Foi apresentado recentemente no meu local de trabalho o Projecto de Rede de Hipocoagulação Oral no Cuidados de Saúde Primários. Trata-se de uma estratégia de prestação de cuidados médicos a aplicar, remetendo para as Unidades de Saúde dos CSP (Cuidados de Saúde Primários) funções atribuídas tradicionalmente aos Hospitais. O ganho é evidente, tanto em custos directos das consultas como nas deslocações dos utentes, bem como liberta instalações e recursos humanos hospitalares para outras prioridades.
A hipocoagulação oral permite reduzir riscos de AVC´s em doentes específicos (patologia, idade) mas exige uma monotorização adequada, nas referidas consultas. Estamos perante um autêntico ovo de Colombo, que exige formação clinica adequada aos profissionais de saúde, informação aos utentes e á população e implementação da tal Rede de Hipocoagualação Oral, aparelho de medição e sistema informático.
Esta Rede foi inicialmente implementada no Algarve, estendeu-se totalmente ás Unidades de Saúde dos CSP dos distritos do Interior, começa a implementar-se progressivamente em Porto, Braga, Coimbra, Leiria e Setúbal, mas não inclui qualquer unidade de Lisboa e Santarém. O grande esforço pedido assim ao País, a contensão pedida á utilização de recursos financeiros limitados, a preocupação com os reais interesses de utentes, sobretudo idosos com mais de 75 anos, esbarra com a indiferença, a inimputabilidade dos interesses instalados, em Lisboa e Santarém. Para análise, compreensão e intervenção dos interessados, a bem da coesão nacional.
CR
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