um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
sábado, 12 de dezembro de 2020
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
recordando 2011
Projecto de Resolução N.o /XII (1.a) - Recomenda ao Governo a urgente construção do IC35
Durante muitos anos,
seguramente mais de 10 anos, os vários Partidos Políticos têm defendido a necessidade
da construção do IC35. Ainda no passado mês de Junho, a Assembleia Municipal do
concelho de Marco de Canaveses aprovou, por unanimidade, uma moção da CDU que
recomenda ao Governo que proceda à construção imediata do IC35.
Na verdade, a
pretensão da construção do IC35, que visa ligar a A4 à A25, é já uma muito
velha, mas justa aspiração das populações dos concelhos de Penafiel, Marco de
Canaveses, Castelo de Paiva e Cinfães, entre outras.
Desde a década de 80 que se discute a necessidade
de construir um itinerário complementar (IC) que seja uma alternativa à EN 106.
A EN 106 já não
constitui, há muito tempo, uma verdadeira solução de mobilidade para estas populações.
A elevada sinistralidade, um percurso sinuoso e o tempo que leva a ligação
entre Penafiel e Castelo de Paiva, são incompatíveis com o volume de tráfego
que esta via comporta, com níveis de segurança minimamente aceitáveis e com as
necessidades destas populações.
Como refere o estudo
de impacto ambiental do projecto de construção do IC35 “A EN 106 apresenta elevados
volumes de tráfego rodoviário, não é vedada, apresenta ampla ocupação marginal
e nela coexistem todos os tipos de trânsito (pedonal, agrícola, motorizado
local e motorizado de médio curso), combinação não adequada a este tipo de
itinerário no que se refere à sinistralidade e ao serviço prestado aos utentes
da via, bem como às populações marginais”.
Quem conheça a realidade destes concelhos percebe,
muito bem, o martírio que circular nesta via representa.
Importa também referir que a inexistência do IC35
acarreta elevados impactos para a economia local.
Como é sabido, a
existência de vias de comunicação eficazes e eficientes, é fundamental para o desenvolvimento
económico. Ora, como também é sabido, aquela região do vale do Tâmega e do Sousa
enfrenta uma grave crise económica e social que importa enfrentar. Assim, a
construção do IC35 pode ser determinante para a captação de investimento,
atracção de empresas e consequentemente, para o aumento do emprego nestes
concelhos.
Se dúvidas ainda
existirem quanto à necessidade de construir o IC35 basta referir que na EN 106,
de acordo com uma das várias petições que estão a ser promovidas na internet,
circulam cerca de 27.000 utilizadores por dia, sendo esta uma via que,
objectivamente, não tem condições para suportar tal volume de tráfego.
Ainda de acordo com os dados usados na petição,
nos últimos 4 anos verificaram-se 573 acidentes, que provocaram 235 vítimas,
sendo 204 feridos leves, 24 feridos graves e 7 mortes.
Onde não existem dúvidas é nas declarações de
intenção quanto à construção do IC35, mas como diz o nosso povo ”de boas
intenções está o inferno cheio”.
Por diversas vezes e
de uma forma reiterada, diferentes responsáveis políticos, ora do PS ora do PSD,
assumiram o compromisso de construir esta importante via de circulação, sem que
no entanto, até aos dias de hoje, ela seja uma realidade para a vida concreta
das populações. Acontece que a sua construção tem vindo a ser sucessivamente
adiada.
Importa lembrar que
depois da tragédia da queda da ponte Hintze Ribeiro, no dia 4 de Março de 2001,
diversos responsáveis políticos assumiram o compromisso da construção do IC35.
A tragédia da ponte de Entre-os-Rios afectou estas
populações de uma forma dramática, pelo que, justamente, foram assumidos
diferentes compromissos para mitigar as consequências dessa tragédia.
Acontece que já passaram mais de 10 anos sobre a
data em que a Assembleia da República aprovou um projecto de resolução que,
entre outras medidas, recomendou a urgente construção do IC35. A resolução
28/2001, publicada a 5 de Abril de 2001, subscrita por todos os grupos
parlamentares e aprovada por unanimidade diz que o Governo devia, com “carácter
de prioridade absoluta” proceder ao lançamento de um conjunto de obras. Entre
essas obras consta a construção do IC35.
Convém ainda lembrar que, no âmbito dos fundos
comunitários, no QREN, a construção do IC35 tem vindo a ser incluída como um
dos projectos alvo de financiamento. Os sucessivos atrasos podem comprometer
esse financiamento pelo que urge avançar com a construção do IC35. Para o PCP,
este atraso na construção do IC35 não é aceitável.
As diversas petições, que estão a ser promovidas
na internet, são um sinal claro do descontentamento que este atraso está a
provocar e demonstram que é tempo, de uma vez por todas, de iniciar a construção
do IC35.
O PCP, lutou e irá
continuar a lutar pela construção desta importante infra-estrutura. Lutou,
porque no passado, em diferentes tomadas de posição públicas, exigiu ao Governo
a sua construção e por diversas vezes apresentou, em sede de Orçamento do
Estado, nomeadamente no PIDDAC, propostas concretas de inscrição de verbas para
a construção do IC35.
E iremos continuar a
lutar pela construção do IC35 porque se trata de um investimento fundamental para
o desenvolvimento económico e social destes concelhos.
Assim, o PCP apresenta o presente projecto de
resolução que visa pressionar o Governo PSD/CDS- PP para que este cumpra com a
sua palavra e, de uma vez por todas, inicie o processo de construção do IC35.
Nestes termos e ao abrigo das disposições
regimentais e constitucionais aplicáveis, a Assembleia da República recomenda
ao Governo:
- Que promova, com carácter de urgência, a
construção do IC35.
Assembleia
da República, em 7 de Julho de 2011
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
mil vezes dito e redito, mil vezes verdadeiro
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa nos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão do peixe, da farinha, do aluguer, dos sapatos e dos remédios dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que é imbecil, que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, corrupto, é o lacaio dos exploradores do Povo!
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
INTERVENÇÃO
Exmos. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Paredes e restante Membros da Mesa
Exmos. Sr. Presidente
da Câmara Municipal de Paredes e Senhores Vereadores
Exmos. Membros da
Assembleia Municipal , Presidentes de Junta
Publico aqui presente
Comunicação Social
Equipa de Apoio à
Assembleia Municipal
Caros Senhores
Estamos aqui hoje em
Sessão Extraordinária desta Assembleia Municipal para discutir e votar uma
proposta do PSD sobre a RESOLUÇÃO UNILATERAL E COM JUSTA CAUSA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DA EXPLORAÇÃO
E GESTÃO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE RECOLHA, TRATAMENTO E
REJEIÇÃO DE EFLUENTES DO CONCELHO DE PAREDES celebrado com a BE WATER (AP _ ÁGUAS DE PAREDES S.A. )e
consequente pedido de indemnização.
A Bancada da CDU
tomou conhecimento ontem dos considerandos e conclusões da referida proposta,
no cumprimento de uma deliberação da Reunião de Lideres efectuada na semana
passada e está por isso informada das razões e objectivos desta proposta.
A Bancada da CDU
acompanhou a posição do Executivo Camarário sobre o tema, tanto o expresso na
reunião do Executivo como em entrevistas à imprensa local e regional DO Senhor Presidente
da Câmara, Conhece portanto a alternativa proposta pelo Executivo , o resgate
da referida concessão e portanto a remunicipalização dos serviços.
Analisados os
processos , e as alternativas, a Bancada da CDU votará CONTRA a referida
proposta, salientando porém o esforço dos proponentes em discutir positivamente
o futuro deste sector importantíssimo para a população do Concelho.
Em anterior exposição
no Período de Antes da Ordem do Dia na Sessão Ordinária anterior desta
Assembleia Municipal expusemos razões para o reconhecimento da necessidade de
pôr fim á concessão, de parar com a privatização.
Em documento de
2009 a CDU de Baltar expunha em
documento oportuno e pedagógico o processo em véspera das eleições autárquicas e até afirmava (relembro) que um voto CDU era
um compromisso com aspetos essenciais
# a rescisão do
contrato de concessão com a VEOLIA
# a consagração da
propriedade colectiva da água, um bem essencial
# a garantia de
acesso de todas as pessoas à água potável
# os Serviços
Municipalizados de Água e Saneamento da própria Câmara
# preços justos para
a água, Saneamento e respectivas Taxas de Ligação
# o apoio ás famílias mais carenciadas e aos
empresários locais
Finda a citação, constate-se
a antecipação e previsão da CDU. Em 2009…
Mas agora em 2020 estamos,
parece, todos de acordo. A ÁGUA É UM BEM
PÚBLICO E NÃO UMA MERCADORIA TRANSACIONÁVEL.
Consideramos que
o EXECUTIVO tem todas as condições _ politicas,
jurídicas, financeiras e negociais – para assumir a resolução definitiva deste
imbróglio.
Mas na proposta do
PSD, nos seus considerandos fala-se de
um Aditamento de 2008. E aqui há esclarecimentos que deviam ser prestados. O
PAI da privatização, desse erro estratégico, é o PSD, mas os PADRINHOS são
Granja da Fonseca, Celso Ferreira, José Manuel Outeiro, entre outros. Não
deveriam eles prestar aqui esclarecimentos sobre os incumprimentos, sobre as
tarifas, sobre os compromissos bilaterais?
E não será que o ADITAMENTO não terá sido um ADIANTAMENTO,
em que a GULA do negócio se sobrepôs à
PRUDÊNCIA, dando-se como certo que as populações dispensariam os seus
subsistemas, e portanto se faria um NEGÓCIO MAIS RENTÁVEL?
Termino em nome da
CDU afirmando que aguardamos a marcação de uma Sessão ou Ponto de Ordem de
próxima Assembleia Municipal onde possamos aprovar uma estratégia e uma
orientação cuja conclusão final mais
segura, seja mais curta e com custos programáveis ou previsíveis do que na proposta
do PSD.
Disse.
Cristiano Ribeiro
(CDU)
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
COMUNICADO
VITÓRIA
DOS TRABALHADORES DAS PEDREIRAS
Fim
do factor de sustentabilidade nas reformas!
Há largos anos que o
PCP tem lutado, em conjunto com os trabalhadores das pedreiras e das minas,
pelo reconhecimento efectivo da penosidade das suas profissões, nomeadamente
pela eliminação das penalizações no acesso à reforma antecipada.
Dando voz às lutas e
reivindicações fomos apresentando várias propostas, incluindo em Orçamento de
Estado, para eliminação de factor de sustentabilidade para as profissões
consideradas de desgaste rápido, incluindo os trabalhadores das pedreiras e os
mineiros.
Não deixando de
destacar a importância significativa para estes trabalhadores do recente
diploma aprovado em Conselho de Ministros que elimina o factor de sustentabilidade
e que vem ao encontro do que temos insistentemente proposto, não podemos deixar
de dizer que o mesmo vem tardiamente, pois esta proposta do PCP foi aprovada no
OE de 2019.
Valeu a pena
insistir, apresentar propostas, questionar o Governo e exigir a concretização
da proposta do PCP que elimina o factor de sustentabilidade para estes
trabalhadores. Esta é uma medida da mais elementar justiça que demonstra que
lutar vale a pena.
E daqui saudamos
todos os trabalhadores das pedreiras, os mineiros que há décadas lutam pelo
reconhecimento efectivo da sua profissão. E daqui assumimos o compromisso de
acompanhar a concretização desta medida e de lutar para que a nenhum
trabalhador nesta situação seja negado este direito, mesmo aos que entregaram
os seus pedidos de reforma antes da publicação deste diploma.
Estes trabalhadores
podem contar com o PCP, como têm contado ao longo de largos anos em que temos
acompanhado as suas lutas.
Setembro de 2020
A
DIRECÇÃO SUB-REGIONAL DO VALE DO SOUSA E BAIXO TÂMEGA DO PCP
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
A TRAGÉDIA COMUNICACIONAL
Em Cabo Delgado, norte de Moçambique há uma guerra devastadora há já dois anos. Há relatos imprecisos de ocupação territorial por parte de forças islâmicas radicais , deslocamento de populações, violência, morte. Contudo o conhecimento dos factos é incrivelmente reduzido. Aparentemente ninguém do exterior se interessa, não há correspondentes de notícias nacionais ou estrangeiros no local e posições públicas dos organismos internacionais são desconhecidas. O que se passa? Onde está a cooperação militar de países como Portugal, a União Europeia, a União Africana, os Estados Unidos, para mediar conflito ou para o controlar? Que armas são empregues e quem as vende? Sabendo da riqueza em recursos naturais da região, como não colocar na mesa do cenário de guerra os interesses das grandes corporações internacionais candidatas à exploração desses recursos r e deles dar noticia? Onde pára o jornalismo de referência, de causas, de princípios? E a politica internacional na desacreditada ONU?
CR