Exmo. Sr. Presidente
da Assembleia Municipal de Paredes e restantes membros da Mesa
Exmo. Sr. Presidente
da Câmara Municipal de Paredes e restantes membros do Executivo
Digníssimos membros
da Assembleia Municipal
Respeitável Público
Vivemos tempos com manifestas
evidências de uma degradada situação que atinge o Poder Politico a os
portugueses em geral.
Todos sabemos que a
actividade política que deveria ser digna, nobre e valorizada, se tornou em
parte por culpa de uns tantos, numa nebulosa rede de interesses e de
compadrios.
Assistimos a factos
que sugerem com alta probabilidade o exercício de cargos públicos em interesse
próprio, o aumento do património pessoal, indevidamente adquirido e a sua
exuberante demonstração e exibição, a impunidade e a falta de ética nas tomadas
de posição públicas.
Ouviu-se recentemente
um imperativo e categórico “ Os Partidos não são todos iguais!”. Nada mais
certo, vale a pena recordar. (vindo de quem vem, tal frase faz
certamente chorar as pedras da calçada…). Os partidos do
auto-designado “arco do poder” estão ligados a factos, circunstâncias e a
negociatas, que há muito desprestigiam a democracia e
inquietam os cidadãos.
Acresce á crise
social gravíssima, que depaupera as famílias, atingindo sobretudo crianças e
idosos, reformados e doentes, uma falta de confiança nas instituições
democráticas que se generaliza.
São neste contexto
inadmissíveis as pressões mais ou menos mediáticas, sobre instituições como
tribunais ou polícias de investigação.
O tempo da
impunidade, do arrastamento dos processos, em tribunal, ou das investigações,
do apagamento de provas, testemunhas ou indícios, não pode voltar. Não há
gente, cidadãos acima da lei, por estatuto, poderio económico, casta ou grupo
social.
O regime democrático
não está em risco per si. São as
opacidades dos poderes, os negócios obscuros, as nomeações oportunas, as
politicas das parcerias público-privadas, as privatizações, as concessões
ruinosas, que colocam em risco a vida dos portugueses.
Que a justiça actue
com coerência e sistematicamente.
Que a política se
regenere com novos protagonistas, sem a podridão da corrupção.
Cristiano Ribeiro
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