete do presidente romeno Klaus Iohannis informou a imprensa de que o Conselho Supremo de Defesa da Roménia - equivalente ao CSDN - tinha aprovado "as propostas do primeiro-ministro relativas à entrada e permanência em território romeno, de maio a junho de 2015, de forças e meios pertencentes" à Força Aérea portuguesa.