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domingo, 14 de dezembro de 2014

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES - INTERVENÇÃO

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Paredes e restantes membros da Mesa
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Paredes e restantes membros do Executivo
Digníssimos membros da Assembleia Municipal
Respeitável Público

Vivemos tempos com manifestas evidências de uma degradada situação que atinge o Poder Politico a os portugueses em geral.
Todos sabemos que a actividade política que deveria ser digna, nobre e valorizada, se tornou em parte por culpa de uns tantos, numa nebulosa rede de interesses e de compadrios.
Assistimos a factos que sugerem com alta probabilidade o exercício de cargos públicos em interesse próprio, o aumento do património pessoal, indevidamente adquirido e a sua exuberante demonstração e exibição, a impunidade e a falta de ética nas tomadas de posição públicas.
Ouviu-se recentemente um imperativo e categórico “ Os Partidos não são todos iguais!”. Nada mais certo, vale a pena recordar. (vindo de quem vem, tal frase faz certamente chorar as pedras da calçada…). Os partidos do auto-designado “arco do poder” estão ligados a factos, circunstâncias e a negociatas, que há muito desprestigiam a democracia e inquietam os cidadãos. 
Acresce á crise social gravíssima, que depaupera as famílias, atingindo sobretudo crianças e idosos, reformados e doentes, uma falta de confiança nas instituições democráticas que se generaliza.
São neste contexto inadmissíveis as pressões mais ou menos mediáticas, sobre instituições como tribunais ou polícias de investigação.
O tempo da impunidade, do arrastamento dos processos, em tribunal, ou das investigações, do apagamento de provas, testemunhas ou indícios, não pode voltar. Não há gente, cidadãos acima da lei, por estatuto, poderio económico, casta ou grupo social.
O regime democrático não está em risco per si. São as opacidades dos poderes, os negócios obscuros, as nomeações oportunas, as politicas das parcerias público-privadas, as privatizações, as concessões ruinosas, que colocam em risco a vida dos portugueses.
Que a justiça actue com coerência e sistematicamente.
Que a política se regenere com novos protagonistas, sem a podridão da corrupção.


Cristiano Ribeiro

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